Adidas


31 outubro, 2008

Fulano

Naquele tabloidezinho que não se deve ler, com exceção do Salatta que é realmente um cara bacana, tudo é lixo.

Segundo o parmerista Val, que me mandou a reclamação, numa de suas entrevistas ao goleiro de hóquei, uma jornalista do tablóide começou com a seguinte pergunta:
"LNET!: No Paulistão tivemos o episódio do gás, que eliminou o São Paulo da competição. Para você, como a diretoria e torcedores do Palmeiras recepcionarão o São Paulo?"

Não li o resto, e nem quero ler.

Com uma linha editorial fétida como essa, não é de se espantar que o pobre estagiário da redação tenha feito uma contratação de peso para o clube: Fulano.

Fulano parece ser um craque. Mas tem que melhorar na parte disciplinar. Em sua estréia, já levou amarelo.

*colaboração do parmerista
Wilson Correa Leite Neto. Valeu Wilson!

Só o que me faltava...

Mais essa agora.

O grande assunto desta noite de quinta e início de sexta foi a provável entregada que o Inter vai dar para o bambi na próxima rodada.

Preocupados em ferrar o Grêmio, já que não tiveram competência para ganhar do Náutico e manterem-se vivos na luta por uma vaga na Libertadores, os comandados de Tite, técnico que ganhou projeção no Grêmio, devem jogar duros como manteiga no panetone, domingo.

A entregada é tão visível que a escalação já vem esquisita. A desculpa é poupar para a Sulamericana. Ma vávává...

Depois de ter apagado as luzes do Beira-Rio para não cair, contra nós, em 99, depois de ter pago churrasco por 5 anos seguidos para o Paysandu por causa de 2002 (não é a toa que o Paysandu sumiu), o Inter vai me aprontar mais essa? É só o que me faltava...

30 outubro, 2008

Olhem bem a cara dele

Olhem bem a cara deste vagabundo.

Ele foi escalado para apitar Palmeiras x Fluminense na rodada 31, e agora Botafogo x São Paulo na 32.

Ele validou o primeiro gol do Fluminense, onde Washington ameaça pôr a mão na bola e tira a atenção de Marcos. Ok, sem problemas.

Mas anulou o gol do Botafogo onde Wellington Paulista tira o pé da bola para não interferir na jogada.

Sergio Carvalho (DF). Cabelinho tigelinha. Pinta de bambi. Pilantra.

Palmeiras 1x0 Goiás

O que importa são os três pontos. O Palmeiras jogou apenas o suficiente para vencer o Goiás no Palestra, ficou a um ponto do líder Grêmio, mas ainda em quarto lugar, por conta da vitória do Cruzeiro sobre o próprio Grêmio, e do assalto no Engenhão, onde o bambi afanou mais dois pontos do Botafogo.

Luxemburgo saiu com o time escalado certinho, num 4-4-2 arroz-com-feijão, contra um Goiás que veio disposto a congestionar o meio de campo, com dez atrás da linha da bola e apenas Iarley isolado à frente, explorando os contra-ataques na velocidade, principalmente do ótimo lateral-direito Vitor.

Depois de praticamente dois jogos de fora pelo Brasileiro, Diego Souza voltou ao time e era a grande esperança de uma bela apresentação. Pois quem veio com esse pensamento, frustrou-se. Apesar da fortíssima marcação, ele parecia ter comido a mesma feijoada que o pessoal comeu no Rio, e requentada. Logo no início, recebeu um passe açucarado de Alex Mineiro e, de frente para o gol, concluiu bisonhamente.

Mesmo assim, diante da proposta extremamente defensiva do Goiás, o Palmeiras fazia suas tentativas, sempre com bolas de pé em pé, mas que constantemente eram paradas com faltas, principalmente agarrões. O árbitro Wagner Tardelli deixou passar vários cartões amarelos ao time visitante. Roque Junior foi escandalosamente seguro na área numa bola levantada, pênalti claro. E de tanto insistir nesse recurso, o Goiás foi castigado, porque numa dessas o juiz deu: Kleber no segundo pau, após levantamento de Leandro, faria o gol quando levou um ippon de Fahel: pênalti que Alex Mineiro avisou que bateria no canto esquerdo por e-mail. Harlei foi bem nela, mas a batida foi muito boa, 1x0.

A partida seguiu muito truncada no meio-campo, o Palmeiras correu seus riscos de forma calculada, já que o Goiás chegava perto de armar contra-ataques mortais o tempo todo, mas sempre aparecia o pé salvador de Jumar e principalmente de Pierre para proteger a zaga de um combate no mano-a-mano contra Iarley, Julio Cesar e Vitor, jogadores de velocidade. Sem opção pelas laterais, já que Leandro jogou preso e Fabinho Capixaba é Fabinho Capixaba, o Verdão contava com a decisão de Diego Souza. E ficou a ver navios.

Para o segundo tempo, Luxa voltou igual, e o Goiás veio com uma postura mais ofensiva. O resultado disso é que passamos algum aperto em lances isolados, como numa bola escorada de cabeça que Marcos correu para o canto antes de saltar e defender, e numa rápida tabela onde Iarley saiu na cara de Marcos, que fez mais uma defesa daquelas. A bola caprichosamente saiu a um palmo da trave direita.

Com um pouco mais de espaço, Luxa fez uma tentativa válida, colocando Denilson no Alex Mineiro. Depois, Sandro Silva no Evandro e Maicosuel no vaiado Diego Souza foram apenas substituições burocráticas.

Jogo duro.

De assistir.

O time insistiu em rifar a bola até Marcos tomar uma atitude, ir até o meio e pagar esporro geral. Então Denilson resolveu prender a bola no final, e garantir os três pontos, importantíssimos.

O que importava era a vitória, pra tirar a zica. Já eram quatro jogos sem vencer incluindo a Sulamericana, e o moral do grupo ameaçou se esmorecer. Luxemburgo fez o que sabe de melhor, e no início da semana conseguiu focar o grupo na reação, e uma vitória hoje era fundamental para que o peso saísse das costas dos jogadores. Dois adversários tropeçaram, e assim deve ser toda rodada até o fim. Todos devem perder pontos. Serão mais seis rodadas de adrenalina lá em cima.

Desde que o apito rosa não continue a fazer das suas e estrague mais um campeonato.

Atuações:
Marcos: defesaça no pé do Iarley, e cada vez mais líder em campo, comandou o final do jogo em que o time cadenciou a bola e segurou o resultado. DEZ
Fabinho Capixaba: teve dois momentos interessantes no início do segundo tempo. Agora vai? Vai nada. 4,5
Gustavo: ainda está longe do xerife que foi em 2007, mas está com cada vez mais raça. 7
Roque Junior: os adversários tremem em vê-lo. Imponência. 7,5
Leandro: patida discreta, mas entrou com vontade quando necessário. Teve que se preocupar com Vitor o tempo todo. 7
Pierre: o melhor em campo. de volta à sua posição clássica, mostoru que ali é com ele mesmo. DEZ
Jumar: fez muito bem o primeiro combate sobre Baier, deu poucas chances para que o arco goiano lançasse as flechas. 8,5
Evandro: bem no primeiro tempo, muito mal no segundo. Precisa acelerar o raciocínio, prende muito a bola. 5
Diego Souza: a única explicação que posso imaginar para esse péssimo jogo foi não ter digerido bem a polêmica com Marcos, que na verdade não foi nada de mais, e acabou superdimensionada. Hoje foi apático, displiscente, se escondeu da bola. Uma única boa jogada no segundo tempo. 2
Kleber: o Gladiador fez mais uma de sua partidas que dá gosto de ver, a seu estilo. Ainda sofreu o pênalti. 8,5
Alex Mineiro: tirou sua zica particular, deixou mais um, embora tenha dado chance pro azar na cobrança. Está vindo buscar muito o jogo fora da área, talvez fosse mais útil mais enfiado. 7,5
Denilson: não existe jogador de segundo tempo, mas existe Denilson. Acho que eu já disse isso antes. 7,5
Maicosuel e Sandro Silva: não é que jogaram pouco, mas vamos deixar sem nota mesmo pra incentivar.

29 outubro, 2008

Ô dia que não passa

Luxemburgo fez treinos táticos no início da semana e parece ter acertado o time, finalmente. Com exceção de Elder Granja, lesionado, o time vai com força máxima pra cima do Goiás, e com a formação tática mais redondinha dos últimos jogos: Marcos; Fabinho Capixaba, Gustavo, Roque Junior e Leandro; Pierre, Evandro, Sandro Silva e Diego Souza; Kleber e Alex Mineiro.

O time voltou ao velho 4-4-2, com um losango no meio, formação preferida de Luxemburgo. O técnico havia faito uma alteração interessante no desenho, para um 3-5-2 com o deslocamento de Martinez para a zaga, para corrigir a deficiência nas bolas aéreas. Funcionou bem na parte defensiva, mas criou um problema sério no meio de campo. Não conseguiu fazer com que Pierre, nosso melhor marcador, se adaptasse ao novo posicionamento, as bolas recuperadas no meio dificilmente resultavam em contra-golpes agudos, e ainda quase queimou Evandro, que nessa formação se via, nas vezes em que Diego Souza ficou suspenso, como único responsável pela armação, onde claramente não funciona.

Com a contratação de Roque Junior, espera-se que o problema do cobertor curto seja resolvido, e que não seja mais preciso contar com Martinez como terceiro zagueiro para evitar a vulnerabilidade nas bolas aéreas, e manter a qualidade na saída de bola. Assim, o time ganha mais uma peça do meio para a frente, pode adiantar um pouco a marcação com Evandro pela direita e Sandro Silva pela esquerda, e Pierre na sobra, protegendo a zaga. O 8 e o 20 voltarão a fazer uma função dupla: marcam o meio, e viram armadores, encostando em Diego Souza e por vezes caindo pelas pontas. Serão bastante exigidos fisicamente, mas é o que fará a diferença e dará a impressão de que o time joga com 12 ou 13 em campo.

Fabinho Capixaba pela direita vai tendo suas últimas chances de mostrar que não sente mais o peso da camisa e que ainda pode ser útil ao clube no ano que vem - o que parece cada vez mais improvável. De qualquer forma, tanto ele quanto o titular Elder não se mostraram com muitas qualidades ofensivas, o que faz com que o time fique "penso" para a esquerda quando precisa abrir espaços no time adversário usando os flancos. Aí é deficiência na hora de montar o elenco mesmo - a mesma deficiência que não cobriu a saída de Valdivia, deixando Diego Souza sem um substituto sequer à altura de seus joelhos.

Hoje é a primeira partida de uma série decisiva. Chegamos definitivamente na reta final, e qualquer resultado que não a vitória nos tira da briga, não matematicamente, mas na prática. É hora da virada, de mostrar atitude, de serem profissionais ao extremo, e isso inclui dedicação técnica, tática e disciplinar. A flagrante deficiência das peças de reposição não permite que tenhamos mais desfalques por suspensões tolas.

Foi detectada uma urgente necessidade de mudança de atitude. Luxemburgo correspondeu, e antes do treino chamou a rapaziada para uma bela conversa. Voltou para o esquema tático que já vinha dando certo e que só foi alterado para consertar uma deficiência que a presença de Roque Junior pode dar conta. Logo, o time parece mais pronto do que nunca. Agora é a hora.

Nós, torcedores, temos que fazer a nossa parte e incentivar, incentivar, incentivar. Eu acredito.

Ô dia que não passa. Chega logo, 20h30!

28 outubro, 2008

Poeira baixando

A reunião do Conselho de ontem não definiu nada. Serviu para deixar mais ou menos claras as perspectivas do futuro político do clube. Ao contrário do que pregam os juquinhas, paulinhos, e outros inhos da net da vida, o caos não existe. Ele pode acontecer, e é um dos possíveis cenários. Mas ainda está longe.

A começar pelas bobagens sobre os riscos que corre a Arena. O projeto está andando, e muito bem, obrigado. Através desta notícia, pode-se ver o quanto estão "abalados" os parceiros financeiros do empreendimento. Então, cale-se, inho.

Voltando à reunião de ontem: vamos entender o cenário. O vice-presidente Paulo Nobre declarou-se desde o início contra a prorrogação do mandato. Legitimamente, tem todo o direito de fazer isso. É de se supor que ele e seu grupo tenham votado NÃO.

Mustafá, por razões óbvias, votou NÃO.

O grupo de Della Monica votou SIM, menos a ala de Paulo Nobre. E a União Verde e Branca, da qual fazem parte a diretoria de futebol e a presidência do Conselho, após acordo com Della Monica, votou SIM.

Ocorre que antes da votação, foi feita emenda onde se solicitava que os pontos fossem votados um a um, e não em bloco. O resultado foi de 150 x 90, onde pode-se grosseiramente supor que os 90 foram do grupo de Mustafá.

Aos 150, some-se mais uns 40 que não votaram, digamos que são 10 do Mustafá e 30 não-Mustafá, e temos um bolo de 180 que são a soma de Della Monica, UVB e Paulo Nobre. Mustafá teria 100 votos. Vão guardando os números.

Dos 180, supõe-se que 20 a 25 sejam de Paulo Nobre. Mais ou menos a diferença entre o voto para o bloco na primeira votação, e os 133 para o SIM na segunda. A UVB tem seus tradicionais 50-60. O que deixa Della Monica com 100-110. Esse é mais ou menos o mapa político. Resumo:
  • Mustafá: 90-100
  • Della Monica: 100-110
  • Paulo Nobre: 20-25
  • UVB: 50-60
Della Monica obviamente está magoado com Paulo Nobre, embora não tenha sido nenhuma "traição", como já andou-se falando pelos cantos ontem à noite, já que o vice sempre declarou abertamente ser contra a reeleição. Após passar o fim-de-semana no Rio, com o time, quando poderia ter trabalhado melhor os bastidores e conseguir os 12 votos que lhe faltaram ontem, ele tem que digerir a derrota. Ainda lhe resta uma hipótese pouco provável: submeter o resultado de ontem à Assembléia Geral de sócios, onde precisaria de 2/3 para derrubar o veto do CD. Fatalmente perderá. Não creio nesse rumo.

Então Della Monica tem que decidir se, com seus 100-110 votos, vai para o pau e lança seu candidato, se assimila bem a derrota e mantém a composição atual, ou se simplesmente larga mão.

Se assimilar bem a derrota, não guardar mágoas de Paulo Nobre e mantiver a aliança, Mustafá perdeu tudo. Os três grupos lançarão um candidato de consenso, haverá uma boa composição de cargos entre todos, e viveremos em paz em 2009. Desde que Della Monica não invente de lançar o Palaia, porque aí, provavelmente entraríamos na hipótese de ver o pau quebrar.

Palaia é incompetente e desastrado. Sua gestão no futebol em 2005/2006 foi catastrófica, e a gestão à frente do financeiro em 2007/2008 foi recheada de dúvidas com relação a empréstimos, distribuição de ingressos e a misteriosa relação com a BWA. Palaia de volta seria um mergulho aos anos 80. E tanto Paulo Nobre quanto a UVB sabem disso.

A União Verde e Branca tem uma linha de pensamento que se alinha bastante à do vice-presidente Paulo Nobre. A aliança entre os dois menores grupos é bastante provável. E não aceitarão Palaia numa composição com Della Monica.

Della Monica então poderia bancar a candidatura de Palaia, e teríamos 3 chapas. Pau. Nesse cenário, a rejeição a Palaia já tiraria cerca de 30 votos de Della Monica, e ele ficaria com uns 70. Cerca de 40 votos que rejeitam Palaia seriam distribuídos entre os 100 de Mustafá, e 70 da coligação UVB/PN. PERIGO!

Ou então Della Monica larga de mão, e aí, embaralha tudo, teremos mais de 100 conselheiros buscando uma melhor posição entere Mustafá e a coligação UVB/PN. Chute no formigueiro, PERIGO!

***
Presidente, é hora de aceitar democraticamente o revés. A tentativa foi justa e legítima, e foi justamente e legitimamente rejeitada. É hora de pensar, como grande palmeirense, no Palmeiras. O cenário está aí. Tentar colocar seu grande chapa Palaia em sua cadeira será um tiro na cabeça do Palmeiras. É hora de meter um pijama definitivamente em nossa grande ameaça, presidente. A decisão está em suas mãos. 15 milhões de palmeirenses que o aplaudiram por ter tirado Mustafá da cadeira aguardam que o senhor entre para a História como o presidente da mudança, e não apenas como o presidente do último suspiro.

Porque se ele voltar, amigos... já era...

27 outubro, 2008

Mais uma reunião no Conselho

-Segunda-feira importante para definir os rumos políticos do clube. O Conselho vota a alteração estatutária que prolongará o mandato de Della Monica por mais um ano, a fim de adequar o calendário do clube ao calendário do futebol. Além disso instituirá cláusula pétrea que dificultará novas alterações desta eleição em diante, e mudará os prazos para que os associados tenham direito a voto.

Na sexta-feira, uma liminar foi concedida a uma conselheira ligada à oposição, garantindo que a votação fosse fechada. Com isso, aumentou-se a expectativa de que o bloco de alterações não passasse. O presidente Della Monica, por sua vez, parecia tranqüilo, até demais, tanto que, num fim-de-semana politicamente importante como este, preferiu acompanhar o time no Rio do que trabalhar junto à sua base.

O rompimento do compromisso com a BWA para o próximo ano já foi apresentado aos conselheiros da UVB, o que garante o apoio desta ao presidente e ao bloco de alterações.

Surgiu uma emenda, entretanto, no início da reunião, solicitando que o Conselho verificasse a possibilidade de votar cada emenda em separado, ponto a ponto. Surpreendentemente, essa emenda não passou por larga margem - 150 a 90, e a votação enfim será feita em bloco.

23h24- por 133 votos contra 113, deu SIM, mas não foi suficiente para que a mudança estatutária fosse aprovada. Com isso, o mandato de Affonso Della Monica terminará em janeiro próximo, a não ser que ele convoque uma Assembléia Geral (votação direta dos sócios) e nela, 2/3 dos votantes aprovem a prorrogação. A tendência é que ele nem faça essa convocação.

Tenham uma boa segunda

Enquanto isso, tem um bando de loco tudo assanhadinho porque asseguraram a volta à Série A em 2009. Mas dá até dó...

Ora, não fizeram nada mais que a obrigação. Passamos por isso também, com a diferença que em 2003 a segundona era muito mais difícil, seja pelo nível técnico, seja pelo formato da competição, seja pelo número de promovidos.

E tem mais: enquanto o campeonato do ano que vem não começar, não subiram. Só voltarão a ser um time de primeira divisão em maio de 2009.

Até lá, ÃO ÃO ÃO, SEGUNDA DIVISÃO.

E por falar nisso, tenham todos uma ótima SEGUNDA.

26 outubro, 2008

Nosso dia no Rio, e por que acho que estamos vivíssimos

Saímos de São Paulo pouco antes das sete. Teo, virado, com a roupa da balada. Junior e Giocondo chegaram no bar Alvi-verde, guardaram o carro, e seguimos rumo ao Rio, com o Giocondo levando o carro do Teo. A viagem foi tranqüila.

A previsão era de 35°C no Rio, e quando chegamos em Copacabana realmente o sol tava impressionante. O pessoal se hospedou no mesmo hotel da delegação. Deixamos nossas coisas lá e fomos tomar nosso chopp.

Felipe Giocondo, Teo, eu, Osmar e Junior (sentado), tomando
um choppinho em Copacabana. Bar de gringo, roubada.
Chopp aguado e não tão gelado.


Chegando a hora do jogo, voltamos ao hotel, e ainda registramos o embarque do time para o estádio. Já tinha comentado com a rapaziada durante o chopp que achava que perderíamos por 2x0. A impressão aumentou ao ver os jogadores embarcando. Não sei se o vídeo conseguiu captar, mas o climão era de um grupo já derrotado antes do jogo começar.



Enfim, vestimos nossos mantos e rumamos ao estádio, de táxi. Foi minha primeira vez no Maracanã depois da reforma do Pan, e a maquiagem foi muito bem-feita. Ainda está bem longe do que o nosso setor Visa oferece, principalmente no que diz respeito a banheiros e serviços disponíveis, mas está melhor que 90% dos estádios do país, inclusive o panetone. Muito melhor.

Chegando lá, foi aquele jogo ridículo, que todos nós sabemos como foi. O mau-humor e a revolta dos cerca de dois mil parmeristas que lá estavam eram perfeitamente compreensíveis. Todo mundo jogando a toalha, praguejado contra o time, técnico e até contra futebol. Vi uns 30 caras dizendo que largaram mão do Palmeiras. Lógico, no proóximo jogo estarão lá, como se nada tivesse acontecido.

De volta do jogo, paramos em outro bar em Copacabana e sorvemos mais e mais chopps, enquanto a derota do Cruzeiro já tratava de dar um certo alento a todos. Lá pelas 10 da noite, enquanto a trupe ainda se afogava em chopp, o único casado da turma embarcou de volta para São Paulo, já que o alvará tinha prazo de validade limitado. O zé aqui, claro.

Abraço ao Cassiano, leitor do blog que mora no Rio, que ainda conseguiu me reconhecer no meio de tanta gente.

***
Tínhamos que ganhar as oito. Agora, temos que ganhar as sete, e torcer apenas por um tropeço de cada um de nossos concorrentes. E a cada tropeço nosso, some-se um a mais na nossa lista de secar, para cada concorrente. Aritmética pura. Por enquanto, torcer por um tropeço a mais em sete rodadas, não é nada de outro mundo. Só tenho medo do apito rosa.

Apesar de estarmos em quinto, estamos claramente na briga e temos plenas chances de voltarmos a depender apenas de nossas forças já na próxima rodada. Porque assim como a tabela da última rodada nos foi desfavorável, a da próxima é extremamente simpática. E assim será, alternadamente, até o fim do campeonato.

O bambi vai ao Rio pegar o Botafogo, que parece ter assimilado o mau resultado na Argentina com uma boa vitória por 3x0 fora de casa, e dane-se que foi no Ipatinga. Basta que elas não sejam tão ajudados assim pela arbitragem que a chance de não vencerem o Botafogo é grande. Já o Flamengo vai ao Barradão pegar o Vitória, onde sempre é difícil vencer, apesar do time da casa não ter mais grandes aspirações no campeonato. But in Milhouse we trust. Olho nos caras de vermelho e preto que estão correndo demais.

Cruzeiro e Grêmio se pegam no Mineirão. O melhor resultado é um empate. Com isso, já seria suficiente para que o Verdão, vencendo o Goiás, e contando com os tropeços perfeitamente possíveis de bambis e Flamengo, volte à vice-liderança e a depender só de si para ser campeão. Uma vitória do Cruzeiro não e de todo mau: voltaríamos à situação de antes da última rodada, dependendo apenas de nós e de um tropeço do Cruzeiro.

Portanto, desde que o time faça sua parte e mude radicalmente a atitude do jogo de ontem, o título é perfeitamente possível. Caso as projeções se concretizem, e na rodada de fim-de-semana o Verdão vença o Santos, que se mandem os reservas para Buenos Aires e vamos sair logo da Sulamericana que o Brasileiro estará nas nossas mãos. Esta semana decidirá o futuro do Palmeiras até o fim do ano.

Mas isso exige uma mudança de atitude radical. Que ontem tenha sido o último vexame do ano.

Ontem o Verdão judiou da gente. Passar pelo que nós passamos ontem, ninguém merece. Mas isso não diminui nosso amor pelo Verdão. Que coisa de maluco.

Vamo Palmeiras!

Fluminense 3x0 Palmeiras

Teve gente que me disse que foi inacreditável. Outros me disseram que o time foi irreconhecível. Eu não acho. Palmeiras, tomando de 3x0 de um time inferior? Acredito. Esse é o Palmeiras que fez jogos espetaculares e que nos encantou no Palestra várias vezes este ano, se credenciando ao título brasileiro? Sim, qual a novidade? Quantas vezes, só este ano, já não passamos por vexames estrondosos, catastróficos, que nos fazem ter vontade sumir do mapa e esquecer que existe futebol por um bom tempo?

Só este ano, perdemos desta forma para o Sport duas vezes, Inter e Vasco. Um time que parece não ter alma. Sem pegada, sem coração. Um time que envergonha a tantos milhões de torcedores, e judia dos milhares que se deslocaram ao Rio para torcer por eles.

Existem atenuantes. Como sempre, não vou cair no erro dos cretinos do apocalipse que só sabem ver falhas e defeitos. Claro, eles existiram, e aos montes, mas talvez o desastre não tivesse essas dimensões, e quem sabe até o resultado fosse outro se determinadas situaões não tivessem acontecido. E aponto duas: a expulsão de Diego Souza no jogo contra as malditas, e o jogo pela Sulamericana no meio da semana. Já cansei de defender essa tese: a Sulamericana tira o foco do Brasileiro, o time não come e dorme pensando no adversário do final de semana, e tem apenas um dia para se reorganizar e armar a estratégia. enquanto o oponente respirou Palmeiras a semana toda. Já a expulsão de Diego, aos cinco do primeiro tempo, foi cirúrgica. O estrago pode ter nos custado cinco pontos, além de ter dado um a elas.

Passados os atenuantes, vamos ligar a metralhadora giratória. Começando pelo fato que desta vez não teve juiz para atrapalhar, perdemos para o Fluminense, que teve uma atuação defensiva brilhante, e para nossa escancarada incompetência e evidente fraqueza de elenco. Não é a primeira nem a segunda vez que somos obrigados a tocar nesta ferida: nossos reservas são uma porcaria. Se por suspensão ou contusão, perdemos algum titular, pode chorar.

Luxa de novo armou o time errado, com 3 zagueiros e Pierre ao lado de Jumar. Não funciona, isso já foi discorrido aqui. Mesmo assim, até o primeiro gol, o Palmeiras dominou o jogo e teve a posse de bola por mais tempo. Mas não passou nem perto de converter o domínio em ameaça ao gol adversário. Fernando Henrique só levou um susto num rebote de uma bola parada, logo após o primeiro gol. Aliás, vejo reclamações de parmeristas sobre uma suposta irregularidade no primeiro gol, mas tendo visto lá no campo e depois na TV (de longe, num bar), não vi nada de errado, achei a malandragem do Washington aceitável. Tampouco achei falha do Marcão, que teve que arriscar um canto diante da posibilidade da bola ser desviada. Naquela fração de segundo, ele apostou no desvio. Errou, mas não falhou.

Já o segundo gol, foi apenas mais do mesmo: falha em bola parada, e muita falta de sorte. E o terceiro foi a morte anunciada. Enquanto a jogada acontecia pela direita do ataque do Fluminense, até a vó do Luxa já tinha visto o Junior Cesar descendo pela esquerda e sabia que a bola acabaria nele. Mas ninguém fez nada.

Se alguém ainda tinha dúvidas se Evandro pode ser o meia responsável pela ligação, acho que depois de ontem não há mais qualquer chance. Fabinho Capixaba é tão fraco, mas tão fraco, que Luxemburgo já tinha desistido dele e usado no setor o Jumar e o Evandro. Ontem, tentou o Sandro Silva, que também não leva jeito pelo flanco. O que fez o Luxa? Colocou o Capixaba! Porra, só faltou colocar o Lenny!

Mas indepententemente da falta de foco, da falta de qualidade dor reservas, e dos erros de estratégia, faltou mais do que tudo, coração a este time. É claro, os gols no primeiro tempo foram uma ducha de água fria, mas um time bem remunerado, em dia, vestindo uma camisa gloriosa como a do Palmeiras, não podem de forma alguma deixarem se abater, e ter que dar o sangue pela vitória sempre, quanto mais numa partida decisiva como essa. Mas pareciam que tinham comido uma bela feijoada carioca num sábado de calor.

Amedrontados, sem confiança, muitos deles pareciam até sem vontade. O pior em campo foi aquele que vinha sendo o melhor por muitos jogos: Kleber. Alex Mineiro sempre garantiu suas boas atuações com gols, atacante vive disso. Pois ele está deixando a desejar há alguns jogos. Cadê os gols? E Leandro parecia estar pensando na morte da bezerra, de tão disperso - o mesmo Leandro de 2007 que às vezes ressuscita em 2008.

Tudo isso nos envergonhou profundamente. Mas não dá tempo pra ficar lamentando. No meio da semana, tem o Goiás. Não estamos fora. Muito pelo contrário. Sete rodadas é bastante coisa. Eu acredito. Não no time que jogou ontem porque eu não sou burro, mas sim numa mudança de atitude, que aproveite ao máximo todo o nosso potencal, que não deixou de existir, e nos conduza à conquista.

Quarta, temos que lotar o Palestra e empurrar o time para a vitória a qualquer custo.

E a diretoria que dê um jeito de não nos roubarem em casa de novo. Sei lá como se faz isso, mas diretor de clube tem que saber.

Atuações: toda vez que a atuação for dessas de nos envergonhar, é ZERO pra todo mundo.

24 outubro, 2008

Ganhar as oito

Parmeristas, tá complicando. E não é por causa dos resultados da rodada de ontem. As vitórias dos times mandantes, em tese, já eram todas esperadas. O problema é a forma como elas aconteceram.

Naquele panetone maldito, debaixo de um dilúvio, Leonardo Silva - aquele - abriu o placar, mas salvou sem querer um gol de letra de Rodrigão. Uma no cravo, outra na ferradura, se o Vitória faz 2x0 ias complicar pras moças. Mas não fez, e o apito bambi continuou sua saga que já dura três anos. Depois dizem que palmeirense é paranóico. Mas o pênalti sobre Rodrigão foi escandaloso. Heber Roberto Lopes (logo quem...) não deu porque não quis. Literalmente. Isso porque já tinha acontecido outro, num puxão de camisa dentro da área, de André Dias em Marquinhos.

Já o Flamengo jogou bem, é verdade. Mas 5x0 foi um exagero, ainda mais no Coritiba, time que eu achava até que devia brigar pela Libertadores. Quem viu o que o Obina correu ontem ficou espantado. Pô, o Obina? Será que ele anda de amizades com o Dodô? Com um time correndo assim, nem Caio Junior derruba...

O Brasileirão já é um campeonato difícil por natureza. Com adversários tão, digamos, influentes, levantar esse caneco realmente é uma tarefa inglória. Os caras provavelmente não vão mais perder pontos, tá tudo dominado. Então nós também não podemos perder. Pra garantir, temos que fazer algo bastante improvável, que é ganhar as oito, e apenas torcer por um tropeçozinho do Cruzeiro, que aparentemente está apenas jogando sua bola e está no mesmo barco que nós.

Vamos ter que jogar tudo nesse final de ano. A começar por amanhã. Contra os adversários, e contra os árbitros. Estamos sendo roubados seguidamente. Quem sabe o que nos espera no Rio? A previsão para o período da tarde é de 35 graus. Como se o clima já não fosse esquentar naturalmente...

23 outubro, 2008

Palmeiras 0x1 Argentinos Juniors

Como diria aquele filósofo cretino, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. O Palmeiras, para um surpreendente publico de mais de 7 mil pessoas, jogou mal, em parte devido aos desfalques voluntários - já ressaltamos aqui que temos um time titular muito bom e mais dois ou três reservas, o resto é tudo tranqueira - em parte devido à armação equivocada do time, contra o São Caetano da Argentina que veio fazer o jogo de sua vida.

Mas mesmo jogando mal, praticamente não deixou os argentinos pegarem na bola, manteve a posse, mesmo que inócua, e ainda marcou dois gols. Menos pro juiz. Então vamos combinar aqui: uma coisa é saber que jogamos muito menos do que poderíamos, outra é esquecer o que a arbitragem aprontou aqui. É mais o menos o mesmo caso do jogo do Ipatinga no ano passado.

Vamos malhar quem tem que ser malhado? Vamos. A começar pelo professor, que deve ter inventado de jogar com três zagueiros só pra justificar a contratação do Paulo Miranda. Com os inconsertáveis Fabinho e Jefferson pelas laterais, tinha mais é que segurar esses dois inúteis, jogar com dois zagueiros e ir de 4-4-2, seja com quadrado ou losango. Com Jumar e Leo Lima à disposição, um quadradinho com Diego Souza e Evandro dava certinho. E que colocasse um centroavante, podia até ter posto o Preá. Mas sei lá o que deu na cabeça do professor, e o time foi aquilo ali, meio bagunçadão, e com peças inúteis em campo.

Com a bola no pé, se destacaram Roque e Diego Souza, este principalmente no início. Não comprometeram Marcos, Denilson, Paulo Miranda e Jumar. Leo Lima e Gladstone foram bipolares, e alternaram grandes lances com falhas bisonhas - o gol dos caras foi assistido de perto pelo zagueiro, que nada fez para impedir o chute cruzado de Escudero. Tiago Cunha mal pegou na bola, e Jefferson e Fabinho reviveram Benazzi e Jaime Boni, meu Deus! Evandro entrou e ficou isoladão do lado direito, podia ter preenchido mais o miolo, não era jogo para jogada pelos flancos já que não tínhamos centroavante. Maicosuel perdeu um gol feito e só, e Lenny entrou para que nós soubéssemos que não faríamos gol, não adiantava torcer.

Além de tudo, o time entrou na pilha dos argentinos, também em parte pela desastrada atuação do juiz que eu nem sei o nome e de onde veio. No final do jogo, com o time deles cansado, era botar a bola no chão e buscar o resultado, e ele viria com tranqüilidade. Um belo aprendizado para a Libertadores do ano que vem. Que todas as lições sejam tiradas.

Depois de termos olhado para nossas bobagens, agora vamos falar do juiz, já que uma coisa não exclui a outra. Como é que pode um filho da puta desses fazer isso em pleno Palestra Italia? Como é que pode um monte de vagabundos vestidos de preto fazerem isso em nossa casa sistematicamente, jogo após jogo? Meu compadre Mario já sentenciou: o Palmeiras é o clube mais roubado em casa de todos os tempos na História do Futebol Mundial. Não é possível que isso se repita com tanta freqüência, alguma coisa tem que ser feita. Gostaria que os parmeristas usassem suas criatividades nos comentários e sugerissem ações preventivas para que isso não aconteça mais. Quem lê o blog já sabe o que eu penso...

Por fim, vamos falar sobre a confusão no fim do jogo: num jogo entre brasileiros e argentinos, saiu empurra-empurra e tentativa de agressão entre 3 ou 4 de cada lado. Enquanto isso, alguns brasileiros e argentinos trocavam camisa do outro lado. Nada de mais. Pronto, um pequeno parágrafo, e já foi um exagero para relatar o insignificante fato. Finito.

Agora, é focar nos Bambis-RJ, que entraram numa fase de ascensão. O jogo não será fácil, e o Maracanã deve estar cheio de florminenses. A nosso favor, claro, além do time ser superior, uma confortável tradição recente de obter ótimos resultados no Rio. Mas acaba por aí, o jogo é no campo, e devemos jogar pressionados pelos prováveis bons resultados de nossos concorrentes, que jogam logo mais à noite. Estaremos lá para conferir.

Vamo, Verdão!

22 outubro, 2008

Parpites: recesso

Pessoal, o assunto é chato.

Eu já havia pedido várias vezes, mas parece que alguns parmeristas não entenderam o espírito da brincadeira e estão insistindo em sãopaulinar os parpites. O resultado disso é que, por causa de poucos, todos serão atingidos.

O fato é que muitos leitores estão com tanta vontade de ganhar uma camisa que acabam colocando seus parpites, e aproveitam e colocam o da irmã, irmão, pai, mãe, avó, cachorro e papagaio. E nem se preocupam em disfarçar.

Eu realmente não entendo como existem pessoas que se acham mais espertas e tentam se dar bem em cima de outros parmeristas, na cara dura. Pior que tem alguns que já ganharam camisa, estão querendo ir pra segunda.

Por isso, os parpites agora vão ser abertos apenas em jogos específicos, a meu critério, e no dia do jogo. Hoje não tem.

Vamos ver se a turma pega leve a partir de agora.

21 outubro, 2008

O clube mais pilantra do mundo

Não é novidade pra ninguém que o SPFW é o clube mais pilantra do mundo. Seus convênios com a comissão de arbitragem e o STJD nos últimos anos, no conjunto da obra, ultrapassam a vergonha que foi o Zveitão 2005, vendido aos russos.

A diferença entre nossos rivais e nossos inimigos é simples: a mulambada trapaceia, mas é direto ao ponto, querem se dar bem apenas se dando bem. O resultado disso é que quase sempre dá muito na cara. Exemplos claros são o Paulista de 77, a Copa do Brasil de 2002 e o já citado Z-05.

Já os putrefatos do Jardim Leonor, para se dar bem, buscam métodos mais discretos. O negócio deles é enfraquecer os outros, sabotar os rivais. E para isso, usam subterfúgios que por mais que estejam explícitos no momento, acabam esquecidos com o passar do tempo. Ninguém vai se lembrar do episódio da pilha do Bosco daqui a algumas décadas, por exemplo.

Agora estão querendo tirar o Alex Mineiro das rodadas finais. Mandaram a zagueira Rodriga dizer que foi agredida pelo nosso NOVE-NOVE. Logo em seguida, a tabelinha com a imprensa funciona e a diretoria declara: "O clube não prestará queixa contra o rival". Não precisa, já o fizeram através da parceira do nosso novo aparador de grama (*não sabe qual é nosso novo aparador? Veja a foto do post abaixo).

Não existe imagem. Mas o servo já sabe o que fazer: o Zveiter da vez, o tal de Schmitt, está enlouquecido atrás de uma imagem que consiga punir Alex Mineiro. "Com uma fotografia é duro julgar, mas estamos buscando um vídeo do lance". Não é um amor?

Ontem um leitor me mandou pelo e-mail um estudo onde foi apurado que entre maio e setembro, 14 denúncias contra jogadores do Palmeiras foram feitas. A soma dos outros quatro times que brigam pelo título é 15. Não é nada estranho, com um procurador-geral tão empenhado em buscar "provas" contra o Verdão.

O que nos está minimizando as perdas é que aparentemente os auditores do tribunal não estão todos inseridos nessa força-tarefa. Na hora das votações, os atletas do Palmeiras têm pego penas leves, ou estão sendo absolvidos, na mesma proporção que os rivais e inimigos.

É de espantar, a ferocidade com que se busca sabotar o Palmeiras nessa reta final. A Rodriga fala para um repórter amigo, a diretoria já diz que não fará nada, mas não precisa porque o amigão dono do Tribunal já entendeu o recado, e busca-se desesperadamente uma imagem para tentar tirar o artilheiro do campeonato na reta final.

Na verdade, não espanta nada. Parmeristas, com vocês, o clube mais pilantra do mundo.

Ajoelhou...


...tem que rezar!

19 outubro, 2008

Palmeiras 2x2 São Paulo

O Verdão saiu perdendo por 2x0, mas buscou o empate com muita raça, e permanece vivíssimo na briga pelo título. Este final de campeonato certamente será o maior de toda a história dos pontos corridos. Prepara os remedinhos aí...

Luxemburgo mandou a campo uma escalação diferente da que divulgara. Com a baixa de Martinez, ele podia voltar ao 4-4-2 ou manter o 3-5-2, usando Mauricio do lado esquerdo. Foi o que fez, e corretamente sacou Pierre do time, já que nosso camisa 5 claramente não se adaptou ao esquema. Assim, nossa dupla de volantes foi Sandro Silva e Leo Lima.

Mas Leo Lima, ao contrário da estupenda partida que fez contra o mesmo adversário pelo Paulista, desta vez esteve numa tarde infeliz. Aos 5 minutos, cometeu um pênalti bobo sobre Jean, e assim elas saíam na frente. No retorno, o pilantra vestido de amarelo resolveu estragar o jogo e expulsou Borges e Diego Souza, que estavam no bolo que se estabeleceu no meio do gramado porque eles retaradaram nossa reposição de bola para esperar a mocinha que bateu o pênalti voltar para seu posto.

Diego Souza já havia mostrado em 2 ou 3 lances que estava muito a fim de jogo, e já tinha criado alguns problemas para a defesa bambi. Foi o escolhido por Salvio para deixar o campo. Isso não pode ser casualidade.

Saiu Mauricio e entrou Evandro, e o time mudou para o 4-3-2. Evandro também não estava numa tarde boa. Já falamos aqui que ele não tem a característica de ser o cara pra ter a responsabilidade da armação, sozinho. Mesmo assim, o time foi muito bem. Roque Junior quase fez de cabeça, Alex Mineiro teve uma bola defendida de manchete pelo goleiro de hóquei, que ainda ajoelhou para ver o mesmo Alex encher o pé em seu peito em outra chance criada.

Parecia que o primeiro tempo ia ficar 1x0, o São Paulo só tentava algo no contra-ataque, jogando no erro do Palmeiras. E foi num vacilo de Leo Lima, que perdeu uma bola no meio, que eles desceram rápido e Dagoberto, na velocidade, de frente, bateu de curva no cantinho, com muita sorte.

Para o segundo tempo, Luxa corrigiu o espaço vazio que tínhamos em nossa cabeça de área, colocando Pierre, aí sim, como volante na sobra, e resguardou Leo Lima, que cometeu o pênalti e perdeu uma bola crucial, e já tinha amarelo, e seria fatalmente crucificado pela torcida a cada vez que pegasse na bola. E Pierre entrou para jogar muita bola.

O Palmeiras continuou com o domínio do jogo, mas a defesa bambi era beneficiada com a bananice do juiz, que permitiu as entradas faltosas da trinca de zagueiros delas sem punir com cartão. Todo lance, gesto: "acabou!". Mas não acabava nada, cada enxadada bambi, eles pegavam uma minhoca.

Assim, tudo parecia se encaminhar para uma dolorosa derrota, onde lamentaríamos a falta de sorte nas conclusões, a parcialidade do juiz, a injusta expulsão de Diego Souza, sem falar na preparação do ouvido para uma semana muito, muito longa. De repente, aos 33 e aos 35, o Verdão quase mata a gente de alegria e empata o jogo. A turma que estava do meu lado disse que já estavam chamando a ambulância. De fato, a descarga de adrenalina, principalmente no segundo gol, foi monstruosa.

No primeiro, Denilson, que não havia entrado bem, fez uma ótima jogada pela direita, humilhou André Dias deixando-o estatelado no chão, e sem ângulo bateu rente à linha do gol. A bola passou pelo frangueiro-mor que, pra variar, ajoelhou, e Kleber, um gigante, fez o gol que estava merecendo há muito tempo. Um minuto depois, falta pela esquerda, Leandro bateu e Dagoberto fez o favor de desviar e meter pra dentro, e chama a ambulância que o coração vai explodir!

Depois do empate, ficou claro que o empate era um resultado ruim para elas. O Palmeiras, extenuado, parou de jogar, e o São Paulo foi pro desespero, e quase conseguiu o terceiro gol que seria de proporções catastróficas com Hernanes de cara pro Marcão. Existe algum tipo de justiça e a bola foi bisonhamente pra fora.

Salvio ainda teve tempo de expulsar Roque Junior antes de acabar a partida. Empate com sabor de vitória, o canalha narigudo declarou após o jogo que se sentia derrotado. Então chupa, aqui é Palmeiras.

A derrota do Grêmio, mais do que nunca, embolou o campeonato. O Flamengo também fez sua parte e voltou pro páreo, e o Cruzeiro nunca saiu. Que campeonato...

E quarta ainda tem Sulamericana...

Atuações:
Marcos: duas lindas defesas. 8,5
Gustavo: vinha intimidando bem ao Dagoberto. Mas perdeu a jogada no lance do segundo gol. 5,5
Roque Junior: muita experiência. No final, o segundo amarelo foi um castigo. 7,5
Mauricio: saiu muito cedo para a alteração de esquema tático, s/n
Elder: partida ruim tecnicamente, embora esteja se convertendo numa opção de ataque interessante com suas subidas e caídas pelo meio. 6
Sandro Silva: discreto, deixou um buraco para os bambis explorarem no círculo central. Onde estava ele? 5,5
Leo Lima: partida para esquecer. 1
Diego Souza: sacaneado pelo juiz. Estava muito a fim. s/n
Leandro: parecia bastante cansado, mas na hora de comemorar, tirou energia sei lá de onde. É assim que se comemora, Leandro! Depois, morreu. 7
Alex Mineiro: jogou muito bem coletivamente, mas falhou nas conclusões, o que pra ele é fatal. 5,5
Kleber: multiplicou-se em campo, brigou, bateu, apanhou, fez pivô, cobriu descida de zagueiro, deixou o seu e ainda sofreu a falta do segundo gol. DEZ
Evandro: como já dito, não se sente à vontade na função. Precisa levantar a cabeça e soltar a bola mais rápido. Sua lentidão em tomar decisões e fazer o passe trava nosso jogo. 4
Pierre: entrou bem demais, como volante da sobra. Suas roubadas de bola humilharam os armadores bambis. 9,5
Denilson: vinha mal até fazer uma jogada brilhante que foi a chave para a reação. 9
Luxemburgo: não brilhou, mas fez o certo. 6

17 outubro, 2008

Parpites: Palmeiras x São Paulo

Chegou a hora dessas bichas. Depois de tê-las humilhado no Paulista, com direito a cala-boca e tudo, agora vamos repetir a dose no Brasileiro, e eliminá-las novamente. O Palestra viverá mais uma de suas tardes de glória, domingo é festa na Turiassu.

26.786 pagantes, que em sua maioria compraram o ingresso de cambistas, já proporcionaram uma renda de mais de dois milhões de reais, mas o Palmeiras deverá ver cerca de 700 mil, ainda sem os descontos. Todos verão o Verdão ensacolar as gazelas por 3x0, com dois de Kleber, de quem elas gostam tanto, e um de Diego Souza.

Parmerista, em ritmo de contagem regressiva, deixe seu parpite com placar da vitória, artilheiros, público pagante, além de nome completo e e-mail, e concorra a uma camisa oficial do Verdão e a mais presentes da Adidas, que renovou com o Verdão por mais três anos.

Boa sorte a todos, e boa sorte pro Verdão!

Pontinha do iceberg

Pois é, rapaziada... um grita daqui, outro reclama dali, e o Onda Verde conseguiu os ingressos para seus associados. Ontem à noite, o programa divulgou um comunicado dizendo que os ingressos para domingo estariam disponíveis a partir de hoje. Muito bem.

Quer dizer que o problema acabou? Longe disso! Ao contrário, essa solução levanta uma lebre muito pior - ou melhor, uma porção delas:

Onde estavam esses ingressos que de uma hora pra outra foram disponibilizados?

Qual seria o destino desses ingressos, já que as vendas haviam sido declaradas encerradas e os ingressos esgotados?

Por que foi necessário botar a boca no mundo para que o associado do Onda tivesse seu ingresso disponibilizado?

Quem tomou a decisão de deslocar esses ingressos para o associado do Onda? E por que, e a mando de quem?

Como fica a empresa que "fez confusão" e causou todo esse problema? Onde está a responsabilidade? Quem sofreu conseqüências por seus atos?

Ainda há muita coisa mal explicada nessa história toda. Só quem pode responder, são os responsáveis maiores pelo fluxo de ingressos: Palaia, Ebem, Busico e a BWA.

A torcida e os sócios do clube aguardam por satisfações (e conhecendo as figuras, provavelmente vamos esperar sentados).

Mais do que nunca, precisamos da única pessoa que pode realmente acabar com tudo isso.

Presidente Della Monica! Bate na mesa, presidente!

16 outubro, 2008

Onda Verde deixa seus associados boiando

Associados do programa Onda Verde têm direito a reservar seus ingressos para os jogos, e mediante confirmação, comprá-los em guichê exclusivo, bastando ao associado do programa exercer a preferência com certa antecedência. Todos contavam com seus ingressos para o jogo de domingo.

Alguns associados, ao procurarem por seus ingressos hoje, foram surpreendidos pela seguinte notícia, dada pela funcionária Márcia: "a BWA fez confusão e não nos mandou a carga de ingressos para esse jogo. Lamentamos muito. Como compensação, você vai ganhar um ingresso para o jogo contra o Goiás".

Segundo os reclamantes, a funcionária do Onda Verde parecia surpresa e constrangida.

Deixa eu ver se eu entendi: a empresa que controla os ingressos fez confusão e não enviou ao programa Onda Verde um lote de ingressos que seriam vendidos a R$30,00. Ingressos para o mesmo jogo estão cotados no paralelo a mais de R$100,00. Ah, tá.

A diferença é de mais de R$70,00. Mais do que R$30,00, o preço do ingresso do jogo do Goiás, se minha matemática não está enganada, certo? Não que uma coisa se relacione com outra, nada disso, nem pensei nisso. Só uma comparação de valores sem qualquer conseqüência. Só pensei alto...

A obrigação de fornecer os ingressos aos associados é do programa de fidelidade, não da BWA. Então, Onda Verde, faça seu papel e defenda seus associados. O programa tem obrigação de acionar a BWA pela "confusão" e exigir ressarcimento compatível com a frustração dos seus associados e repassar a eles o valor da causa, já que não se pode compensar de forma alguma a perda do clássico com um ingresso para o jogo do Goiás, com todo respeito ao time do cerrado.

É o mínimo que se espera de um programa que começou capenga, continua capenga e está lutando para recuperar sua credibilidade.

14 outubro, 2008

Estão se borrando

Ontem, Diego Souza e Leandro, de forma bastante natural, responderam às perguntas dos jornalistas dizendo que consideravam o Palmeiras favorito, principalmente pelo fato de jogar em casa. Não tiveram medo de assumir a responsabilidade, e bateram no peito. Os jornalistas adoraram, conseguiram a polêmica-nossa-de-cada-dia-nos-dai-hoje.

As bonequinhas do lado de lá acusaram o golpe. E convocaram seus parceiros para divulgar que também se consideram favoritos para o clássico de domingo, entre uma ou outra nota minimizando os custos da vergonha que querem estabelecer com as esferas de governo para mais uma vez tungarem o patrimônio público e incrementarem o entorno daquela pocilga que eles chamam de estádio.

A parceria São Paulo/imprensa ultrapassou o limite do tolerável tem muito tempo. Há duas semanas, o goleiro de hóquei ganhava as manchetes até pelo "esforço nos treinos".

Enumerar as palhaçadas a que esses jornalistas se submetem é chover no molhado. A mídia palestrina já cansou de bater neles, principalmente o Forza Palestra, o Cruz de Savóia e o mestre na arte de desconcertar a imprensa com requintes de crueldade, o Observatório Verde. Mas esse suposto contra-ataque que eles convocaram, na ânsia de tentarem se colocar em patamares iguais, pra não dizer superior, acaba denotando que, no fundo, essas bichas estão... é se borrando de medo!

Tá uma zona!

Amigos, as vendas para o jogo de domingo contra as mocinhas começaram agora de manhã. E está uma verdadeira zona!

Quem não comprou no Visa antecipadamente ficou na mão dos cambistas mais uma vez.

Nada como contar com a notória competência do trio Palaia/Ebem/Busico, os responsáveis pelos ingressos, e sua grande prestadora de serviços, a competentíssima BWA.

Parabéns a todos.

13 outubro, 2008

Cruz de Savóia

O blog Cruz de Savóia, do grande Raphael, foi retirado do ar pelo blogger, serviço que o hospeda (e também ao Parmerista!, entre tantos outros). A alegação é de blog-spam, seja lá o que isso quer dizer. A suspeita é de que o blog tenha sido retirado do ar devido a denúncias em massa de uma certa torcidinha podre, tão podre quanto seu clube, e que vai tomar um pau muito em breve, este domingo para ser mais exato.

O Cruz de Savóia é um dos mais ácidos blogs da mídia palestrina, e por isso mesmo, um dos meus favoritos. Quero deixar registrada a solidariedade ao Raphael, que não ficou parado e já se mudou para o Wordpress: http://cruzdesavoia.wordpress.com.

Continuem prestigiando o Cruz de Savóia e toda a mídia palestrina.

Última geral no elenco do ano

Restando no máximo quinze partidas para o fim da temporada, caso o time alcance a fase final da Sulamericana, o elenco não deve mais sofrer alterações. Depois de perder Valdivia, o time encontrou uma nova formação, com Diego Souza mais solto, Martinez como zagueiro, e Elder e Leandro apoiando mais. E o time está mais eficiente, segundo os estatísticos de plantão.

A transformação de Martinez em zagueiro e a chegada de Roque Junior, juntamente com a consolidação de Sandro Silva e Evandro, foram os grandes avanços do elenco em relação ao time campeão paulista. O setor defensivo, nosso ponto fraco - bota fraco nisso - parece que foi resolvido. O custo disso foi uma certa perda do poder ofensivo, mas para isso o time conta com o desdobramento dos laterais e dos volantes, peças que devem atacar e defender na mesma proporção. O desempenho técnico desses jogadores são os termômetros do time. Leandro, o mais destacado deles.

Dado que teremos a partir de domingo uma maratona de três semanas com jogo no meio e fim de semana, direto, e em fases decisivas, o elenco precisa mais do que nunca estar preparado para baixas em todos os setores, devido não só a possíveis contusões musculares ou por torções ou pancadas, mas também pela odiosa perseguição dos árbitros aos nossos jogadores, a quem aplicam cartões à vontade sem o menor critério, como cansamos de ver durante o campeonato e os números atestam. Sem falar das constantes ameaças do STJD, que acena com a fitinha do videotape na mão toda semana.

O elenco para segurar a onda nessa reta final é o seguinte:


Goleiros:
- Marcos
- Bruno
- Deola

Laterais-direitos:
- Elder Granja
- Fabinho

Zagueiros:
- Gustavo
- Martinez
- Roque Junior
- Gladstone
- Maurício
- David
- Paulo Miranda

Laterais-esquerdos:
- Leandro
- Jefferson



Volantes:
- Pierre
- Leo Lima
- Sandro Silva
- Jumar

Meias:
- Diego Souza
- Deyvid Sacconi
- Evandro
- Maicosuel

Atacantes:
- Alex Mineiro
- Kleber
- Denilson
- Lenny
- Thiago Cunha
- George Preah
























No gol, temos o melhor do mundo. Para eventualidades, Bruno tem treinado muito bem. E Deola já rodou pelo Estado de São Paulo e terá experiência para segurar o rojão caso precise. Não preocupa.

Nossos reservas para as alas são sofríveis. Tanto que, na direita, Luxa tem improvisado Jumar e Evandro na falta de Elder. Já pela esquerda, Jefferson ainda tem alguma qualidade, principalmente nas finalizações, mas contar com ele num jogo decisivo pode ser uma temeridade.

Com a chegada de Roque Junior, que impõe respeito pelo currículo, pelo nome, pelo tamanho, pela personalidade e pela cabeleira, e com a afirmação de Martinez no setor, a zaga, que é completada por Gustavo, conta com Mauricio e David como alternativas, além do Gladstone, que na falta de todos esses compôs com o contundido Jeci a zaga em boa parte do campeonato - a fase em que tomamos mais gols. Com Jeci fora e Gladstone relegado a terceiro reserva, tudo parece resolvido. E temos ainda o quase-fantasma Paulo Miranda, contratado em julho, treina sempre, está sempre à disposição mas pouca gente sabe até como é a cara dele.

Pierre antes jogava como vértice de um losango, e desta forma era insuperável como volante. Com Martinez na zaga, os dois volantes jogam lado a lado, e Pierre não tem se encontrado nesse esquema. Sandro Silva tem se saído melhor, e Jumar, que chegou cercado de expectativas, vem fazendo seu papel sem brilho. Leo Lima tem talento, mas é irregular demais. Sorte nossa que ele enfileirou uma seqüência brilhante na fase final do Paulista, apesar da ausência na final.

Com a mudança no esquema, o Palmeiras joga com apenas um meia, Diego Souza, com muito mais liberdade. Com um biótipo privilegiado, a grande contratação do time para o ano também apresenta uma certa irregularidade, mas pode decidir um jogo a qualquer momento. Sua presença em campo impõe respeito, apesar de ser alvo de cornetas. Como alternativas a Diego, o time conta com Evandro e Maicosuel, que não têm exatamente a característica de ser O CARA, funcionando muito melhor como coadjuvantes. Deyvid Sacconi ainda não teve chances depois que voltou da contusão, poderia ser testado na Sulamericana, mas não está inscrito.

No ataque, nossa dupla titular é a melhor do país, mas quando precisamos de alternativas, complica. Lenny foi o maior erro do ano. Denilson tem categoria, mas seu jogo só funciona em situações muito específicas. Thiago Cunha (apesar do mega-golaço) e Jorge Preá mostraram pouco potencial.

A conclusão é que temos um time titular muito bom, quase pronto para encarar qualquer time dos quinze jogos que podemos ter pela frente, mas nossas alternativas nem sempre vão corresponder à necessidade. E ainda é necessário acertar a questão dos volantes.

Boa parte dos reservas não tem muitas condições de vestir a camisa do Palmeiras, infelizmente. São o que temos hoje, e se entrarem, vão precisar de mais do nosso apoio que os titulares. Entre junho e julho, veio um pacotão com Gladstone, Jeci, Sandro Silva, Jumar, Jefferson, Capixaba, Evandro, Maicossuel e Thiago Cunha. Desses nove, se salvam apenas Evandro e Sandro Silva. Alguns ficaram apenas abaixo da expectativa, como Jumar, outros foram muito mal mesmo, como Fabinho Capixaba e Jeci. Juntem a eles Lenny, Preah e Denilson, e temos um belo esboço de nosso listão de dispensas para 2009 com 12 nomes. Mas é só eles jogarem bem nessa reta final, que participando efetivamente da conquista de um ou dois canecos, a permanência deles estará garantida. Para isso, todo apoio do torcedor é necessário.

Marquinhos do Vitória e Cleiton Xavier do Figueirense já estão certos. Keirrison só não virá se já acertar sua vida na Europa na janela de janeiro. O processo de reposição já começou. Resta saber quem vai sair.

A Sulamericana é uma grande faca de dois gumes. Ganhá-la será excepcional: além do título em si, dará uma bela bagagem para a Libertadores, muito moral, e um belo prêmio em dinheiro. Perdê-la será um desastre, já que atrapalha o foco no Brasileiro, além de gerar desgaste físico e mental nos jogadores. Se for para perdê-la, que seja o quanto antes. Nada pode ser pior do que perder na final. Mas como se toma uma decisão dessas? Não tem jeito...

As melhores exibições do time têm sido quando se tem a semana livre para treino, quando Luxa treina o time pensando no próximo adversário. Os dois últimos que provaram disso foram o Atlético-PR e o Cruzeiro, dois adversários que não vencíamos em seu domínos nem com reza braba. O próximo, sabemos quem é, e esta semana o time fica em Atibaia. Tô tranquilão pra esse jogo. Minha apreensão é para a seqüência, com tanto jogo seguido. Pouco tempo para focar nos adversários, e peças de reposição são abaixo do nível necessário. Não vamos ganhar todos os jogos. Mas temos que ganhar os jogos certos.

Vamo Verdão!

09 outubro, 2008

Figueirense 0x0 Palmeiras

Num jogo muito duro, disputado em todos os lances, o Palmeiras ficou no empate sem gols com o Figueira em Florianópolis, e deixa o Grêmio passar à frente mais uma vez no campeonato. Mesmo assim, o Verdão continua dependendo apenas de suas próprias forças para levantar o caneco, faltando nove rodadas para o fim do campeonato.

No início o time fez o que tinha que fazer: foi pra cima do Figueirense, marcando inclusive a saída de bola do time da casa, que tinha que apelar para as faltas a todo momento para neutralizar o enorme volume de jogo do Verdão. O árbitro gaúcho Leonardo Gaciba teve uma enorme boa vontade com o Figueira, e ao final do jogo deu apenas 2 cartões para o time da casa, apesar das 39 faltas. O Palmeiras, que fez 21, recebeu 5 cartões. Todos sabem contra quem é nosso próximo jogo.

Mesmo contando com as vistas grossas do juiz, o Figueira viu o Palmeiras criar várias chances de gol no primeiro tempo, sendo três delas com Elder Granja, que vem surgindo como elemento surpresa nas últimas rodadas e vem se tornando uma boa alternativa para Luxemburgo. Mas precisa melhorar muito na finalização. Mas o lance que não pode deixar de ser falado foi o gol anulado logo aos 3 minutos. Alex Mineiro, apesar do comentarista de arbitragem da Globo dizer o contrário, NÃO ESTAVA IMPEDIDO na hora do lançamento. O Palmeiras foi roubado. Mas teve todo o tempo do mundo para fazer outro, e devia ter feito.

Mario Sergio claramente posicionou o Figueirense atrás, para pegar o Palmeiras no contra-ataque, principalmente nas costas de Leandro. E chegou a criar algumas oportunidades pelo setor. Numa delas, Marcão salvou a pátria, abafando um chute cara a cara. Na outra, já no segundo tempo, contou com a sorte, ja que a conclusão de Tadeu foi de dentro da pequena área, sem goleiro, e foi pra fora.

Aliás, no segundo tempo o jogo deixou de ficar pro nosso lado, e equilibrou, graças às substituições infelizes de Luxemburgo. Leo Lima no Jumar foi infeliz porque Leo Lima entrou mal. Jumar realmente tinha que ter saído, já que estava amarelado e fazia uma partida irregular, tendo piorado muito depois do cartão. Já a saida de Alex Mineiro para a entrada de Evandro foi incompreensível. Evandro tinha que ter entrado no Elder Granja. Sem Alex Mineiro, deslocando Diego Souza para o ataque, o time demorou a se encontrar, e quando isso aconteceu, o jogo já estava perto do final.

Depois dos 35 o Palmeiras conseguiu retomar o ritmo de pressão que nunca deveria ter parado. E o gol quase saiu diversas vezes. Na chance mais aguda, Kleber cabeceou na trave, a bola voltou no goleiro e por muita sorte acabou saindo. Evandro também teve o gol da vitória em seus pés e não aproveitou, com o zagueiro salvando sobre a linha, para desespero de Luxa.

Desespero, aliás, é tudo o que os bambis querem que aconteça do nosso lado agora. Elas devem vencer o Náutico no panetone amanhã, e a diferença deve cair para 2 pontos. Normal. Se formos lembrar toda a trajetória do campeonato, estivemos nos alternando com elas o tempo todo, ora à frente, ora atrás, e com a diferença subindo pra 6 pontos apenas no segundo turno, que foi o máximo, e em uma única rodada. Voltar a 2 não é nada fora do normal. Mas a imprensa vai aloprar, não tenham dúvidas.

Basta não cair na pilha. Mais uma vez, e pela última vez no ano caso continuemos avançando na Sulamericana, teremos um longo período para preparação. Depois, vai ser jogo direto quarta e domingo, até o fim da temporada. É a reta final, e temos plenas condições de levantarmos dois troféus na mesma semana. Mesmo que o foco principal seja, sem dúvida, o Brasileiro. Ganhar das mocinhas é fundamental. Toda vez que tivemos esse tempinho pra treino tático, deu muito certo. Confio plenamente que acontecerá de novo. Mas gostaria de ter uma semaninha livre mais vezes. Sulamericana...

Atuações:
Marcos: uma bola difícil, uma defesaça; saiu sem ser vazado. 8,5
Gustavo: jogou com pegada como sempre, mas perdeu algumas disputas. 6,5
Roque Junior: deu uns vacilos na hora de fazer a linha do impedimento, mas impõe um respeito absurdo. 7,5
Martinez: deve se perguntar como ninguém, nem ele, tinha pensado antes que ele era zagueiro. 8
Elder: fez uma boa partida taticamente, mas mal tecnicamente. Podia ter saído como o herói do jogo. 6,5
Jumar: início muito bom, deu um vacilo que criou uma chance perigosa pra eles, e caiu muito depois do cartão. 6
Sandro Silva: desta vez jogou sério, aparentemente mais à vontade com Jumar do que com Pierre, mas não brilhou. 6
Diego Souza: sempre dá a impressão que pode resolver o jogo numa única jogada. Teve uma boa chance no primeiro tempo, mas ficou nisso. 5,5
Leandro: apoiou bastante, mas foi infeliz nos cruzamentos. Só não entendo por que tem jogada que ele simplesmente não vai na bola. 5,5
Kleber: mais uma vez, boa partida. Foi descuidado numa disputa, e lá foi o braço na cara do zagueiro. Cuidado, Kleber. 8
Alex Mineiro: não fazia uma grande partida, mas incomodava a zaga do Figueirense. depois de sua saída, a vida deles ficou mais fácil. 6,5
Leo Lima: levou um cartão por uma falta feia logo depois que entrou, e ficou tímido. 5
Evandro: teve a bola do jogo em seus pés, após grande jogada individual, mas concluiu fraquinho. Fez bem a ala direita, é sempre uma ótima opção para o segundo tempo. 7
Denilson: mal pegou na bola. s/n
Luxemburgo: se errou nas substituições para fazer o time funcionar no aspecto ofensivo, a defesa está muito bem, correndo riscos uma ou duas vezes por jogo. Mas estamos na fase em que precisamos é ganhar. Normalmente, time do Luxa arrisca ganhar três pontos, e às até vezes perde o jogo, mas na conta final mais ganha do que perde e é o que faz a diferença contra os times que garantem empatezinho fora. Faltou ousar mais hoje. Manter Alex Mineiro e enfiar o Diego Souza entre ele e o Kleber seria o pulo do gato. 4

08 outubro, 2008

O vexame Ferrari, e bocas que deveriam ficar fechadas

Saiu na imprensa hoje que a Ferrari "recusou" a proposta do Palmeiras para estampar sua marca na camisa do Verdão na partida contra o Goiás, no fim-de-semana do GP do Brasil de F1. Ora, azar da Ferrari hehe...

Brincadeiras à parte, o episódio não teria nada de mais. A escuderia nunca associou seu nome a publicidade, porque não precisa disso. Mesmo sendo uma marca da FIAT, julgou que não seria apropriado, apesar de se dizerem sensibilizados pela proposta do clube e pela intenção da homenagem. A Juventus, clube de propriedade da FIAT jamais fez alusão à Scuderia.

Pois é, não teria nada de mais se não tivesse sido feito um carnaval na imprensa. Foi é um grande vexame. O Palmeiras deu margem a aparecer como "recusado" pela imprensinha, principalmente aquele maldito tablóide cor-de-rosa. Ora, sabemos que tem um monte de pilantra de butuca só pra urubuzar o Palmeiras, e vão dar uma brecha dessas?

Quando essa história começou a pipocar, sinceramente, eu fiquei bem contente, mas fiquei na minha. Os leitores do blog me cobraram um post sobre o assunto, mas eu não coloquei nada. Simplesmente porque não havia nada oficial. É o tipo da especulação que só atrapalha. Não havia por que antecipar.

Mas sempre tem meia dúzia de pessoas ligadas ao "puder" que adoram contar vantagem. Adoram posar de "sabedores" das coisas. E fazem sua fofoca. Pelo puro prazer de dizer "eu soube antes, eu sou assim com os home".

Layouts de camisa foram solicitados a uma agência de propaganda. Mas não passou de uma boa idéia. Como não passou disso, jamais deveria ter sido divulgada. E o Palmeiras, oficialmente, de fato não fez nenhum pronunciamento a respeito. Foi informação de bastidor mesmo. Coisa de fofoqueiro. Criticamos o Palaia pela sua mania de falar as coisas antes da hora. Pois essa foi exatamente igual. Uma palaiada clássica. Ridícula. Vexatória.

O papelão que estamos passando hoje, para delírio da imprensinha, foi brecha dada por essa meia dúzia de babacas que não sabem se comportar como diretores e conselheiros da Sociedade Esportiva Palmeiras. Como palmeirense, estou envergonhado.

***
14h01: Vento que venta lá, venta cá. As críticas aos bocudos permanece válida, já que o negócio não foi acertado oficialmente. Mas acabo de ser informado que a FIAT/Ferrari não deu resposta oficial alguma, seja positiva ou negativa. Portanto, a possibilidade de estampar a marca da Ferrari no jogo contra o Goiás ainda existe. E se acontecer, terá sido o maior vexame do tablóidezinho cor-de-rosa. O que pode ter acontecido é o repórter ter tido acesso à resposta da Ferrari/FIAT de forma não-oficial, e bancou. Vamos aguardar.

07 outubro, 2008

Parpites: Figueirense x Palmeiras

Defendendo a liderança pela seguda vez, entrando na reta final dos dez últimos jogos do campeonato, o Verdão vai a Florianópolis pegar o Figueirense, time com pior desempenho dentro de casa em todo o campeonato e penúltimo colocado no returno. Mas engana-se quem acha que será um jogo fácil.

O time vem reagindo após perder seis jogos seguidos após a chegada de Mario Sergio, e conseguiu 4 pontos nas duas últimas partidas, ambas fora de casa, e pegou um certo embalo para fugir do rebaixamento que já parecia certo. Por isso, todo cuidado é pouco.

O jogo deve ter muitos gols, características dos dois times. Assim, acredito num 4x2 para o Verdão, com gols de Kleber, que tá merecendo, dois de Alex Mineiro e Evandro, para 11.443 pagantes no Scarpelli.

Agora é com você, concorra a uma camisa oficial do Verdão e a mais presentes da Adidas. Para isso, deixe nos comentários seu nome completo, placar do jogo, artilheiros, público pagante e e-mail, e boa sorte!

06 outubro, 2008

Sobre cornetagem

Eu já escrevi ano passado sobre cornetagem. O habitat natural dos cornetas sempre foi as numeradas cobertas. Mas o surgimento do setor Visa precipitou o surgimento de uma nova classe de corneteiros, os neo-amendoins, os castanhas de caju, que são amendoins, mais sofisticadinhos.

Eles são tão chatos quanto os amendoins, a diferença é que não enchem o saco do técnico e não têm interesse político. Nas cobertas, que ficam bem atrás do banco do Palmeiras, existem os amendoins que simplesmente são contra o técnico seja quem ele for - talvez seja algum tipo de patologia. E existem os que só querem tumultuar o ambiente político, são claque, orquestrados. Já no Visa, os caras conseguem cornetar na maioria das vezes o lateral que está correndo daquele lado, e são sempre espontâneos.

Ontem, Leandro jogou muito mal no primeiro tempo. Parecia bastante desinteressado, não corria, lembrava muito o Leandro de Caio Junior. Uma disputa de bola dentro de nossa área em que perdeu por displiscência e cedeu um escanteio ao Atlético foi a gota, por volta dos 35 minutos. Ele passou a ser cobrado, com razão, por quem queria mais empenho.

Eis que Leandro, aos 43, fez aquele golaço, concluindo uma boa troca de passes entre Elder e Alex Mineiro. Foi o suficiente para que ele desafiasse a torcida, conforme a foto do post mostra. Lamentável. Não chegou a ser uma ofensa, o que seria imperdoável, mas esse tipo de desafio não pode haver. Jogador profissional tem que saber ser vaiado por quem paga ingresso, que não é barato. É cultura do futebol brasileiro. Desrespeito à torcida, jamais.

Recebi alguns e-mails e comentários no post do jogo, protestando contra minha desaprovação ao ato do Leandro. Compreensível. Leandro vem fazendo uma belíssima temporada, foi campeão paulista com atuações importantes. Brincalhão, bem-humorado, é um cara bacana. Há até exagerados que o consideram ídolo.

E vamos e venhamos: o setor Visa, no qual vou em todos os jogos desde que foi inaugurado, é "antipático" para que não o freqüenta mesmo, até pela forma com que foi implementado. Some-se a isso o fato de haver os tais castanhas, e o conforto que existe em freqüentar o setor quase é anulado pelos tais figuras. São muito chatos. Cinco minutos de jogo, e um passe errado já é motivo para um chilique desgraçado.

Existem formas diferentes de se cornetar. Exigir desempenho é legítimo, e ajuda. Apenas xingar, atrapalha, é burrice. É muito provável que Leandro tenha reagido a esses xingamentos estúpidos. Explica, mas não justifica sua atitude, que continuo reprovando. Mas ela escancara o que esses torcedores, amendoins ou castanhas, fazem. São chatos que só xingam. De uma vez por todas, o torcedor tem que ser minimamente inteligente pra saber que xingar, só depois do jogo. Nunca antes ou durante.

Organizados
Os próprios organizados estão xingando os cornetas, sejam da numerada ou do Visa, se vangloriando por serem os que apóiam sempre. De uma vez por todas, essa é a discussão mais tola que pode haver. Organizado não é mais nem menos do que os não organizados. Essa discussão imatura existe na internet desde que era em preto e branco na conexão discada, e devia acabar de uma vez por todas.

Existem organizados e não-organizados, e cada um tem seu espaço. As organizadas ajudam bastante o time por conseguirem fazer um coro de respeito no campo, e por apoiarem o time em todos os estádios do país. Por outro lado, há muitos problemas decorrente da existência das organizadas, e as discussões de internet deveriam ser direcionadas para tentar resolvê-los, não para atacá-los. Quem não tem nada para sugerir, que não ataque. E por outro lado, os organizados que parem de se achar melhores que os não organizados. No fundo, é bem simples.

Cornetinhas de internet
Mas pior que isso são os corneteiros de internet. Estão presentes principalmente no orkut. Xingam tudo. Se acham irreverentes, inteligentes e engraçados. Se o Palmeiras e líder pelo número de vitórias, é mediocridade. Tinha que ser por pontos, e muitos. Campeonato paulista não conta, é medíocre. Pra eles, estamos na fila.

Dizem que estão só brincando, mas no fundo se levam a sério. Não medem as conseqüências de seus xingamentos, e não hesitam em acusar a tudo e a todos de qualquer coisa. Já acusaram gente muito legal de coisas muito feias, só pra exercitarem sua compulsão por falar mal de alguém ou algo. Alguns usam fakes para se protegerem, são medrosos. E são tão paranóicos que vivem acusando identidades estranhas a eles de serem fakes desse ou daquele. Gente maluca, doente. Pior que tem uns que escrevem muito bem e são realmente inteligentes, puro desperdício de QI. Mas a maioria é bem burra mesmo.

***
O Palmeiras sempre foi movido a cornetagem. Ela é saudável, e tradicional. Mas precisa ser inteligente. Contra os imbecis da internet, é fácil, basta não freqüentar os fóruns onde eles aparecem. Existem ótimos fóruns na internet para se falar sobre o Palmeiras, basta consultar o menu ao lado. Já os de estádio, não tem jeito, a não ser xingar o cara de volta e tentar explicar, seja civilizadamente, seja aos berros, que não pode xingar o time ou o jogador antes ou durante os jogos. Cobrar desempenho sim, isso é ajudar o time, e é o que dá resultado.

E quanto à eterna discussão sobre as organizadas, sonho com o dia em que eu nunca mais vou ver essa bobagem na internet, seja nas listas de e-mail, seja nos fóruns. E principalmente aqui no blog, onde quase nunca se vê desrespeito ao ponto-de-vista alheio - na maioria das vezes as pessoas aqui conseguem conviver bem com as opiniões contrárias. O que agradeço muito a você, leitor Parmerista que posta seus comentários, o que só enriquece nosso espaço.

05 outubro, 2008

Palmeiras 3x1 Atlético-MG

De virada, sem deixar dúvidas, o Verdão engoliu o Atlético no Palestra e se manteve firme na ponta do campeonato. Numa rodada onde os nossos quatro perseguidores venceram, levar os três pontos foi fundamental para manter o Palmeiras na ponta da tabela, e dar mais força moral ainda para o grupo, que agora tem dez rodadas para se manter na frente e levantar o caneco.

O Atlético entrou desfalcado de três baladeiros que encheram a cara de cachaça na madrugada anterior ao jogo e chegaram ao hotel às cinco da manhã, sendo um deles o Lenilson, o jogador mais técnico do time. O Atlético está sem presidente, e o tampão, o presidente do Conselho, pintou-se de amarelo, e "saiu de férias". Um clube sem comando, à deriva. Assim, o jogo, que já seria fácil, ficou mais ainda.

Com menos de dez minutos o Palmeiras já havia perdido duas chances claras de gol, frente a frente, com Kleber e Alex Mineiro. Parecia realmente tranqüilo. Alex pegou um lindo sem-pulo da meia-lua, e o goleiro se esticou todo para espalmar. O Galo estava todo bagunçado, num 5-0-5 que nos dava um enorme espaço na meiúca, e os gols sairiam a qualquer momento - era o que parecia. Mas não foi bem assim.

Aos poucos, o time deles foi se acertando na marcação, e as nossas chances pararam de aparecer. Mas eles continuavam sem o menor poder ofensivo. Até que acharam um gol. Mauricio perdeu a bola infantilmente para Marques, que foi pro fundo e tocou pra trás, pra Renan Oliveira, que vinha na corrida e só rolou no contrapé de Marcos. A defesa, que estava havia seis jogos sem tomar gol, levou um numa falha individual. Que não foi tão individual assim, convenhamos: o passe do Pierre pro Mauricio foi quadradão. Não justifica a falha do menino, mas que atrapalhou, atrapalhou.

Logo em seguida, Marques tratou de reverter o bom lance do gol e meteu a mão na bola sem a menor necessidade. Como já tinha amarelo, levou o vermelho, e deixou o Galo sem a menor chance de fazer o segundo, nem contando com erros de nossa defesa, já que era o único jogador com alguma lucidez do time mineiro.

Assim, o Palmeiras foi pra pressão. E conseguiu o empate aos 43, numa jogada que teve a participação dos dois laterais. Elder Granja fez a jogada pela direita e enfiou para Kleber, que foi ao fundo. O gladiador tentou o cruzamento, a bola espirrou e voltou para Alex Mineiro, que tocou no Elder e se deslocou para receber no meio. Rapidamente, virou a jogada para a esquerda, numa linda assistência para Leandro, que apareceu livre. Num toque preciso, de chapa, o lateral meteu no ângulo e empatou.

Para o segundo tempo, Luxa armou a arapuca: tirou Martinez e ficou com apenas dois zagueiros. Tirou Pierre, que ainda não se achou no time. Colocou Evandro e Leo Lima. O jogo passou a ficar mais pela direita, com Elder Granja sendo a válvula de escape, e as jogadas acabavam sempre com chutes de média distância de Leo Lima e Diego Souza. Foi quando os mineiros caíram como patinhos: abriram César Prates para marcar as descidas de Elder Granja. Luxa sacou Elder e colocou Denilson aberto pela esquerda e matou o jogo.

E contou com uma tarde absolutamente inspirada de Denilson. Em sua primeira jogada, humilhou o marcador numa jogada de velocidade pela esquerda, e cruzou de trivela no peito de Alex Mineiro. O nove-nove, que já havia perdido uma chance parecidíssima três minutos antes, dessa vez matou pro lado certo, tirando do zagueiro, e tocou cruzado, sem chances pra Juninho. O Palestra lotado explodia com a virada do Verdão, e Denilson vibrou como um menino.

O Atlético então passou a vir com tudo pra cima, e chegou a criar algumas chances na base do vamulá. Mas já era um time exposto, e o terceiro foi questão de tempo. E foi um prêmio a Denilson, que fez outra bela jogada de arrancada contra os pesados zagueiros atleticanos, e tocou para Kleber, que chutou para defesa parcial de Juninho. A bola ficou morta a dois palmos da linha e Denilson, na corrida, fuzilou.

Foi uma grande partida. Além dos gols, o Palmeiras ainda mandou duas na trave, com Alex Mineiro e Leo Lima, e Juninho foi o melhor jogador do Galo. Luxa estava numa tarde inspirada e moeu o pobre Marcelo Oliveira, que já entrou com o time esbagaçado moralmente. Foi um massacre, e 3x1 ficou barato pro Atlético. O Palmeiras mostrou que entrou na reta final do campeonato disposto a não largar mais a liderança, e bota pressão nos adversários. Com muita competência.

Assim como no jogo contra os bambis, no Paulista, a torcida começou a cantar "tá chegando a hora". Quando a massa sente o momento, é porque realmente o negócio tá pra acontecer.

Atuações:
Marcos: pouco exigido, apareceu bem quando preciso. 8
Gustavo: como toda a defesa, não teve muito trabalho. 7,5
Mauricio: teve sua prova de fogo. Recebeu um passe torto de Pierre, se atrapalhou e foi fazer o óbvio: sair pelo lado da lateral. Como todo zagueiro, fez isso de forma lenta, telegrafando o movimento, Marques percebeu e deu o bote. Se abateu no momento, mas se recuperou com a ajuda dos companheiros. Precisa de força, vou fazer a minha parte: 5
Martinez: jogou apenas o primeiro tempo, e pouco apareceu. 7
Elder: andava apagado, mas dessa vez fez boas intervenções pelo seu setor. Decisivo no gol de empate e no olé tático de Luxa no segundo tempo. 8
Pierre: ainda não se achou com Sandro Silva. 5
Sandro Silva: ainda não se achou com Pierre. 5
Diego Souza: foi mais ou menos. Até participou de algumas boas jogadas, mas sem brilho como em partidas anteriores. 7
Leandro: fez um primeiro tempo muito ruim, disperso, parecia o Leandro de 2007. Já ouvia algumas vaias, quando recebeu o passe com açúcar de Alex Mineiro e fez o golaço. Partiu em direção às arquibancadas com a mão no ouvido, perguntando cadê as vaias. Não faça mais isso, Leandro. 3
Kleber: merecia seu golzinho, jogou demais. Me fez pensar se a pedida do Dínamo, de 7 milhões, não valeria a pena. Valer, ele vale, o problema é que não dá pra gastar tudo isso. Uma pena que não deixou o dele ontem. 9
Alex Mineiro: grande atuação. Apesar de dois gols perdidos, deixou um, fez uma grande assistência e ainda deu espetáculo. 9,5
Evandro: ótima entrada pela direita, ocupou o espaço do Elder depois da entrada do Denilson. 8
Leo Lima: lembrou o volante do Paulistão, maestro do time, jogou muito. E ainda rendeu boas risadas ao dar um passe de peito/ombro para o lado, que deixou Luxa doidão. 8,5
Denilson du Soléil: acabou com o jogo, com jogadas objetivas. Sua velocidade encaixou com o pesado time do Galo, já com um a menos. Judiou daquele zagueiro cabeçudo que tem o cabelo de quem acabou de acordar. E vibrou como quem está realmente comprometido. 10
Luxemburgo: esse é o Luxa dos 500 mil cruzeiros por mês. Assim, vale. 10.

03 outubro, 2008

Parpites: Palmeiras x Atlético-MG

Defendendo a liderança, o Verdão encara o Atlético-MG amanhã no Palestra, e busca manter a série sem levar gols que se iniciou justamente contra o maior rival do Galo, o Cruzeiro. Depois da saída e Jeci e da entrada de Martinez como terceiro homem do setor, a defesa do time honra o hino, e desde então, ninguém passa por ela.

Com força máxima, contra um Atlético que tem uma certa folga com relação ao rebaixamento e já nem sonha com Libertadores, o time deve encaixar uma boa partida e vencerá por 3x0, com gols de Kleber, Diego Souza e Leandro. Se não chover, o público vai arrebentar, e 25.899 parmeristas serão anunciados no sistema de som. Isso porque teremos os famosos "devolvidos". Não haverá ingressos nas bilheterias nem em sonho.

Parmerista, pra levar uma camisa oficial do Verdão, mais presentes da Adidas, deixe nos comentários o placar da vitória do Verdão, os artilheiros, o público pagante, além de seu nome completo e e-mail, e boa sorte!

O fim da novela, próximo

Na quarta-feira, à noite, Gilberto Cipullo e Affonso Della Monica enfim chegaram a um acordo quanto à situação política do clube, conforme divulgado ontem na imprensinha. As informações que circularam, em sua grande parte, foram corretas. A eleição para presidente seria em outubro próximo, seria instalado um governo de transição e Della Monica entregaria o cargo em 15 de janeiro, isso para que ele próprio feche as contas de 2009, já que seria uma imprudência que isso fosse feito pelo próximo recém-empossado presidente.

Em contrapartida, o tempo para que o associado possa votar após receber sua carteirinha diminuiu, e voltou ao que era antes: 1 ano, em vez de 3. E Para ser votado, caiu um ano: de oito para sete. Foram as reivindicações da chapa União Verde e Branco atendidas. A diminuição no tempo para votar é um ENORME avanço em direção à volta da democracia plena no clube, aumentando o poder do quadro de associados. Por outro lado, permanece tudo indefinido quanto a Palaia e BWA.

O acordo é um golpe duríssimo nas pretensões políticas do grupo oposicionista. O reflexo está no Painel MC de hoje. Ontem, fez duros ataques a Palaia (no que este blog está totalmente de acordo, pelo bem do clube, apesar das intenções apenas politiqueiras da seção), usando argumentos que pipocam pelo clube há muitos meses e até o busto do Ademir já ouviu - apenas uma auditoria profunda poderá atestar a veracidade das acusações.

Mas hoje, num chute desesperado lá do meio de campo, sob o singelo título de "Racha à vista", a seção dá conta que pelo menos 15 conselheiros ligados à chapa UVB votariam contra o acordo, em solidariedade a Gilto Avallone (aprenda a escrever o nome do conselheiro de forma certa, Painel MC).

Olha, do futuro ninguém tem certeza, mas se isso acontecer, terá sido uma jogada de bastidor pra lá de brilhante. Se Mustafá conseguir fazer com que 15 conselheiros da UVB votem contra a orientação da liderança, ele se igualará aos grandes gênios de toda a história da política intergaláctica. Convenhamos, se ele estivesse realmente alinhavado com uma turma desse tamanho, não dispararia na imprensa.

É chute, dos mais desesperados.

Pijama à vista. E é grande.

***
Gilto Avallone foi um dos poucos conselheiros que teve peito de mexer nessa ferida séria que é a questão dos ingressos. Foi chegando perto da origem, e foi queimado. Mas ele mesmo teria cometido um erro na hora crucial: segundo dizem no clube, o conselheiro teria ido à imprensa e afirmado categoricamente que Palaia rouba o clube. Se realmente fez isso, Gilto, um advogado experiente, se precipitou, e deu motivo para que o mal-estar se instalasse formalmente e para que sua permanência no cargo ficasse insustentável. O que é uma pena.

A briga entre Gilto e Palaia agora deverá ser transferida para a esfera jurídica.

02 outubro, 2008

Não precisa explicar...

Notas no Painel MC da Folha do S. Paulo de hoje:

O credor. Salvador Hugo Palaia tem sido assediado pelo "Muda Palmeiras", mas Affonso della Monica não abre mão de seu diretor financeiro. Palaia é um dos maiores avalistas de empréstimos tomados pelo clube. Recentemente, recebeu mais de R$ 600 mil que havia emprestado ao clube. Nas operações, se não entra com dinheiro, ele costuma colocar imóveis para garantir os negócios. O dinheiro para pagar Palaia saiu dos cerca de R$ 16 milhões da venda de Valdivia. Com a verba, ele comprou imóveis para seus filhos.

Fora. Após pressão de pessoas favoráveis ao acordo do clube com a BWA, o conselheiro Gilton (sic) Avalone, presidente da comissão de sindicância que investiga a venda de ingressos no Parque Antarctica, deixou o cargo. Um novo posto foi oferecido a ele.

Banco. A empresa responsável pela comercialização de ingressos no Palmeiras tem socorrido o clube financeiramente. No início do ano, por exemplo, a BWA emprestou R$ 800 mil por 15 dias.


Deixa eu ver se eu entendi: o sr. Palaia, Diretor Financeiro, fez empréstimos para o clube devido à sua própria má gestão financeira. Como é o financeiro do clube e credor ao mesmo tempo, ele mesmo estipula os juros. Seus filhos ganham imóveis. Ainda tem a BWA, a empresa que maltrata o torcedor palmeirense, que segundo a nota funciona como banco, embora seja uma empresa de confecção e venda de ingressos, e por isso Palaia não abre mão de renovar o contrato com a empresa.

Como diria o macaco Sócrates do velho programa do Jô Soares: "Não precisa explicar, eu só queria entender"...

Palmeiras 1x0 Sport Áncash

Sinceramente, ainda não sei se é bom ou ruim. Mas enfim, seguimos na Sulamericana, e com uma vitória legal, por 1x0 com gol quase no fim.

Bem que eu disse nos parpites que ia ser uma pelada. Foi a única coisa que eu acertei. Num dos piores jogos do ano, o misto do Palmeiras com cinco titulares brigou com a péssima drenagem do gramado do Palestra, só conseguiu furar o bloqueio peruano nos instantes finais, e fez o Verdão avançar no campeonato. O próximo adversário será o time que revelou para o mundo Maradona, o Argentinos Juniors, uma espécie de Lusa portenha.

O mistão entrou meio bagunçado, com um enorme vazio caiojunioresco no meio. Aos poucos, Denilson foi voltando para buscar mais a bola, deixando Maicosuel e Thiago Cunha à frente. Leandro e Jumar passaram a aparecer mais, e o time de horrível passou a medíocre. Pierre e Sandro Silva não conseguiam bons passes, e o jogo não fluía.

São Pedro então se irritou. Parecia que ele estava segurando, esperando que o Verdão justificasse a presença de mais de 4 mil parmeristas, depois de um fim de tarde em que caiu um dilúvio na cidade. Diante de tamanha mediocridade, mandou outro toró, só de bronca. Molhou até os ossos dos parmeristas.

Luxa então voltou pra ganhar o jogo, com Kleber e Diego Souza no Maicosuel e no Thiago Cunha. Errou, era pra deixar o Thiago e tirar o Denilson. De volta à ponta, na única posição em que pode render algo, não adiantou nada, com o gramado pesadíssimo. Aliás, o jogo de Diego Souza, de condução de bola, também não rendeu. Assim, novamente Kleber foi o cara.

O gladiador deu vida nova ao time, que passou a levar algum perigo ao gol do figuraço Johnny Vegas, primo do Juca Baleia, lendário goleiro do Sampaio Correa. Quando o Palmeiras ameaçava gostar do jogo, a infelicidade: Sandro Silva entrou de forma estabanada num jogador peruano e foi expulso.

A chuva apertava, o Palmeiras ficou com um a menos, o campo cada vez pior e o Sport (epa!) Áncash começou a se assanhar. Ensaiou alguns contra-ataques, e Luxa rapidamente recompôs o miolo, tirando Denilson, colocando Evandro e deixando Kleber mais isolado.

Mas parecia que não ia adiantar. Leandro não fazia nada pela esquerda, Jumar fazia sua pior partida pelo Palmeiras (não que tenha feito outras excelentes), Pierre ainda não voltou a ser Pierre, e o jogador mais lúcido do time era Roque Junior, que reestreou e fez a partida 199 com a camisa do Verdão.

Assim, o gol saiu na base da raça. O Verdão tentou bastante a partir dos 30, e criou boas chances. Os peruanos se encolheram, e o time foi com tudo pra cima, mesmo com um a menos. E aos 44, Jumar recebeu pela direita, entrou na área, cortou pro meio e bateu cruzado de esquerda, de curva, à meia altura, e arrasou os peruanos que faziam o jogo de suas vidas. Sério, fiquei com pena dos caras. Mas futebol é assim. Ganhamos do Sport. Chupa!

Agora, depois de um jogo extenuante como esse, pijama training pra rapaziada amanhã, e estudar o Atlético na sexta, porque já tem jogo sábado. E eu dei o empate e apostei uma caixa de cerveja com um camarada atleticano que vem pro jogo. Vamos ver se essa copeta maledetta não vai nos atrapalhar. Eu estou com 200 pés atrás.

Atuações:
Bruno: meio afobado numas bolas altas, vai aprendendo bem com Marcos como não se deve repor a bola. 6
Gustavo: pouco exigido, ganhou a maioria das jogadas pelo alto, mas perdeu uma na corrida que levou perigo. 6,5
Roque Junior: estréia tranqüila, altiva. Arriscou umas subidas ao ataque. Numa delas, mostrou que está com moral: tocou no Denilson e correu. Foi na minha frente, ele chamou de volta. Denilson, que normalmente passaria o pé em cima da bola, faria duas ou três firulas, devolveu DE PRIMEIRA. Impressionante. 8,5
Martinez: discreto, foi para o meio depois da expulsão do Sandro Silva, e voltou a ser Mortonez. 6
Jumar: vinha sendo o pior em campo disparado. Achou um gol muito legal. Vai levar 8 por isso.
Sandro Silva: está caindo de produção. Uma pena. Será que ele estava apenas numa boa fase e voltou ao normal, ou está entrando numa má fase? 5
Pierre: ainda não encaixou aquele jogo depois de sua volta. Ainda bem, não foi preciso. Que seja na hora certa. 5,5
Denilson: que desagradável... 4,5
Leandro: pelo menos voltou a acertar uns cruzamentos. 5,5
Thiago Cunha: mal pegou na bola. 4
Maicosuel: mal pegou na bola. 4
Diego Souza: o campo já não estava bom, e ele insistiu em cair pela direita, como se Valdivia ainda estivesse em campo. 5
Kleber: um guerreiro, que grande jogador. Tudo o que sempre pedimos são jogadores que honrem a camisa. Esse honra. 8,5
Evandro: com um minuto, já tinha feito mais que Denilson em 60. OK, não quer dizer grande coisa. 6
Luxemburgo: viu o fantasma do ASA planar sobre o Palestra durante 89 minutos. Respirou aliviado no final. Errou numa substituição, mas num jogo como esse, não teria mudado grandes coisas no panorama final. 6