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30 junho, 2008

Arena Palestra: votação

22h13 - Pessoal, desta forma encerramos a cobertura desta que foi uma noite histórica para a Sociedade Esportiva Palmeiras. Este processo, que começou com a reeleição de Affonso Della Monica em janeiro do ano passado (e que teve a cobertura do Parmerista!), já está rendendo frutos magníficos, com o apoio de todas as diretorias envolvidas. Amanhã, teremos um post passando a régua no assunto, agora é hora de comemorar! Agradecimento especial a todos os que nos passaram as informações direto do Palestra! Hora de festa! Valeu Parmeristas! Fui!



22h07 - Pode mandar um chupa pra todo mundo!

22h03 - Votação encerrada, placar final (oficial): 162 a favor, 8 abstenções e 3 votos contra.

21h58 - Os votos contrários foram de Mustafá Contursi, Piraci Oliveira e Chico Hipólito. 134 a 3. A maioria já foi alcançada e o projeto já está aprovado.

21h55 - Parcial: 74 a 2.

21h51 - Não houve a aclamação, a votação já começou. O placar parcial é 26 a 2 a favor do projeto.

21h45 - Tem a palavra o ex-presidente Carlos Bernardo Facchina Nunes, um dos oposicionistas que sempre se declarou favorável ao projeto. A tendência é que não haja votação e que a aprovação seja por aclamação.

21h39 - Mustafá Contursi tem a palavra. Ele elogia bastante o projeto, faz questão de dizer que tudo começou em sua gestão(!!!) e reclama apenas dos prazos reduzidos para análise por parte dos conselheiros, a mesma reclamação feita por Piraci.

21h18 - O conselheiro Piraci de Oliveira, um dos poucos oposicionistas presentes, está reclamando dos prazos para análise do projeto.

21h08 - O número exato de conselheiros presentes é de 173. É necessário que a maioria dos presentes vote a favor do projeto para que seja aprovado, ou seja, 87.

21h - Neste exato momento acabou a explanação de Walter Torre. Em seguida haverá debates entre os conselheiros e a empresa, o que deve durar cerca de meia hora, para em seguida haver a votação.

20h54 - Bambis, tremei! Entre os presentes, há um observador da FIFA ligado à área de arquitetura. Certamente teremos um relatório na Suíça sobre o estádio que deve ser a sede paulistana da Copa de 2014.

20h49 - Informações de bastidores revelam que o primeiro vice-presidente, Arnaldo Tirone Filho, único vice oposicionista, teria tentado articular o voto contrário à aprovação durante toda a tarde de hoje. Talvez seja essa a razão do recuo da oposição na última hora. A articulação foi um fracasso.

20h45 - A apresentação deve se prolongar por cerca de mais dez minutos.

20h42 - A reunião não tem a presença maciça dos conselheiros. Cerca de 90 membros do Conselho não compareceram, e observações informais dão conta que a maioria esmagadora dos ausentes são da ala de Mustafá Contursi.

20h38 - Os dias que antecederam a votação foram marcados por bastante tensão no clube, com ameaça de liminares, pressões de parte a parte, manobras de bastidores e politicagem. Muita gente só querendo auto-promoção política, dando de ombros para o futuro do Palmeiras. Ao final, nenhuma "ocorrência" jurídica, a reunião acontece normalmente.

20h30 - Neste momento, Walter Torre, da W/Torre, faz a apresentação derradeira do projeto aos conselheiros.

20h24 - Aqui no Parmerista!, as novidades sobre a votação do CD sobre a aprovação do projeto da Arena Palestra Italia, a ser construída pela W/Torre. Fiquem ligados, a qualquer momento, novas informações.

Palmeiras 2x0 Náutico

Com ampla superioridade, o Palmeiras venceu o Náutico por 2x0 no Palestra, e alcançou o G4. O time está a três pontos do Flamengo, líder, e já abre três pontos do sétimo colocado, o time purpurinado, com duas vitórias a mais. Na pior das hipóteses, estaremos em sexto ao final da próxima rodada. O bloco da frente ameaça se distanciar do resto, e o Palmeiras está nele.

O primeiro tempo do jogo foi um massacre. Ataque contra defesa. O Palmeiras obrigou o goleiro Eduardo a fazer boas defesas, teve dois pênaltis a favor de si não marcados, viu os jogadores do Náutico apelarem para o anti-jogo e violência por várias vezes com a complacência do trio de arbitragem e também do quarto árbitro, e mesmo assim, permaneceu jogando bola. E foi jogando bola que criou a jogada de pênalti, cavado, que o péssimo Djalma Beltrami errou ao marcar.

O posicionamento do Náutico ajudou bastante a postura do Palmeiras. Sem ter que se preocupar nem com contra-ataques, já que o Náutico rifava a bola toda vez que a tinha, o Palmeiras pôde usar e abusar do apoio dos laterais para tentar vencer o forte esquema defensivo do time pernambucano. Além das descidas de Leandro e Elder, apoiou bastante o quarteto ofensivo o volante Martinez, que vai enfileirando uma ótima seqüência de grandes partidas.

Para o segundo tempo, Luxa voltou com Jefferson no Leandro, que estava passando mal. E o camisa 26 foi bem em sua estréia, mantendo o nível do titular, marcando bem e apoiando com relativa qualidade. Com o Náutico tendo que correr atrás do resultado no segundo tempo, os espaços passaram a surgir. O time encaixou alguns bons ataques mas pecou nas conclusões.

Luxa então mexeu mais uma vez e colocou o Denilson no Alex Mineiro. Com mais espaço, era mais conveniente apostar na velocidade. Kleber vinha fazendo uma partida muito boa, com muita luta e movimentação. Até o lance em que, numa disputa no meio, fez uma falta. Na seqüência, afastou a bola de Alceu, que tinha pressa. Alceu, aquele! O kung-fu então deu uma patada em Kleber, e foi expulso. O juiz, em seguida, mostrou o amarelo a Kleber pela catimba, no que estava acertando.

Kleber não gostou porque tinha dois amarelos e ficou suspenso do próximo jogo, e disse algo. Quem estava perto, como Pierre e Filé, juram que não foi nada de mais. Mas o árbitro achou que sim, e o expulsou, sem dar segundo amarelo. A súmula deve vir carregada. E os árbitros, infelizmente, têm o poder de fazer relatos a seus bel-prazeres. Esperemos.

Luxa colocou então Leo Lima no Diego Souza, o Náutico estava tomando conta do jogo e passou a levar algum perigo à meta de Marcos. Até que o Verdão encaixou um contra-ataque: Martinez interceptou um passe, ligou para Valdivia que fez uma mágica, colocando Denilson pra correr. Denilson humilhou o beque do Timbu, cortando primeiro pra dentro, depois pra fora, tirou do goleiro e rolou a bola mansinha para o gol, naquele que foi o gol mais bonito da rodada, pela segunda vez seguida. O Palmeiras vai acertando seu ataque na quantidade, e ainda vai marcando belos gols. Assim a gente gosta!

Para o próximo jogo, vamos a Belo Horizonte pegar o Galo, sem Kleber e Valdivia. Mais uma vez, uma vitória fora é o que nos fará subir em relação aos concorrentes, como foi na rodada passada. Ainda podemos chorar os pontos idiotas perdidos contra o Coritiba, Sport e principalmente Portuguesa. Já poderíamos estar com a famosa gordurinha pra queimar que o Luxa tanto gosta. Mas há tempo para abrir essa vantagem ainda antes do fim do primeiro turno.

O time no Palestra parece extremamente forte. Já são quatro vitórias em quatro jogos neste Brasileiro. Contando os outros campeonatos, foram apenas dois empates, nenhuma derrota. Mantendo esse aproveitamento em casa, e beliscando algumas vitórias fora, é a campanha que nos levará ao quinto campeonato. Será que é cedo pra dizer que tá com todo o jeitão?

Atuações:
Marcos: exigido duas vezes, duas grandes defesas. 9
Elder: está na ascendente. Hoje, mais uma ótima partida. Além de jogar bem, soube apanhar calado. 8,5
Gustavo: sério, vibrante. Parece que pode se entrosar rápido com o novo parceiro. 7,5
Gladstone: grande estréia, tirou tudo lá atrás e ainda arriscou um chute forte para o gol, e chamou a galera. Deu duas firuladas que deram certo, mas que se dessem errado, acabariam com a carreira dele no Palestra. Enfim, sentiu-se seguro pra isso - eu pessoalmente não gosto. Como deram certo, 9
Leandro: apoiou com qualidade no primeiro tempo, mas passou mal. 7,5
Pierre: importantíssimo no primeiro tempo, matando qualquer tentativa do Náutico de armar um contra-ataque e permitindo aos laterais que se preocupassem só em atacar. 8,5
Martinez: mais uma excelente partida, consolidando-se no time titular. 8,5
Diego Souza: partida tática, buscou jogo no meio e abriu bem os espaços pelas laterais. Perdeu um gol feito no início do segundo tempo. 7
Valdivia: apareceu pouco na armação, já que foi violentamente marcado. Desta forma, apareceu como terceiro volante, ajudando o cerco à armação do Náutico. E mesmo assim, achou um passe primoroso para Denilson, que deu no segundo gol. 7
Kleber: muita vontade, muita movimentação, um vigor físico impressionante. Falou alguma coisa que o juiz não gostou. Fico com a versão das testemunhas, de que houve excesso de rigor. 8
Alex Mineiro: não esteve na melhor de suas noites, mas guardou o seu de pênalti. Abusou da paradinha, e já está ficando manjado. Se eu fosse o goleiro do próximo pênalti para o Palmeiras, esperaria no meio. Se eu fosse o Alex Mineiro, treinava pênaltis fortes no canto para as próximas vezes. 7
Jefferson: substituiu Leandro à altura. 7
Denilson: no primiro lance, errou uma cabeçada na linha da pequena área. Foi cornetado. No final, fez um golaço, que só por ele já merece um 9
Léo Lima jogou pouco - s/n
Luxemburgo: parece que está com o time tão na mão que se preocupou mais com o juiz. E cá entre nós, esse Beltrame tira qualquer um do sério. 7

29 junho, 2008

A Arena está ameaçada

O conselheiro da oposição, Piraci Ubiratan de Oliveira Junior, está no clube neste momento ameaçando entrar com uma liminar para adiar a reunião de amanhã do CD onde deverá ser aprovada a construção da Arena Palestra Itália pela W/Torre.

Durante a semana, diversas demonstrações foram feitas aos conselheiros de como será o projeto, o que empolgou bastante a todos os presentes, inclusive a setores significativos da própria oposição, como um dos líderes e ex-presidente Carlos Bernardo Facchina Nunes. Ontem, na Academia, foi feita uma demonstração para torcedores, inclusive membros das torcidas organizadas. A empolgação a respeito do projeto é unânime. Ou quase, como se vê.

A empresa já se posicionou a respeito. Caso a liminar seja concedida e adie a reunião, o projeto deve melar. O processo implicaria num atraso de oito meses, cercado de incertezas, e a construtora não quer passar por esse tipo de situação. A estabilidade e tranqüilidade para trabalhar foram umas das a razões pela qual eles procuraram o Palmeiras, depois de desistirem de seu projeto no Corinthians.

O conselheiro Piraci de Oliveira está fazendo política. Mas está cruzando limites. Um projeto dessa magnitude não pode ser colocado em risco por quem ama o clube, em hipótese alguma. Seria algo como colocar uma arma na cabeça da própria mãe. O futuro do Palmeiras está em xeque.

Mais uma vez, podemos perder para nós mesmos. Pode entrar em pânico, parmerista. Caso isso se concretize, terá sido o golpe mais duro em nosso clube em toda a História, pior até que a queda para a segunda divisão. O responsável por isso está apenas fazendo política, e parece não enxergar as conseqüências. Por isso, caso você o conheça, tente demovê-lo da idéia. É questão de sobrevivência.

27 junho, 2008

Parpites: Palmeiras x Náutico

Domingo depois das 6, naquele horário mais desgraçado que inventaram, o Verdão recebe o Náutico no Palestra por uma vaga no G4, sem depender de qualquer outro resultado. Friiiio!

Com o ingresso ainda lá em cima (e não vai abaixar), 9.199 parmeristas vão congelar para ver o Verdão vencer o Náutico pelo placar básico de 2x0, sem maiores firulas, com gols de Valdivia e Alex Mineiro, que vai sair fazendo aviãozinho.

Parmerista, deixe seus parpites nos comentários para levar uma camisa oficial - coleção nova - mais brindes oficiais do clube, presentes da Adidas. Para isso, deixe seu nome completo, placar do jogo, artilheiros, público pagante e e-mail. Boa sorte!

25 junho, 2008

Encontro: dia 20 de julho

No próximo dia 20 de julho, parmerista da capital ou cidades próximas, reserve um espaço na sua agenda. O Verdão vai ao Serra Dourada pegar o Goiás, e os leitores do blog estarão torcendo juntos, com bastante chopp, papo furado e bom humor.

Aguarde nos próximos dias um post com mais detalhes de horário e local. Como aperitivo, clique aqui e relembre como foi um desses encontros, realizado no Boleiros Bar da Vila Olímpia, por ocasião do Tsunami Verde no ano passado.

24 junho, 2008

Os abutres batem em retirada

Pelo menos por enquanto, não há mais nem o leve cheiro de carniça para esses vagabundos.

Carlos Mira declarou formalmente que renunciou por divergências administrativas e que não há o menor sinal de irregularidades na gestão.

E os salários foram pagos esta manhã, conforme renegociado pela diretoria.

Aqueles que querem a desgraça do clube, sejam de dentro ou de fora, sejam de tablóides coloridos ou rádios decadentes, vão ter que procurar outra coisa.

Xô!

23 junho, 2008

"Eu já fui plagiado pelo Kibeloco"

Se você der uma googlada com as palavras "plágio" e "Kibeloco", vai se surpreender com o número de matches. O responsável pelo site realmente achou um jeito interessante de ganhar a vida.

Pois quem diria, desse mal achei que estaria livre. Afinal, como esse cara iria plagiar um blog de torcedor do Palmeiras?

Pois foi só o Caio Junior ir treinar o time dele, que isso foi possível:
Se não fosse dar mais ibope ainda ao nosso amigo que nada cria e tudo copia, bem que eu pensaria num selo para se espalhar pela net: "Eu já fui plagiado pelo Kibeloco". Mas deixa ele lá, não tem problema... O castigo dele é aguentar o Caio Junior...

Quem deve estar bravo mesmo é o leitor Alexandre Monteiro, que em fevereiro de 2007 teve a sacada... Alexandre, pede uns copyrights pra ele hehe...

22 junho, 2008

Vasco 0x2 Palmeiras

Foi um alívio. Apesar da partida apenas mediana, o Verdão mostrou à ala mais desconfiada da torcida que os problemas extra-campo não influenciaram o desempenho do grupo, e fez o suficiente para vencer o fraco (e desfalcado) time do Vasco por 2x0, e se manteve próximo aos líderes numa rodada teoricamente desfavorável.

Contra um Vasco limitado tecnicamente, mas cheio de disposição na marcação, o time encontrou dificuldade no início e só foi chegar perto do gol de Roberto aos 8 minutos, sem levar perigo. Enquanto isso, o time da casa criou duas chances interessantes, com Jean e Pablo. A resposta só veio num lance onde Martinez achou um buraco no meio da defesa do Vasco, foi levando e bateu muito forte, com perigo.

Com o tempo, o Palmeiras foi tomando conta do jogo e mantinha a posse de bola, embora não conseguisse criar de forma efetiva a não ser através de lances de bola parada. Numa dessas, Diego Souza cabeceou e Roberto defendeu estranho, e a bola ainda tocou na trave. O Vasco só conseguiu levar perigo em mais um lance, num contra-ataque muito bem construído que Vinicius, aquele que tomou uns croques de Edmundo num treino no Palestra ano passado, desperdiçou.

Com Diego Souza e Valdivia em tardes apagadas, aceitando a marcação adversária, coube aos laterais municiarem a dupa de atacantes, e o volume de jogo do Palmeiras foi aumentando à medida que Leandro e Elder passaram a participar do jogo mais ativamente. Aos 37, Elder acertou um cruzamento preciso para a cabeça de Alex Mineiro, que mandou uma tijolada para a rede e fez seu quinto gol no campeonato.

O Vasco, que jogava com pouca técnica e muita empolgação, acabou ali. O fim do jogo ficou desenhado: o Palmeiras buscaria aumentar o placar impondo sua superioridade, o Vasco se defenderia e tentaria alguma coisa em lances isolados. O fator campo foi solenemente ignorado.

Luxemburgo voltou igual para a segunda etapa, e o time não teve muito força para criar, apesar de manter o jogo sob controle. O Vasco teve duas ou três chances em lances fortuitos, principalmente em jogadas aéreas. Numa delas, Elder salvou o gol vascaíno ao afastar uma bola que já tinha passado por Marcos.

Luxemburgo demorou, mas fez as alterações, primeiro Leo Lima no Diego Souza. Com o meio mais reforçado, aos 30, saiu o segundo gol, de Kleber. O atacante fez um dos gols mais bonitos do Palmeiras na temporada, e certamente o mais belo da rodada: depois de um passe errado do Vasco, o Palmeiras tentou puxar o contra-ataque e a bola ficou viva. No perde-ganha, Martinez conseguiu tocar para Kleber, que deu um corte no zagueiro e caiu para a esquerda. O mesmo zagueiro voltou para a cobertura, e levou outro corte do camisa 30, que puxou para o meio e, de direita, bateu no ângulo oposto de Roberto, selando o placar.

Luxemburgo ainda colocou Denilson e Lenny no Valdivia e no Alex Mineiro, sem grandes efeitos. O jogo estava definido, e os times não forçaram muito até o apito final. Vitória justa, o time conseguiu simplesmente encontrar as alternativas para a forte marcação do Vasco e construiu as jogadas dos gols. Os três pontos mantiveram o Verdão próximos aos líderes, que tiveram partidas fáceis: O Flamengo jogou contra o rebaixado Ipatinga, o Náutico ganhou fácil do Galo em casa, o Grêmio bateu três pênaltis no Atlético Paraguaio com dez e o Cruzeiro atropelou o Figueirense em casa.

Para a próxima rodada, o panorama se inverte: o Flamengo vai à Ilha pegar o Sport, o Cruzeiro pega o Bambi em casa, e o Grêmio tem o clássico contra o Inter, no Olímpico. Jogos bem mais complicados que o Palmeiras, que recebe o outro concorrente, o Náutico, no Palestra, onde tem 100% de aproveitamento. Temos tudo para entrar, e bem, no G4, com chance até de já assumir a liderança.

Atuações:
Marcos: deu dois pequenos vacilos que não deram em nada. 6,5
Elder: sua melhor partida desde as primeiras rodadas do Paulista. Marcou, apoiou, salvou um gol do Vasco e deu a assistência para o primeiro gol. 9
Gustavo: pouco exigido por baixo, vacilou nas bolas aéreas. 5
Henrique: ao contrário do parceiro, teve algumas participações importantes por baixo. 6,5
Leandro: mais uma partida com qualidade. 7
Pierre: fôlego infinito, disposição interminável. 7
Martinez: foi o maestro do time. Com Valdivia e Diego sofrendo com a marcação, aproveitou bem os espaços deixados e correspondeu. 9
Diego Souza: tímido, conseguiu uma boa finalização e uma ou outra jogada de pivô. É pouco. 5
Valdivia: também muito marcado e sem forças para se desvencilhar. Mas foi importante na jogada do segundo gol, na hora de marcar e rachar, fez seu papel. 6,5
Kleber: muita vontade, muito a fim de mostrar jogo, nunca se dá por vencido. Numa tarde infeliz, estava errando quase tudo o que tentava apesar de toda essa vontade. Fominha na hora de passar, solidário quando deveria tentar ir pra cima. De tanto tentar, foi recompensado com um golaço, e pelo gol leva 8
Alex Mineiro: o artilheiro do campeonato vai calando a boca dos críticos e chega numa posição que, sem comparações, nem Evair conseguiu: artilheiro do Paulista e do Brasileiro no mesmo ano. Tomara que ao fim do ano confirme a condição. Além do ótimo papel no ataque, marcou bem a saída de bola e o meio de campo. E há quem diga que ele não é "NOVE-NOVE". 9
Leo Lima: sua entrada melhorou o posicionamento no meio, e a luz amarela para Diego Souza volta a acender. 6,5
Lenny e Denilson pouco pegaram na bola: s/n
Luxemburgo: demorou um pouco para mexer, mas o fez com acerto, como é praxe. Sua atuação mais importante foi durante a semana: manter o grupo na mão apesar dos problemas extra-campo. 9,5

Obs: o juiz, Carlos Eugênio Simon, foi péssimo. Não houve nenhum lance capital onde tenha errado, mas deixou a marcação vascaína bater e fazer muitas faltas sem apitar nada. Fosse uma questão de critério e estaria tudo ok, mas não se podia assoprar um atacante vascaíno que ele dava a falta. Caseiro, dissimulado, fazedor de média, é um dos piores juízes da história da arbitragem brasileira. Sua atuação abrilhantou um pouco mais a vitória palmeirense, afinal, ganhamos de 12.

21 junho, 2008

Parpites: Vasco x Palmeiras

Um de nossos fregueses históricos, o Vasco nos recebe amanhã em São Januário sem Edmundo. OK, foi só curiosidade, não significa nada. Edmundo provavelmente ficaria com a mão na cintura andando o tempo todo e nada faria. Mas existia a pequena possibilidade dele estar numa daquelas tardes endiabradas e acabar com o jogo. Whatever...

Luxa deixou Leo Lima no banco e foi de Martinez, mantendo Kleber e Alex Mineiro no ataque. A formação ofensiva permanece, com os volantes realmente tendo que mostrar serviço tanto na proteção à zaga quanto no auxílio ao ataque, o mesmo ocorrendo com os laterais. Palmeiras e Vasco é um jogo que costuma sair muitos gols.

Por isso, parpito o placar que já está se tornando um clássico nesse duelo, e repete a semana passada: Vasco 2x5 Palmeiras, com gols de Alex Mineiro, Valdivia, Kleber, Martinez e Diego Souza, para 12.665 pagantes.

Parmerista, o serviço de envio das camisas para os vencedores de fora da capital que ainda não receberam os prêmios está complicado, mas ainda vai sair. E como compensação pela espera, serão AS CAMISAS NOVAS, INCLUSIVE PARA O VENCEDOR DESTE PARPITE! Para concorrer, faça o de sempre: deixe nos comentários seu nome completo, placar da vitória do Verdão, artilheiros, público pagante e e-mail, e boa sorte!

20 junho, 2008

Tumulto infinito

O Palmeiras não joga há oito dias, e tem jogo só no domingo. A última partida foi uma bela goleada no líder do campeonato. A Seleção vai mal. Mas o assunto é sempre tumulto no Palmeiras, claro.

A questão dos salários atrasados foi muito mal trabalhada pelo gerente de futebol Toninho Cecílio. Em recentes declarações, provavelmente cutucado pelos repórteres, o ex-zagueiro deu a entender que o prazo negociado por eles mesmos pode não ser cumprido.

Foi uma tremenda pixotada. Cintura dura, Toninho não soube driblar a imprensa e ainda teria dito que a porta da rua é a serventia da casa para os insatisfeitos. Tremenda bobagem. Teria sido muito mais simples jogar a bomba para o dono: o diretor financeiro. Com isso, matava dois coelhos numa só: jogava água na fervura e afastava o foco da Academia.

Toninho vem fazendo um bom trabalho, mas quando escorrega, vê sobre si a sombra do gerente de futebol do Santos, grande amigo de Luxemburgo, mesmo que isso seja apenas especulação de lenhadores de bonsai em véspera de clássico.

***
Outro assunto que promete dar o que falar foi a ainda mal-explicada saída de Carlos Mira da diretoria de Marketing/Comunicação. Seja lá o que tenha acontecido, Mira saiu errado.

Teve votação expressiva para o Conselho, com 50 votos. Entretanto, pelo que gastou, devia ter tido 100, nunca se viu uma campanha tão agressiva como a dele nas eleições para conselheiro. Bem relacionado com Della Monica, empresário bem-sucedido no ramo da logística, conseguiu uma cadeira na Diretoria. E achou que tinha o rei na barriga.

Seus dois projetos de maior repercussão não decolaram. A venda da grama do Palestra não empolgou, dando receitas pífias ao clube, e o famigerado Onda Verde nunca passou de uma marola, infelizmente. O programa de fidelidade teve uma adesão inicial impressionante, tanto quanto sua posterior inadimplência, por falta de benefícios reais ao associado.

O agora ex-diretor, ex-conselheiro e ex-sócio - já que declarou abrir mão de todas essas condições - procurou vários veículos de comunicação e fez comentários vagos, incertos, insinuou muita sujeira no clube, mas não teve coragem de citar um nome sequer. Na verdade, pediu seis meses para tomar essa coragem. Ele quer voltar aos holofotes perto da eleição.

Para hoje, marcou uma festa para "celebrar sua saída do Palmeiras", como se lá estivesse de favor. E convidou alguns membros da imprensa. Ele está magoado. E gente magoada fala muita, muita bobagem. Seu celular hoje não deve estar parando quieto.

Mira na verdade foi o principal destaque do bloco do eu sozinho que montou. Como um peixe fora d'água nessa administração composta por várias facções políticas históricas, arregaçou as mangas e deixou claras suas pretensões de ser presidente do clube, e logo, causando espanto. Não teve o menor tato político, não tentou se enturmar com nenhum grupo - ao contrário, rivalizou o tempo todo com Rogério Dezembro, outro diretor da área, que tem participação em projetos "bestas" tais como Suvinil, Fiat, Arena, etc...

Obviamente foi colocado na posição que cavou: sozinho e isolado. Numa semana onde o projeto da Arena está sendo apresentado aos conselheiros, e onde ele não tem a menor participação, isso foi demais para um homem com um ego tão grande. Seu pedido de arrego foi sintomático. Ainda mais do jeito que aconteceu. Saiu atirando. Mas ao não citar nomes, mostra que não tem a mira muito boa, com o perdão do trocadilho infame. Seria muito interessante se, ao menos, citasse nomes e mostrasse as provas. Assim, em sua saída, ajudaria pelo menos numa eventual faxina.

18 junho, 2008

Atrasou

Uma parte dos pagamentos dos jogadores, referentes ao mês de maio, realmente atrasou. Notícias que pipocaram na imprensinha esta quarta deram conta de que uma negociação entre os jogadores e a diretoria determinou que o pagamento deverá ser feito até a próxima terça. Luxemburgo interveio e deu seu voto de confiança, e que o prazo deverá ser cumprido sob risco da situação, aí sim, complicar.

O teor dado pelas matérias foi de apocalipse, as declarações de Luxemburgo ganharam um tom ameaçador, e a impressão que se tem ao ler é que o clima está arruinado. Não procede.

Tenho o palpite que Luxemburgo, antes de se posicionar na imprensa, teve uma conversa com a diretoria, que por sua vez deve ter garantido que o pagamento sai na data combinada. Caso contrário, acho difícil que Luxa fosse tão contundente. E dessa forma, o comandante se mantém como um importante ponto de apoio dos jogadores, que se sentiram amparados.

A situação financeira ao que parece ainda sofre os efeitos da desastrosa gestão passada. Não vamos nos esquecer que até outro dia, Dininho tirava um salário exorbitante, um dos maiores do elenco, só para dar um exemplo. Todas as heranças da gestão anterior ainda fazem seus estragos.

É claro que isso não importa tanto, que no fundo esse acidente não deveria ter acontecido. O fluxo de caixa foi planejado no início do ano já sabendo que essas obrigações ainda eram devidas, e não poderia ter estourado desta forma, mesmo que por apenas dez dias.

De qualquer forma, os jogadores estão realmente se sentindo seguros e o atraso não tirou a tranqüilidade do elenco. A postura transparente da diretoria, explicando as causas do atraso e dando a perspectiva dos próximos meses fez com que a peteca não caísse. O presidente Della Monica, que apesar das pequenas rusgas com o grupo que comanda o futebol permanece lhes dando carta branca, o que mostra seu espírito democrático, ainda não precisa bater na mesa.

Desde que essa grana entre na conta na terça...

16 junho, 2008

Um pouco sobre a Seleção

Assisti male male o jogo da Seleção ontem. Estava almoçando, em Itamonte, sul de Minas, e no restaurante uma TVzinha de 14 polegadas transmitiu a peleja. O papo com os amigos estava muito mais interessante, e os gols do Paraguai me abalaram tanto quanto os gols da Suíça no mistão de Portugal pelo Euro. Nem na última Copa do Mundo eu me abalei. Assisti à derrota para a França absolutamente impassível.

Já discorri há algum tempo sobre a Seleção e o que ela representa hoje. Quando eu era criança, ver jogo da Seleção era tão legal e importante quanto jogo do Palmeiras. As derrotas em 82 e 86, para Itália e França, foram doloridas demais, assim como a perda do Mundialito de 81 na final para o Uruguai, depois de uma campanha brilhante. Discutir futebol passava obrigatoriamente por cornetar a convocação, já que a grande maioria dos jogadores estavam em nosso futebol doméstico, com exceção de meia dúzia de craques incontestáveis que estavam em times meia-boca da Itália. Sabíamos onde e como jogavam cada um dos selecionados - e dos injustiçados.

Hoje mal se conhece os jogadores da Seleção. Não há identidade do torcedor com a camisa amarela. Maicon? Daniel Alves? Fernando? Pára. No máximo, jogaram um ou dois anos em um único clube no Brasil, e só são lembrados por uma torcida. Para todo o país, praticamente desconhecidos. Sem falar em completos desconhecidos, como o tal de Afonso.

Outro fator que desanima ver o futebol da Seleção é a falta de tempo que se dá para treinos - e isso afeta a todos os países, não só o Brasil. Os jogos entre seleções hoje são mornos. Na dúvida, todo mundo se arma na defesa, já que não há tempo para que um grupo adquira conjunto, e reza-se para que os grandes talentos individuais resolvam a parada em jogadas isoladas. Outro nome que se dá para isso é PELADA.

A solução arrumada pelos técnicos é fechar um grupo, que se reúne, sempre o mesmo, várias vezes ao longo dos quatro anos entre uma Copa e outra, para assim adquirir o desejável entrosamento. Mas ao longo do período, trocas são necessárias, e o resultado dificilmente aparece. A imprevisibilidade dos placares não é produto de jogos emocionantes e com alternativas. As zebras acontecem porque as seleções se nivelam por baixo, por mais que tenham grandes valores individuais.

É por isso que hoje os grandes técnicos estão nos clubes. Os técnicos gabaritados, estrategistas, táticos, estão em locais onde há tempo disponível para aplicar esse conhecimento. Seleção não precisa de técnico, precisa de selecionador. Precisa de um cara que conheça o ambiente da seleção de seu país, saiba lidar com as pressões típicas do cargo, e particularmente no caso do Brasil, esteja afinado com a "filosofia" da CBF - leia-se "que seja da panela de Ricardo Teixeira". Dunga é esse cara. Por isso está lá.

Dando uma passeada em algumas das grandes seleções, agora ou recentemente, vemos treinadores com pouca ou mesmo sem nenhuma cancha na função, que, como nosso Dunga, pegaram a seleção de seus países: Klinsmann, Van Basten, Donadoni...

Considero correta a manutenção de Dunga no comando da Seleção Brasileira. Sei que isso vai de encontro à opinião maciça do torcedor brasileiro, volúvel a resultados. Esquecem-se que o Brasil, nas mãos de Dunga, ganhou a Copa América humilhando a favoritíssima Argentina na final. Esquecem-se que nessa última maré de resultados ruins, não pôde contar com "apenas" Ronaldinho e Kaká, entre outros.

Não, eu não sou fã do técnico Dunga. Não seria coerente. Dunga não é técnico. Apenas considero que trata-se de uma figura adequada para a função, no formato que o cenário atual demanda.

E o Palmeiras com isso? Nada. Apenas que a especulação sobre uma possível queda de Dunga passa por substituí-lo por Luxemburgo.

Parmerista, fique tranqüilo. Luxa não vai para a Seleção. Não é do feitio de Ricardo Teixeira demitir alguém de sua panelinha por causa de um ou dois maus resultados. Nem Felipão, que não era da panela, foi demitido após perder para Honduras. Dunga não é tampão, e vai para a Copa, salvo se algo extraordinário acontecer. O projeto de Luxemburgo é para a Copa 2014. O resto é especulação.

13 junho, 2008

Palmeiras 5x2 Cruzeiro

Num jogo com duas etapas absolutamentes distintas, o Palmeiras enfiou um chocolate no Cruzeiro, líder do campeonato, venceu por 5x2 e fica a apenas 3 pontos da liderança, esperando ainda a conclusão da rodada no próximo sábado. O jogo parecia tomar um rumo, mas um lance mudou tudo e definiu a goleada alviverde.

Luxemburgo surpreendeu e saiu com Diego Souza no banco, escalando Martinez em seu lugar para dar um pouco mais de consistência à marcação no meio. Desta forma, Valdivia buscava troca de passes constantemente com os laterais e com os próprios volantes, que se revezavam na tarefa de auxiliar o chileno, mas as jogadas eram confusas e não assustavam o Cruzeiro.

O time mineiro, por sua vez, encontrava bastante espaço apesar da tentativa de Luxa. Nosso trio de volantes não conseguiu fechar a intermediária, e Marcinho Porpeta e Guilherme conseguiam armar ataques perigosos ao gol de Marcos. O jogo estava muito mais para o lado deles.

E numa dessas jogadas, aos 16, Heber Roberto Lopes nos operou e marcou pênalti num chute de Marcinho que bateu no braço de Henrique, de forma absolutamente fortuita. Guilherme bateu no meio e fez, dando a impressão que a má fase se instalaria de vez no Palestra, principalmente porque o time não reagiu de imediato com gostaríamos. Logo na seqüência, Marcos salvou o time de levar o segundo gol que fatalmente faria a vaca ir para o brejo, num chute forte de Ramires de dentro da área.

Foi quando o talento individual do Mago se fez presente. Aos 27, ele recebeu na entrada da área e escorou para o chute de Léo Lima, que vinha na corrida. O arremate saiu forte mas torto. Com extrema habilidade o chileno amorteceu a bola, e a conduziu em direção à meta. Poderia ter feito o gol, mas percebeu que seria tocado pelo zagueiro Tiago Martinelli e arriscou, preferindo o pênalti. Heber, que estava meio na dívida pelo pênalti errado que marcou contra o Palmeiras, não titubeou: botou na cal e expulsou o zagueiro. Méritos totais para o Mago. Alex Mineiro, com paradinha, como registramos no treino de sábado, guardou e empatou.

A jogada mudou completamente o panorama da partida. Adilson Batista teve que rearrumar a defesa, e sacou Marcinho Porpeta. O espaço dado serviu para Luxa sacar um dos três volantes. Optou por Léo Lima, e colocou em campo Diego Souza. Os 30 minutos no banco fizeram o craque de 10 milhões entrar muito aceso no jogo, mas a má fase continuou o perseguindo. No fim do primeiro tempo, errou uma cabeçada sozinho, dentro da pequena área. E virou mesmo 1x1.

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo disposto a apenas segurar o empate, tentando apenas contra-ataques esporádicos. Adilson é um técnico novo e ainda vai aprender que não se faz isso com o Palmeiras de Luxa no Palestra. O time soube aproveitar o espaço no gramado ampliado do Palestra, e surrou impiedosamente o time mineiro. O gol da virada saiu logo, e com a participação decisiva de Diego Souza, que escorou um cruzamento preciso de Leandro para trás, que Valdívia fuzilou no canto esquerdo, um golaço. Essa cabeçada para trás de Diego Souza está virando sua marca registrada no time do Palmeiras de 2008.

Mas ele queria o dele, e sua luta foi recompensada: Valdivia recebeu de Martinez e devolveu o presente do gol anterior. Diego Souza matou e bateu pro gol, deu sorte que a bola desviou no zagueiro e morreu no cantinho de Fabio. Aos 22 minutos a partida parecia decidida, diante da postura apática do Cruzeiro.

Mas ainda teríamos mais emoção. Num chute de longe de Charles, nosso Marcão tomou um frangaço. O Cruzeiro não sabia o que fazer com a bola e o chute de longe foi mais pra se livrar dela do que outra coisa. A garoa fina deixou a bola lisa, e Marcão, que só assistiu o segundo tempo, engoliu um frango clássico e ficou só com as penas na mão. Levantou o braço esquerdo e bateu no peito, assumindo a falha. Foi aplaudido pelos 6 mil parmeristas. Isso é que é ídolo.

E foi reverenciado também pelos companheiros. Mesmo depois das declarações contundentes do final de semana, Marcos recebeu a homenagem de Henrique, que marcou o quarto gol dois minutos depois. Mais um cruzamento preciso de Leandro, que o zagueiro aproveitou da marca do pênalti e cabeceou com muita força, no ângulo de Fabio. Em seguida, atravessou o campo e correu em direção a Marcos, para abraçá-lo.

Fatura liquidada, houve tempo para mais dois: Pierre brigou com Fabricio na lateral do campo e ganhou, conduziu e cruzou rasteira, lembrando Cesar Sampaio. Alex Mineiro, lembrando Evair, esticou a perna e meteu pra dentro, fechando a goleada de 5x2 que lembrou o time de 93, que há 15 anos nos brindou com uma das maiores partidas da História da Sociedade Esportiva Palmeiras. O nove-nove ainda podia ter feito o sexto, mas sofreu pênalti de Fabio. Heber mandou seguir, e ficou nisso.

Muito importante ressaltar que a partida mudou completamente de figura com a expulsão de Tiago Martinelli. Enquanto teve 11 jogadores, o Cruzeiro dominou o Palmeiras, e a jogada que inverteu o panorama do jogo foi obra do talento de Valdivia. Podia ter dado tudo errado e a chance de estarmos muito bravos lamentando uma derrota em casa foi grande. Estranha a postura do Cruzeiro, que largou o jogo de mão. Não temos nada com isso e fizemos a nossa parte, para fechar uma semana espetacular. Por enquanto, quinto lugar, comboiando os líderes. O objetivo passa a ser conquistar a liderança em cinco ou seis rodadas, pra não largar mais até o fim do ano.

Atuações:
Marcos: duas grandes defesas, e um frangaço. Uma das defesas foi decisiva para o resultado do jogo. O frango, não. E ainda bateu no peito. Querem saber? DEZ PRO MARCÃO!
Elder: mais uma vez, muito discreto. Ok, prefiro um lateral discreto do que um que me chame a atenção todo jogo de tanta burrada. 6
Gustavo: levou um currupio do Porpeta no início do jogo que deu vergonha. Depois, se achou no jogo. 6,5
Henrique: também foi envolvido no início do jogo, mas depois mostrou que não sentiu a má atuação na seleção e ainda deixou o dele. A homenagem ao Marcos foi legal. 8
Leandro: excelente, estava com o pé calibrado. Precisa voltar a ser regular. 9
Pierre: vacilante no início, tirou tudo do meio do primeiro tempo pra frente, sendo talvez um dos responsáveis pela apatia cruzeirense. Travou um duelo interessante com Fabricio. No final, a jogada do quinto gol foi magnífica. 9
Leo Lima: fazia uma partida mediana quando foi sacrificado. 6,5
Martinez: como todo o time, mal até a jogada do pênalti em Valdivia. Depois cresceu. 6,5
Valdivia: jogadas decisivas, com inteligência e talento. Um golaço da entrada da área, passes precisos e objetivos, hoje foi o Mago que pagamos ingresso pra ver. 9,5
Kleber: era o melhor do time no início, com bastante vontade, apesar do individualismo. Depois, só bateu carimbo. 6,5
Alex Mineiro: mais uma partida correta. Artilheiro vive de gols, ele fez dois, além de buscar jogo, abrir espaços e marcar saída de bola. Já é o vice-artilheiro do campeonato. 9
Diego Souza: parece que tirou a zica. depois de um início ruim, desencantou no segundo tempo e desabafou com a torcida na comemoração - tirou a camisa e levou cartão de forma infantil. Mas está desculpado, que tenha sido o início da redenção. 8,5
Fabinho e Wendel: mal deu pra ver que entraram. S/N
Luxa: ia tomando um vareio do Adilson, até que o novato lhe deu um presente recuando o tme. Luxa não perdoou e se salvou. 6,5

12 junho, 2008

Caubóizinho safado de segunda...

Pois é pessoal...

O índio ganhou do caubói... o caubói era de segunda classe e deu nisso...

Este ano está sendo muito divertido! Os caras foram crescendo, devagarzinho, de repente todo mundo achava que eles iam ganhar, eles se encheram de arrogância mesmo estando na segunda divisão e... tomaram!

Pergunta: será que agora a Libertadores ficou mais difícil pra eles? hahahaha...

Deixe aqui seu chupa pra gambazada, parmerista... o único time paulista a ser campeão este ano continua sendo o Verdão!

CHUUUUUUUUUUUUUUUUUPA GAMBAZADA!!!!

11 junho, 2008

Parpites: Palmeiras x Cruzeiro

No Palestra, o Verdão recebe o Cruzeiro para tentar apagar a impressão bisonha deixada na última partida, e de quebra reduzir a diferença para o líder - o próprio Cruzeiro - que já está na casa de seis pontos.

Para isso, foi necessária uma boa conversa entre diretoria e comissão técnica, e depois das declarações de Luxemburgo de que fica, as coisas tendem a voltar ao normal, principalmente com as voltas de Henrique e Kleber, e a barração (finalmente) de Denilson.

Assim, o Palmeiras volta às vitórias com um placar de 2x1, com dois gols de Kleber, para 11.588 pagantes, e com a paz voltando a reinar no Palestra e na Academia.

Parmerista, deixe nos comentários seu parpite para a partida, e concorra a uma camisa oficial do Verdão igual à que a Juliana recebeu, mais uma porção de brindes da adidas. Registre seu placar, artilheiros e público pagante, além de seu nome completo e e-mail, e boa sorte.

08 junho, 2008

Sport 2x0 Palmeiras

Impressionante como no futebol as coisas mudam a uma velocidade incrível. Há coisa de cinco semanas, vencíamos uma final de campeonato por 5x0, e estávamos no céu, e esses jogadores eram mais que heróis, eram quase deuses. Hoje, os mesmos jogadores são capazes de nos matar de raiva e vergonha. A exibição de hoje na derrota por 2x0 para o Sport, na Ilha, fez lembrar os piores times do "bom e barato". Só que esse time é caro, muito caro.

Nem há muito o que se dizer taticamente. O time não trocou três passes seguidos. Contra um adversário frágil, mas com muita vontade, tomou um passeio. Assistiram os reservas do Sport tocarem a bola, fazerem suas tentativas de forma medíocre, e conseguirem seus gols sem proporcionar a menor dificuldade.

A apatia do jogo contrastou fortemente com a animação do rachão, no dia anterior, conforme vocês podem ver no post de sábado. Não se vê vontade de jogar pelo Palmeiras, em fazer o grupo evoluir. A cabeça de alguns está longe. E isso contagia negativamente todo o grupo, que se mostra fraco de personalidade. Paradoxalmente, boleiros gostam de jogar bola, então, no treino, sem guardar posição e sem responsabilidade, eles jogam mesmo.

Caberia ao comandante identificar o problema e corrigi-lo. Luxemburgo poderia facilmente pegar esses dois ou três e dar um jeito, seja através de um chá de banco, seja através de um fenomenal esporro, seja através de papo, sei lá...

Mas o pior é que o próprio comandante parece estar padecendo do mesmo mal. Não se vê disposição em Luxemburgo em fazer esse grupo funcionar. É como um inquilino que está para mudar de casa, e deixa de dar a manutenção no imóvel que ocupa. Luxa já há três jogos não se levanta do banco, não orienta, não exige, não corrige, nada. Apenas bate cartão. É pouco para quem ganha R$500 mil por mês. Mesmo que esteja de saída, por esse valor é de se esperar dedicação total até o último segundo em que for empregado do Palmeiras. De se esperar, e de se exigir.

Desta forma, os holofotes devem virar para quem pode fazer isso, tanto dos jogadores quanto do professor: a diretoria de futebol, nas figuras de Toninho Cecílio e Gilberto Cipullo. Vivemos drama semelhante em 2006, na mão de Leão, que perdeu o comando do grupo, que virou a casa da mãe joana sem qualquer intervenção do então diretor de futebol Salvador Hugo Palaia, e precisou tomar de 6 do Figueirense para acordar para a vida.

O torpor da conquista do Paulista já devia ter passado há muito tempo. Temos um campeonato pesado pela frente, que ainda está começando, e já desperdiçamos alguns pontos importantes. Há tempo suficiente para recuperar o terreno perdido, e para isso é necessário que quem for envergar a camisa do Palmeiras o faça com a devida dignidade. Quem não estiver a fim, área. Vaza. A partir do próximo jogo.

Diretoria, mais do que nunca, é hora de mostrar que a competência não é só na hora de atrair investimentos ou de fechar bons negócios. Competência também é gerenciar dia-a-dia e exigir resultados, principalmente quando eles deixam de vir por negligência. É saber que somos parte de um mercado menor, e que há períodos em que as transferências se intensificam, e é preciso estar preparado para eles.

Sabendo que no futebol as coisas mudam muito de forma bastante rápida, e com as arestas sendo aparadas como se devem, podemos perfeitamente daqui a cinco semanas estar curtindo uma ótima fase e uma posição de destaque na tabela, rumando firme para a conquista do campeonato. Condições para isso, há. Mais do que nunca, é hora de trabalhar.

E deixem a política para quem tem que fazer política.

Atuações: ZERO PARA TODOS, tirando o Marcos, que leva 6.

07 junho, 2008

Academia: videorreportagem

Pessoal, estive agora há pouco na Academia de Futebol acompanhando o treino, e acabei fazendo uma videorreportagem. Como vocês sabem, eu não sou jornalista e não levo muito jeito pra coisa, mas valeu como uma grande brincadeira.

A Juliana Dourado foi a vencedora do parpite do último jogo contra o Atlético-PR, e é uma grande fã do Pierre. Desta forma, com a ajuda do Fabio Finelli, assessor de imprensa do clube, a entrega dos prêmios foi feita de forma especial.

Espero que vocês gostem dos vídeos. Pra mim foi uma grande diversão. Vocês poderão ver o Pierre entregando os prêmos pra Juliana, depois lances do rachão, onde os caras se xingam o tempo todo (mas sempre em tom bastante descontraído, o clima é muito bom). Depois, treino de pênaltis, e rápidos bate-bolas com o Valdivia, com o Luxa e com o Marcão.

Agradecimentos especiais mais uma vez, ao Finelli, e à Adidas, que continua sendo a grande parceira do blog e proporciona esses prêmios aos leitores. Parabéns Juliana!

*tem um pessoal que mora fora da capital que acertou os parpites há algum tempo e ainda não recebeu os prêmios: desculpem aí, turma, e tenham só mais um pouco de paciência, calma que eu mando, eu juro que eu mando!





Parpites: Sport x Palmeiras

No Recife, em clima de guerra, o Verdão vai a campo pegar os reservas do Sport, e deve vencer com certa facilidade. Os caras são chatos, mas como vão jogar a final contra os gambás, acabam fazendo a gente torcer pra eles, mesmo não tendo a menor chance. Que coisa. Mas amanhã a parada é contra nós e pelo Brasileiro, então vamos pra cima.

Para 16.222 pagantes, o Verdão ganha por 3x0, gols de Valdivia, Diego Souza e Pierre. Três pontos na bagagem, e vaguinha no G4.

Pessoal, já sabem: deixem nome completo, placar, artilheiros, público pagante e e-mail e concorram a uma camisa oficial do Verdão, e a mais um monte de brindes da Adidas. Boa sorte.

04 junho, 2008

Filme de caubói

A final da Copa do Brasil será disputada entre o Sport e o gambá, e o primeiro jogo é logo mais. Nem vou ver. Prefiro assistir a um jogo muito mais interessante, que será Fluminense x Boca. Claro, de rabo de olho, vou torcer pro gambá perder, mas só de rabo de olho. Afinal, trata-se de Corinthians contra um pequeno numa final. Não que eles sejam grande coisa, claro que não. É que, pra começar o juiz será Heber Roberto Lopes. Nossa... Ponte Preta (Dulcídio), Portuguesa (Castrilli) e Brasiliense (Simon) sabem bem a que me refiro, só para citar alguns.

Mas todos têm o direito de sonhar, e se o Once Caldas ganhou uma Libertadores em cima do Boca, por que o Sport não pode ganhar uma Copa do Brasil? A chance existe, o time do gambá é ruim demais, tem jogo que nem juiz dá jeito.

Mas o que chama atenção mesmo é a marra que os dirigentes do Sport estão botando já há algumas semanas. Os pobres foram tomados por um sentimento de macheza típico de quem precisa mostrar algo para alguém - haja psicanálise. Conseguiram um espaço na imprensa (mais precisamente, um jornal e uma rádio paulistas, um doce para quem adivinhar quais) para detonar seus eleitos "inimigos", e adivinhem qual foi o preferido? Não, não foi ninguém do gambá, o adversário da final. Foi o técnico do Palmeiras!

Ocorre que as declarações foram tão virulentas, que realmente chega em certos momentos a despertar a ira dos palmeirenses, quase nos faz torcer contra. Ou melhor, um absurdo, uma heresia, que seria torcer para os gambás. Sem chances...

Vou continuar na minha discreta secação ao nosso rival, e se isso significa torcer para esse ignóbil Sport, sem problemas. O Sport, caso a zebra resolva passear e vencer o gambá, não terá conquistado nada que o Paulista de Jundiaí, o Juventude, o Criciúma e o Santo André já conquistaram. Eu sei, para quem nunca comeu mel...

Mas nem vou me preocupar muito, como disse meu amigo Roberval, é inútil, é como torcer para o índio em filme de caubói americano. Mesmo que seja um caubói todo mulambento e maltrapilho. Mas se o índio ganhar, ele vai continuar sendo apenas o que já é, jamais será um rival à altura do Palmeiras, e mais cedo, mais tarde, voltará a seu habitat natural que é a segunda divisão. Será legal sacanear mais uma vez a gambazada, e ainda teremos um brasileiro forte a menos na Libertadores do ano que vem (pensando bem, isso ocorrerá de qualquer forma).

E aos palhaços que resolveram "dar declarações", fiquem tranqüilos que a Justiça os chamará... Vai doer no bolso...

03 junho, 2008

Gladstone e Evandro

A diretoria, a despeito da grave crise política, continua se mexendo e dando mostra que não se trata de mágica, mas sim de trabalho. O pessoal que comanda o futebol pode ter suas deficiências no que diz respeito a relacionamento entre grupos dentro do clube, mas montando times e administrando elencos é inquestionavelmente competente.

Enquanto clubes rivais e inimigos penam atrás de nomes para reforçar seus elencos, improvisando jogadores com freqüência incrível, o Palmeiras traz dois nomes bastante interessantes para compor a zaga e a meia. Evandro chegou hoje e Gladstone, se confirmado, deve se apresentar ainda esta semana. São nomes que seriam titulares na maioria dos clubes que disputam o Brasileiro. O zagueiro, aliás, vem para jogar, caso seja mesmo confirmado.

Com isso, o elenco fica apenas carente de mais um zagueiro (principalmente depois da cirurgia a que David teve que se submeter), de mais um meia e de um atacante de nome. O Euro começa esta semana, e ao seu final, o mercado estará bastante agitado, devemos perder alguns nomes, mas outros devem chegar. Vamos aguardar. Por enquanto, o elenco está assim:

Goleiros:
12 - Marcos
1 - Diego Cavalieri
45 - Bruno

Laterais-direitos:
2 - Elder Granja
21 - Fabinho

Zagueiros:
3 - Gustavo
28 - Henrique
14 - David
17 - Maurício
4 - Gladstone

Laterais-esquerdos:
6 - Leandro
26 - Jefferson





Volantes:
5 - Pierre
27 - Leo Lima
11 - Martinez
13 - Wendel
18 - Francis
20 - Sandro Silva
29 - Jumar

Meias:
7 - Diego Souza
10 - Valdivia
15 - Deyvid Sacconi
8 - Evandro

Atacantes:
9 - Alex Mineiro
30 - Kleber
19 - Denilson
23 - Lenny
25 - George Preah
31 - Max










02 junho, 2008

Luxa pensando na França

Perguntado pelos repórteres sobre uma possível negociação com o Lyon, já que o próprio site oficial do clube anuncia que Luxa é um dos cotados para assumir o heptacampeão francês, nosso comandante não saiu-se bem como de costume.

Claro, ele não confirmou nada. Mas nem precisou. De cara, quem o conhece sabe que se não houvesse conversas, ele negaria de forma categórica e até desafiadora. Não o fez. Preferiu criticar a postura de torcedores que chamam técnicos que trocam de clubes com o contrato em vigência de "mercenários". Parecia que estava dando uma desculpa antecipada. Finalizou dizendo que não responderia, e que quando ele for sair, a imprensa ficaria sabendo.

Com o ambiente político do clube conturbado, é natural que Luxa bote as barbas de molho. Diante de uma oferta como essa, para trabalhar na França, em Lyon, uma espécie de Curitiba francesa, não é de se espantar que um cara como Luxa ouça a proposta e pense a respeito.

Inteligente como é, mesmo que a oferta financeira seja vantajosa, Luxa deve recusa. Pois se sair, abandona mais uma vez um projeto no meio, no mesmo clube. Desta vez, o faria com um título nas costas, mas mesmo assim não pegaria bem. Há outros parceiros envolvidos e o filme em clubes brasileiros, se não se pode dizer que queimaria, mas daria uma bela chamuscada. Luxa confia demais no poder curativo do tempo e acha que a falta de memória das pessoas dura para sempre.

Além disso, desperdiçaria mais uma vez uma oportunidade de levantar uma Libertadores para pegar um time que não aspira nada em âmbito continental, e que tem apenas a obrigação de vencer o fraco campeonato francês. E se perder, será vergonhoso, já que são sete conquistas consecutivas. Pouco a ganhar, muito a perder. Bobagem.

Luxa, abre o olho. Dessa vez, fique "só com seus quinhentinhos" por mês por aqui que tá bom. O desafio profissional não é tão legal assim pra quem já teve o Real Madrid. E vamos e venhamos: VOCÊ TEM O PALMEIRAS NAS MÃOS!

Palmeiras 1x0 Atlético-PR

Numa noite muito fria, o Palmeiras não fez a menor força para aquecer o pequeno público que compareceu ao Palestra e fez apenas o suficiente para vencer o Atlético-PR por 1x0, e ainda fez um certo esforço para deixar os paranaenses empatar. Desta vez a sorte - e o bandeirinha - estiveram do nosso lado, e saímos com os três pontos.

A maioria dos jogadores oscilou demais durante o jogo, não houve um ritmo constante de produção. Denílson começou o jogo a 500 por hora. Escalado como atacante, chegou a vir buscar bola na intermediária no início do jogo. Distribuiu bolas, virou jogadas, parecia que era a noite dele. Mas o time ainda estava a 5 por hora, e nada aconteceu. Durou apenas 15 minutos, depois disso Denilson não acertou mais nada.

Foi quando Alex Mineiro e Leo Lima entraram no jogo. O primeiro, aceso, se movimentando e tentando finalizações. O segundo, ocupou a meia, apesar de estar escalado como volante, e passou a ser o condutor das jogadas. Mas Kleber, Denilson e Diego Souza não acompanhavam o ritmo.

O Atlético se aproveitou da ausência de Pierre e da sonolência de Martinez e usou um enorme buraco em nossa intermediária para arriscar algumas jogadas principalmente com "Walysson". Numa delas, o avante saiu livre na frente de Marcos, mas o bandeira parou a jogada. O paranaense ainda empurrou para as redes, mas o lance já havia sido parado havia algum tempo. Erradamente, já que Leo Lima, aberto pela lateral, dava condições.

E foi com esses erros de posicionamento na proteção à defesa que Marcos ainda passou alguns sufocos no primeiro tempo, apesar do esforço da zaga reserva formada por Gustavo e Mauricio. Do nosso lado, apenas algumas chances de bola parada. Muito pouco para quem havia levado um esporro durante a semana devido à atuação apagada conra a Lusa.

O time voltou igual, mas diferente, se é que me entendem. Igual porque apenas alguns estavam acesos, e diferente porque eram outros jogadores, como num rodízio. Leandro voltou do vestiário encapetado, Diego Souza mais ligado e Denilson... Denilson se esforçou, mas não acertou nada...

Numa bonita jogada, Kleber recebeu a entrada da área e rolou para Diego Souza, que tinha até a chance de concluir, mas estava pressionado. De forma inteligente, tocou de lado para Alex Mineiro, que concluiu entre o zagueiro e o goleiro, que ainda tocou nela. 1x0, e o fã-clube em Curitiba deu piruletas de alegria.

Logo em seguida, o NOVE-NOVE abriu com consciência para Leandro, que de primeira fez um cruzamento primoroso na cabeça de Diego Souza, que testou com estilo, e a bola saiu raspando. Foi a melhor seqüência do Palmeiras na partida.

Luxa promoveu a entrada de Jumar, estreante, no Denilson, e ele se mostrou um Makelele Plus. Volante, marcador, e cai pela direita. Mas também cai pela esquerda, e surge como elemento-surpresa de centroavante. E no Paraná chutava, e bem, de longe; hoje não teve a chance. Começou bem.

Por falar em chutes de longe, Leo Lima abusou das tentativas. Corretamente, já que o campo estava molhado pela chuvinha fina que caiu durante o jogo. Mas ele não acertou uma sequer no gol. Aliás, o campo já não mostra as imperfeições vistas durante o Paulista. Parecia realmente um tapete. Quando foi pra avacalhar o gramado, avacalhamos. Agora, aplaudimos. Parabéns (mas era pra ter ficado assim antes).

O Palmeiras ainda teve as entradas de Sandro Silva e Lenny, que nada de eficiente fizeram, e quem levou mais perigo foi o Atlético, com um a menos durante boa parte do segundo tempo. Marcelo Ramos conseguiu cabecear no meio de cinco defensores nossos por duas vezes, e o gol não saiu porque... sei lá por que... era o Marcelo Ramos, logo ele, que sempre faz gol contra nós.

No final, a vitória e os três pontos, a boa partida de Alex Mineiro e a boa estréia de Jumar foram o saldo positivo. De negativo, a expulsão de Kleber, injusta, e a entrevista de Luxa que não soube sair do cerco dos repórteres e não conseguiu disfarçar que está negociando, e forte, com o Lyon. Talvez por isso tenha ficado tão apático durante o jogo. Sentadão, quase não orientou o time - e não foi por falta de necessidade. E não venham falar que foi pra poupar o elegantíssimo traje.

Atuações:
Marcos: muito bem quando exigido, falhou apenas numa saída de bola. 8
Elder: apagado, disperso. 4
Gustavo: desprotegido, fez o possível para quem estava sem ritmo. É muito bom por cima em bolas verticais. Em bolas cruzadas, um desastre. 5,5
Mauricio: primeira prova de fogo, foi razoavelmente bem. 6
Leandro: alternou momentos ótimos com péssimos. 5
Martinez: não sabe fazer a do Pierre. Quando resolver fazer a dele mesmo, também foi mal. 4
Léo Lima: consciente no posicionamento e nos passes, mas falhou nos chutes de longa. 7
Diego Souza: mais uma vez um vaga-lume. Quando acende, é letal. 7,5
Denílson: deixa pra lá. 3,5
Alex Mineiro: boa partida, além da obrigação de colocar pelo menos uma pra dentro, movimentou-se, distribuiu jogo e marcu a saída de bola. 8,5
Kleber: é inegável que está com vontade, mas parece meio deslocado do resto do time. 6
Jumar: boa estréia, tem potencial para entrar na disputa por uma vaga de titular. 7
Lenny: nããão, Lenny! 4,5
Sandro Silva: entrou pra fazer a do Pierre, mas o máximo que conseguiu foi duas vaias por dois lançamentos desastrados. 4
Luxa: desligado, quietão, mas escalou bem e mexeu bem. A postura na coletiva preocupou. 6

01 junho, 2008

O que se passa na cabeça do presidente?

Os reflexos da eleição para vitalícios no Palmeiras na última segunda-feira se fizeram ainda mais presentes. A eleição de conselheiros ligados à oposição e a não-eleição de alguns conselheiros ligados ao movimento Muda Palmeiras tiveram suas conseqüências explicitadas ontem, sábado, dia tradicional de ferveção política no clube.

O blog apurou que o descontentamento por parte da ala dominante da situação é que haveria um excesso de soberba por parte do grupo Muda Palmeiras, principalmente pelo fato do time ter finalmente conquistado um título. O resultado da eleição, na melhor das hipóteses, foi um aviso para baixarem a bola. O grupo Muda Palmeiras, por outro lado, se sente traído pela falta de apoio político. E fica indignado com a vontade do presidente em prorrogar o mandato. A tensão não foi contornada, e o rompimento é quase certo.

Ontem, do grupo Muda Palmeiras, apenas um conselheiro apareceu no clube, e mesmo assim, rapidamente. Já a oposição, refestelou-se no espaço onde a politicagem come solta, a lanchonete central do clube. Conselheiros que há muito não apareciam, deram as caras, muito sorridentes e barulhentos. O grande cacique, triunfante, falando alto e grosso. E o pior: gente que até outro dia sentava em mesas separadas, sentaram juntos e beberam da mesma garrafa. Aliás, diga-se: voltaram a se sentar juntos. Nos 12 anos anteriores a Della Monica, todas as mesas tinham apenas um dono.

Os conchavos que começaram dar mostras que podem sair são muito preocupantes. Mustafá mostrou uma força política que, sabíamos, existia, mas estava desarticulada. A tensão entre o presidente e o grupo Muda Palmeiras permitiu que essas pontas que estavam desatadas se reaproximassem. E o que parecia impossível parece que pode acontecer: uma grande aliança entre atuais partidários de Della Monica e Mustafá. A porteira foi aberta, e todas as ovelhas estão desgarradas.

O apelo feito esta semana aos atuais membros da situação, para que costurassem suas diferenças e mantivessem a aliança firme, não foi ouvido, e o jogo desgraçadamente recomeçou do zero. O título paulista, que parecia a um trunfo imbatível, não está contando. Sim, parmeristas, corremos o risco de ver o pesadelo começar novamente. Podemos ver ano que vem o bom e barato de volta, Missos, Panteras, Rovilsons e Boiadeiros. Marcos Aurélios e Celsos Roths.

Estaríamos diante de um jogo de xadrez. O rebanho de conselheiros, em sua maioria, não passa de uma imensa massa facilmente manobrável, que pulam de um lado para outro sem a menor cerimônia. Eles querem é estar junto de quem vai ganhar. Nesse momento de remodelação total do cenário, cinco ou seis lideranças partem em busca dessa grande massa. A dois ou três meses, esses líderes, cada um com suas ambições, terão que colocar suas cartas na mesa, e se mesclarão no final, como sempre, em dois ou três grupos.

A grande decisão ainda me parece nas mãos do presidente Della Monica.

Há que diga que o presidente é uma raposa política. No fundo, diante de um fortalecimento do grupo Muda Palmeiras pela conquista do título, tudo isso é apenas um blefe. Della Monica estaria apenas soltando a linha da pipa, para na hora certa recolher e voltar tudo o que era antes. Durante esse processo, criando a perspectiva de um desastre, teria mais cacife para realinhar os acordos atuais, e assim frearia o crescimento desse grupo, mantendo-o apenas onde já está: com o futebol.

Esta seria uma uma hipótese que, se confirmada, mostraria definitivamente o quanto o presidente Della Monica é uma pessoa inteligente. Desta forma, manteria seu grupo forte no poder, passaria o mandato para alguém de sua escolha, e manteria o futebol forte. Para nós torcedores, que só queremos ver um time vencedor, a manutenção desse grupo e de todos os parceiros já seria satisfatório (não seria o ideal, mas apenas satisfatório). E cada grupo fica com suas feridas para lamber e recomeça a remar.

Mas se não for nada disso e as ovelhas estiverem realmente soltas, com o presidente irredutível em sua idéia de rasgar o estatuto e prorrogar seu mandato, o pior pode acontecer.