Já estamos no dia 27 e nada de anunciar contratações de jogadores, apenas Alex Mineiro, já há mais de duas semanas. Isso pode ser um mau ou um bom sinal. Na verdade, não quer dizer nada.
A torcida, inclusive este que vos tecla, está em polvorosa por causa dessa expectativa. Os rivais vão anunciando seus reforços, e são muito bons. Se o campeonato deste ano não foi um primor de nível técnico, o do ano que vem promete ser bem mais elevado.
O Palmeiras fez grandes anúncios na parte da equipe técnica, na parte financeira... Mas quem é que vai jogar bola?
O fato de ninguém ser anunciado pode significar que, com o anúncio do aporte de R$40 mi pela Traffic, que todas as negociações ficaram muito mais difíceis e que não se está conseguindo entrar em acordo financeiro com ninguém. Ou pode significar que as negociações já concluídas estão se mantendo em sigilo para não atrapalhar as que estão em andamento. O fato é que nenhuma informação confiável vazou até agora. O que há é muita, muita especulação.
Se, de fato, as negociações estão sendo mantidas em sigilo, parabéns à diretoria. Essa expectativa torturante vai ter valido a pena quando anunciarem aquele pacotão que vai deixar os rivais apavorados. Mas se me aparecerem só com 3 ou 4 da Portuguesa e do Coritiba, aí complica.
Não há motivos para pânico por enquanto. Os anúncios de fim de ano que denotam a seriedade da diretoria, somados à perspectiva dos jogadores de poder trabalhar sob o comando de Luxemburgo, fazem com que possamos alimentar esperanças de um belo pacote a ser anunciado a qualquer momento.
Mas sabe como é, né... quem já teve Palaia como diretor é gato escaldado...
Vamos tentar fazer uma lista de nomes especulados até agora:
Lateral-direito: Elder Granja (Inter) Zaga: Henrique (Coritiba) Lateral-esquerdo: Leonardo (Lusa) Volante: Maldonado (Santos) Meias: Pedro Ken (Coritiba), Diego Souza (Grêmio), Thiago Neves (Fluminense) Ataque: Liedson (Sporting), Fred (Lyon), Keirrison (Coritiba), Diogo (Lusa)
E ainda podemos esperar surpresas. Aliás, devemos - tem posição aí que tá com especulações muito fraquinhas, apenas promessas. Enfim, como diz o Jota, o melhor da festa é esperar por ela.
Fiquem espertos aqui no blog que podemos ter novidades a qualquer momento.
***
Amigos, nosso companheiro de tantas batalhas palestrinas, o Cassiano, está passando por um momento extremamente doloroso com a perda de entes queridos. Peço a todos os leitores que dediquem um minuto de suas orações à família deste grande palmeirense. FORÇA, CASSIANO.
O diretor de futebol do Palmeiras, Genaro Marino, finalmente anunciou uma medida há muito tempo ansiada no clube: o fim do chamado Palmeiras B, apelidado informalmente de "Palmeiras Business".
O clube contava com duas estruturas paralelas, cada um com cerca de 25 jogadores: o time júnior, nas mãos do trapalhão técnico Grandini, recentemente demitido, e o malfadado Palmeiras B, que disputava a Copa Federação e a divisão A2 (rebaixado para a A3) do Paulistão. Nenhuma das duas estruturas justificava a sua existência, principalmente porque acabavam concorrendo entre si e disputando campeonatos em períodos determinados, permanecendo ociosos nos meses restantes do ano. Um modelo deficitário, pouco competitivo, e por que não dizer, burro.
Assim, segundo Marino, o time júnior (sub-21) absorverá o pouco que puder ser aproveitado do falecido "Palmeiras Business", e será criado um novo time a ser batizado de "superjúnior", que disputará todas as competições durante o ano, numa estrutura permanente.
As categorias de base do Palmeiras deram um visível salto de qualidade nos últimos dois anos. Com exceção do time júnior, que inexplicavelmente ficou na mão de um profissional absolutamente incompetente, todas as outras categorias vêm dominando o cenário, tendo o Palmeiras sagrado-se campeão em dezenas de torneios.
Agora as divisões de base contam com reforços na estrutura como refeitórios e alojamentos modernos, bem como o apoio financeiro da FIAT. A legislação permite que se faça contratos a partir dos 16 anos, e quanto a isso o clube conta com a vigilante retaguarda do diretor Savério Orlandi. E antes dos 15 anos, com uma estrutura dessas à disposição, não há vizinho mal-intencionado que consiga aliciar os menores de 15 para pularem muro nenhum.
As boas notícias não param, amigos parmeristas. Aguardamos ainda ansiosamente pelo pacote de reforços. Fiquem atentos que poderemos ter novidades a qualquer momento.
Amigos, foi anunciada agora há pouco no clube a parceria entre o Palmeiras e a FIAT, que terá a honra de estampar sua logomarca no manto sagrado alviverde.
O fantástico blog Terceira Via Verdão, do meu amigo Vicente Criscio, faz uma completíssima análise da parceria. Acessem o post e tenham acesso a todos os números e possibilidades que o acordo proporciona.
Depois do anúncio da Arena, de Vanderlei Luxemburgo, da parceria com a FIAT, ficam faltando apenas as mangas da camisa e o pacotão de jogadores, advindo da parceria não anunciada oficialmente com a Traffic.
E de quebra tivemos a dispensa de Caio Junior, de Edmundo e o rebaixamento do Gambá... Viram como valeu a pena serem bons meninos durante todo o ano?
Nota veiculada hoje no opulento Painel FC da Folha de S.Paulo:
Coroa. No coquetel em que conselheiros palmeirenses celebraram o plano de reforma do Parque Antarctica foi festejada a Traffic, empresa que aumentará seu investimento em jogadores para o clube. Ecoava o coro "Ei, ei, ei, J. Havilla é nosso rei", em homenagem ao dono da firma.
Mentira deslavada. Isso jamais aconteceu. O espaço, que inacreditavelmente permanece tendencioso e atendendo a interesses de grupos políticos cada vez mais insignificantes no clube, passa incólume pela aura de defensor da ética e da moral que o jornal atribui a si mesmo. Que vergonha, Folha!
Enquanto isso, um conhecido cacique do grupelho, que outrora esbravejava pelas mesas do clube perguntando sobre os milhões que a nova diretoria prometeu que traria, agora passa ungüento nos cotovelos...
A contratação anunciada de Vanderlei Luxemburgo (aqui no blog nao vai rolar W nem Y, me desculpem) é o maior reforço anunciado pela diretoria neste final de ano. Luxemburgo é comprovadamente vencedor e seus times não são medrosos. Sua presença impõe respeito dentro de nosso elenco, nos nossos adversários - times e torcidas, e intimida arbitragens e até cartolas. Tem enorme acesso a um vasto leque de agentes, e com dinheiro à disposição, injetado pela comentada mas ainda não oficializada parceria com a Traffic, deve montar um time de muito, muito respeito para o próximo ano.
Num outro post eu pretendo discorrer sobre mais aspectos do polêmico técnico, inclusive sua última passagem pelo clube em 2002. Mas neste momento, pretendo dar meus pitacos no listão de contratações e dispensas. Bem resumidamente, vamos ao veredito das atuações de cada jogador em 2007, e sua permanência ou não para 2008, segundo o blog.
Lá vem o listão do Parmerista:
1- Marcos - fora de questão: fica. 2 - Paulo Sérgio - esforçado, gente boa. Adeus, Paulo Sérgio. 3 - Dininho - ganha mais que joga... mas fica. 4 - Edmilson - pode ficar, tem jogo que é bom ter um zagueiro rebatedor. 5 - Pierre - fica, claro! 6 - Leandro - nas mãos de Luxemburgo foi o melhor lateral do Brasil, em 2003. Fica. 7 - Edmundo - sua dispensa já é certa, a primeira. Pelo blog, seria o primeiro a ser dispensado. Uia! 8 - Wendel - fica, 2008 deve ser o ano do estouro. 9 - Osmar - outro que deve crescer demais nas mãos de Luxa. 10 - Valdivia - que mané vai pro São Paulo o que... 11 - Deyvid Sacconi - bem que poderia dar um rolê emprestado. 12 - Diego Cavalieri - o melhor goleiro do ano sairia só por uma grana muito boa. Como a Libertadores miou, vai sair por qualquer coisinha. Tomara que haja condições de segurá-lo. 13 - Amaral - continua onde tá que tá bom! 14 - Nen - hora de dar área, valeu por tudo. 15 - Francis - demorou, craque-sabonete. 16 - Caio - meu filho, a hora é agora. Ou vai ou racha. 17 - Wiliam - um rolezinho também cai bem. 19 - Makelele - belíssima aquisição de Milhouse. 20 - Max - Camargo Correa nele. 21 - Luis Maluco - não deveria ficar. Mas não sei por que, pra mim fica. Cismei com o menino, pronto. Ainda vai fazer um gol inesquecível. 22 - David - precisa de mais cancha e menos gente passando a mão na cabeça - empresta. 25 - Martinez - esse nas mãos do Luxa vai jogar bola. 26 - Gustavo - o xerifão deve emplacar seleção em 2008. 27 - Valmir - aproveita a convocação pra sub-20 e vende bem. 28 - Luiz Henrique - adio! 29 - Rodrigão - poderia render bem, mas sua saída já foi sacramentada. 45 - Bruno - será definitivamente apresentado à torcida.
Desta forma, do elenco atual, ficaríamos com:
Goleiros: Marcos Bruno O terceiro goleiro viria facilmente dos goleiros da base. Isso se o Diego não acabar ficando, o que seria ótimo.
Laterais: Leandro Problema eterno. Precisamos de dois pra serem titulares. Pra reserva da direita, Wendel quebra o galho.
Zaga: Edmilson Dininho Gustavo Mais dois pra compor elenco.
Volantes: Pierre Wendel Makelele Martinez Dizem que o Rodrigo Souto está chegando. Se vier, o setor fica OK.
Meias: Valdivia Caio A vinda de Thiago Neves é quase impossível, mas a multa pode render uma boa contratação. Precisamos de um pra titular, e um para compor.
Ataque: Alex Mineiro Osmar Luís Maluco Precisamos de um atacante que seja veloz e mais um para compor elenco.
Dois laterais, um meia e um atacante são as contratações-chave. Quatro caras de primeira, jogadorzão mesmo. De resto, são ainda mais 5 contratações para compor elenco - e isso não quer dizer jogadores quaisquer. Tem que ser melhores que os que saíram. Lógico. As categorias de base têm a obrigação de fazer o resto do serviço.
Com esse listão, o grupo manteria metade do time titular, e incrementaria sua qualidade nas posições carentes. Seria um avanço técnico absolutamente necessário. Agora é que vamos ver o resultado do tal planejamento da diretoria. Claro, tudo ficou mais difícil com a perda da vaga na Libertadores. Por outro lado, o festival de boas notícias, principalmente a contratação anunciada de Luxemburgo, deve fazer com que os jogadores facilitem bastante as negociações.
Assim, o time-base para 2008:
Marcos, LD, Gustavo, Dininho e LE; Pierre, Rodrigo Souto (Makelele), ME e Valdivia; Alex Mineiro e AT.
Aguardamos ansiosamente pelo pacotão. E seja bem-vindo, Luxa. Mas estamos de olho.
Depois da dispensa de Caio Junior, esta semana continuou com uma seqüência impressionante de excelentes notícias, algumas já oficiais, outras dadas como certas nos bastidores.
O domingo teve a divulgação da assinatura do contrato com a WTorre a a Amsterdam ArenA, que viabilizará a construção da nossa tão sonhada arena multiuso, moderna, dentro dos padrões FIFA, candidata natural a ser uma das mais importantes sedes da Copa 2014 e fonte de renda extra para o clube.
Depois de oito anos sob o patrocínio das Pirelli, um novo gigante italiano estampará sua logomarca na gloriosa camisa do Verdão: a montadora italiana FIAT. O anúncio oficial acontecerá na próxima semana. Os valores do contrato são inferiores ao que poderia ser caso tivéssemos alcançado a Libertadores - mas mesmo assim é um valor extremamente interessante e adequado ao mercado. Além disso, a montadora será um parceiro em projetos direcionados às categorias de base, que atingiram um grau de excelência inimaginável dentro do próprio clube há menos de três anos. São frutos que serão colhidos a médio prazo, e sem perigo de levar chapéu de ninguém - os contratos hoje são todos muito bem amarradinhos.
As boas notícias não pararam por aí. O empresário J.Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic e palmeirense de carteirinha, fará um aporte de R$ 40 milhões para contratção de jogadores para a próxima temporada. Com a base montada este ano, temos ainda a necessidade de pelo menos cinco grandes contratações. Este valor será suficiente para suprir todas as carências do grupo, à disposição do novo técnico.
Outra informação que corre de forma não-oficial é a de que Vanderlei Luxemburgo já estaria assinado com o Palmeiras, e que o anúncio oficial ainda não foi feito para poupar o treinador de mal-estar com o Santos, e também pra não ofuscar as notícias desta semana, principalmente o projeto da Arena, cujo coquetel de apresentação acontecerá segunda-feira.
Mas ainda há algo que incomoda a torcida: e o time?
Amigos, com essa grana toda à disposição, capaz de seduzir um técnico do quilate de Luxemburgo, e com o tempo passando, alguém acha que as coisas não estão acontecendo?
Os tempos palaianos passam longe, e os anúncios estapafúrdios e as bravatas não fazem mais parte do dia-a-dia do Palmeiras. Conhecendo o estilo das pessoas que estão à frente do time, arrisco dizer que a torcida, apesar de ter toda a razão em ficar apreensiva, terá uma excelente surpresa neste final de ano.
Afinal, quem não se lembra do quádruplo anúncio, feito em dezembro de 1992, da contratação de Edmundo, Antonio Carlos, Edilson e Roberto Carlos?
Posso quebrar a cara, mas acho que teremos algo do mesmo naipe...
A notícia que agitou a noite/madrugada foi a seguinte, extraída do blog de Juca Kfouri:
Valdivia no São Paulo
O meia chileno Valdivia tem praticamente tudo certo com o São Paulo.
Seu empresário, Juan Figer, de ótimas relações com Juvenal Juvêncio, está com a papelada toda quase pronta.
Será o presente de Natal para os tricolores e o de grego para os alviverdes.
***
Amigos, preparem-se para uma campanha sem precedentes do sr. Juca Kfouri contra o Palmeiras.
Será um efeito colateral da parceria entre o clube e o empresario J. Hawilla, dono da Traffic. Hawilla tem um ótimo relacionamento com Ricardo Teixeira, de quem Kfouri é inimigo figadal.
Não faltarão "notícias" como essa. E mesmo a posterior assoprada - a notícia de que Luxemburgo praticamente acertou com o Verdão, tem mais cara de notícia para bagunçar a negociação do que qualquer outra coisa.
Com o rebaixamento do gambá, com as ótimas notícias dos últimos dias - sendo a mais importante delas a do anúncio da nova arena, o Verdão já começa a incomodar, a provocar medo, pânico, nos adversários e nos inimigos.
Valdivia pode ir para o São Paulo, turbinado com a venda de Breno Miau para a Europa? Sim, é uma possibilidade. A multa é altíssima, maior que o aporte de dinheiro que Hawilla está fazendo no clube. Mas eu duvido. O dinheiro dessa venda, mais o advindo da parceria com a Traffic, faria do Palmeiras o comprador com maior poder de fogo do país, de longe, e não haveria Valdivia do outro lado do muro que segurasse o Verdão. Acho que o pessoal da purpurina consegue raciocinar sob essa ótica. Por isso, tranqüilizem-se.
***
E se não for um blefe, se realmente a transferência se concretizar, tudo o que tem que ser feito é o seguinte: no primeiro clássico, o chileno neo-tricolor não deverá sair do jogo com uma joelhada nos rins. Nem com uma perna quebrada.
Deverá sair com AS DUAS PERNAS QUEBRADAS.
Simples.
Nada contra o Mago, claro. Valdivia é um grande cara. Mas sabe como é, guerra é guerra...
Caio Junior já deixou o Palmeiras. Meia hora depois, já estava tudo certo com o Goiás. Se Milhouse tivesse sido tão rápido assim para tomar decisões enquanto era nosso técnico, talvez os resultados tivessem sido melhores.
O início O Palmeiras terminou 2006 com um elenco envelhecido e enfraquecido moralmente pelo quase-rebaixamento. Caio Junior chegou em dezembro e foi determinante na montagem do elenco de 2007. Indicou a contratação de bons jogadores, como Gustavo e Pierre, que quase foi queimado no início do ano de tanto que foi escalado como zagueiro-zagueiro. Depois que passou a ser escalado como 5, e quando finalmente Gustavo resolveu o imbroglio causado por seu agente com o Schalke, o time teve bons momentos (detalhe: o agente é Luis Alberto, o mesmo que tem parte no passe de Thiago Neves).
Forjou a evolução de Wendel e Michael, este muito bem vendido para o futebol da Ucrânia. Mas trouxe também Cristiano, Edmilson cabeça-de-kombi, bancou a permanência de Marcelo Costa por um bom tempo, inclusive como titular, e se orgulha de ter lançado Valmir.
Atuações pífias no Paulista, como a derrota para o Noroeste em casa, e o empate com o Guará com dois a menos foram determinantes para a perda da vaga na fase final para o Bragantino - o mesmo time que depois foi a base do timinho da segundona. Não tem roubo de arbitragem que justifique a perda dessa vaga. Ao mesmo tempo, o Palmeiras era eliminado pelo Ipatinga no Palestra, aí sim, com participação decisiva da arbitragem. No pênalti que seria decisivo que Diego Cavalieri defendeu legitimamente, dentro das regras, o bandeira Marcos Tadeu Peniche (nunca esqueça este nome) mandou voltar, e na seqüência o Palmeiras acabou eliminado após Edmundo e Amaral perderem suas cobranças.
O bandeira roubou, mas o Palmeiras não podia chegar nessa decisão precisando dos pênaltis. Tinha que ter matado o confronto já no jogo de ida. Só que o time mostrou uma característica que o acompanharia durante o ano todo: assim como no decisivo jogo com o Guará, na hora de matar, o time amarelou feio. Faltava a vontade de executar o inimigo. Faltava a faísca de um time campeão. O time era o retrato da impassividade e do titubeio de Caio Junior. Até então, início de abril, todos os times estavam se acertando taticamente, não se via ninguém voando baixo. Era hora do coração decidir, e o do Verdão bateu fraquinho, fraquinho.
Não se trata de querer um cara pulando e dando show para as câmeras. Mas um pouco de janela no futebol nos permite saber que sem vibração, sem pegada, não existe um time campeão. Ainda mais sem tempo para grandes ajustes táticos. Foi assim que o Santos executou o São Caetano.
Na verdade todos estavam com bastante paciência para este período que se chamou de "laboratório". Os resultados poderiam ser cobrados no segundo semestre: um time para, talvez, brigar pelo título; e certamente alcançar uma vaga para a Libertadores e montar uma base sólida para ser apenas lapidada ao final do ano com duas ou três grandes contratações.
Aqui era pra valer A intertemporada de quase 40 dias, até o início do Brasileiro, era a compensação que teríamos pela eliminação precoce nas duas competições, e a perspectiva é a de que chegaríamos com o time azeitadíssimo para o Nacional. Ledo engano. Estivemos presentes a dois jogos-treinos, e foi então que começamos a perceber que a coisa estava feia. O time fez exibições patéticas contra Santo André e Paulista no CT, e não se via absolutamente nada de evolução em termos táticos.
Mas como treino é treino e jogo é jogo, e o coração palmeirense sempre quer acreditar que no final tudo vai dar certo, lá fomos nós para o Brasileirão esperançosos. Pois num campeonato que, apesar da emoção pela competitividade e pelo equilíbrio, foi de nível técnico abaixo de sofrível, o time do Palmeiras oscilou sempre entre a quinta e a décima posição. Chegou a ocupar as posições de Libertadores na reta final (na 32ª rodada foi o vice-líder), mas voltou ao lugar que sempre ocupou depois disso, ao perder quatro das últimas cinco partidas, sendo duas em casa, para Juventude e a última, dolorida, para o Galo.
E durante todo o campeonato, nada de empolgante. Algumas seqüências de 4 ou 5 jogos contra adversários fracos nos davam a falsa ilusão que o time estava adquirindo algum padrão tático. É o lado ruim de se empolgar nas vitórias sobre o timinho da segundona. Não havia articulação lúcida de jogadas. A meia ficava sempre um deserto. Valdivia não tinha com quem tocar curto. Os laterais, apesar de um potencial discutível, pareciam desorientados quanto ao momento de apoiar. Os volantes não tinham lucidez ofensiva. Makelele virava ponta-direita. Luiz Henrique virava lateral. Era um catado.
Com isso, o Palmeiras era um dos cinco piores ataques do campeonato, apesar da defesa ter se acertado. Com a contusão de Edmundo, que impunha sua escalação e mascarava com duas ou três isoladas partidas boas sua completa inoperância, subiu a estrela de Caio, que mais devido ao seu bom desempenho nas bolas paradas do que propriamente como um meia articulador, condutor de bola, distribuidor, levou o time a uma boa arrancada no segundo turno.
Face à mediocridade geral, uma campanha com pouco acima de 50% de aproveitamento era suficiente para manter o time na briga pela Libertadores. As deficiências já eram mais do que escancaradas, Diego não fazia nada além de dar bicões pra frente quando tinha a posse de bola, e o Palmeiras dependeu da sorte.
Sorte que esteve a nosso lado na partida contra o Fluminense, quando o chute de Rodrigão ia para fora e o volante Fabinho meteu contra. O juiz atrapalhou bastante no penúltimo jogo, contra o Inter, mas jogamos tão mal que não podemos reclamar da sorte. Sorte que não nos sorriu quando de novo Rodrigão cabeceou lindamente contra o gol de Juninho, do Galo, que espalmou, a bola foi na trave, voltou pingando na pequena área, mais uma tentativa no rebote e mais uma grande defesa. Era o lance que teria definido o jogo, a classificação, Caio Junior estaria consagrado pela imprensa e talvez até pela torcida, e estaria comandando o planejamento do próximo ano.
Conclusões Talvez tenha faltado nessse time um líder de verdade, que não o Edmundo. Um cara que realmente imbuísse, contagiasse o resto do grupo. Sem ovos não se faz omelete. Também fizeram falta laterais competentes - e hoje, sabemos, um time sem laterais bem acima da média fica bem menos competitivo. E acima de tudo faltou um matador. A contusão de Osmar, a morte de Alemão, a deserção de Florentín, tudo isso prejudicou o time até achar - depois de tentativas com o simpático Luís Maluco e o nada simpático Max - um certo Rodrigão que, no início, judiou da bola de tanta canelada nela, mas que no fim até gol de bike estava fazendo. Tarde demais.
Mesmo essas carências não justificam a absoluta falta de padrão do time. Já que tinha limões, Milhouse tinha que ter feito a tal da limonada. Mas ele não fez nada, apenas trocava o Leandro pelo Valmir, e o Valmir pelo Leandro.
Simpático, inteligente, honesto, articulado, Caio Junior teve como maior mérito manter a ascendência sobre o grupo mesmo com a bagunça tática. Dificilmente os boleiros deixam isso acontecer - boleiro quer ser campeão e quando eles vêem que o professor não está dando conta, eles derrubam mesmo. Caio Junior conseguiu manter qualquer foco de insatisfação contra ele sob controle. Claro que, para isso, teve que se submeter a alguns caprichos do "dono" do time, Edmundo. O episódio da mão que ficou vazia no ar foi humilhante.
Falta para Caio Junior aprender um pouco mais as mumunhas da beirada do campo. Passou a vida toda dentro das quatro linhas, mas ali na área técnica é bem diferente. Como disse boa parte da torcida que pedia sua cabeça durante o ano, fez um estágio no Palmeiras. Que maldade...
Não sei nem se mais tempo na função o fará aprender o que lhe falta. Há quem evolua, há quem não tenha bala pra isso. Não me atrevo a afirmar nada quanto a isso, seria leviano. Por ser uma pessoa correta, que sempre tratou o Palmeiras com respeito, torço para que ele evolua sim, mostre seu valor, e quem sabe até volte para ser campeão por aqui. Mas não estava nem um pouco disposto a ver em 2008 o mesmo buraco na meia, a mesma apatia dos laterais, os mesmos balões do goleiro, e o time amarelar nas partidas decisivas porque não tem confiança em si mesmo.
Os objetivos não foram alcançados. O opcional, que era o título, (olhem que boiada ele pegou - onde já se viu título no Palmeiras ser opcional?) ficou bem longe. Os obrigatórios, que eram a vaga para a Libertadores, e uma base sólida, não vieram. Hoje, o time precisa ainda de pelo menos cinco boas contratações, além de Alex Mineiro que já veio, ou seja, não conseguiu montar um time com padrão, onde duas ou três contratações de impacto seriam o upgrade suficiente.
Caio Junior, boa sorte. Sua passagem nota 3 pelo Palmeiras em 2007 não deixará saudades.
Já tem gente achando que, já que vai reformar, que a capacidade do Palestra poderia ser ampliada para algo além dos 42 mil previstos. Claro, tudo parpiteiro, tudo na base do achômetro e do cornetômetro.
Segue abaixo listagem com as capacidades dos estádios que receberam os jogos das últimas Copas do Mundo, e dos que receberão em 2010 na África do Sul. Com exceção dos estádios dos Estados Unidos, megalômanos por natureza, com base nas últimas Copas e na próxima fica fácil perceber que 42 mil é MAIS do que adequado.
O levantamento foi feito pelo historiador e pesquisador Luciano Pasqualini, que por conta de seu texto "O marketing purpurina" publicado recentemente no blog, recebeu uma série de malcriados e-mails e scraps no orkut enviados por moçoilas com a maquiagem toda borrada, alguns até com ameaças de bolsadas e unhadas. Que coisa!
1990 - ITÁLIA 85.700 Milão - Stadio Giuseppe Meazza 81.000 Roma - Stadio Olimpico 74.000 Nápoles - Stadio San Paolo 68.000 Turim - Stadio Delle Alpi 56.000 Bari - Stadio San Nicola 42.000 Verona - Stadio Marcantonio Bentegodi 41.000 Florença - Stadio Comunale 40.000 Cagliari - Stadio Sant'Elia 39.000 Bologna - Stadio Renato Dall'Ara 38.000 Udine - Stadio Friuli 36.000 Palermo - Stadio La Favorita 35.000 Genova - Stadio Luigi Ferraris
1998 - FRANÇA 80.000 Saint-Denis - Stade de France 60.000 Marseille - Stade Vélodrome 49.000 Paris - Parc des Princes 41.800 Lens - Stade Félix Bollaert 41.200 Lyon - Stade de Gerland 38.500 Nantes - Stade de la Beaujoire 37.000 Toulouse - Stade Municipal de Toulouse 36.000 Saint-Étienne - Stade Geoffroy-Guichard 35.200 Bordeaux - Parc Lescure 33.900 Montpellier - Stade de la Mosson
2002 - JAPÃO/CORÉIA 68.014 Daegu - Daegu World Cup Stadium 63.961 Seul - Seul Sang-am Stadium 55.982 Busan - Busan Asiad Stadium 52.179 Incheon - Incheon Munhak Stadium 43.550 Ulsan - Munsu Stadium 43.188 Suwon - Big Bird Stadium 42.880 Gwangju - Gwangju World Cup Stadium 42.391 Jeonju - Jeonju Castle 42.256 Jeju - Jeju World Cup Stadium 40.407 Daejeon - Purple Arena
70.000 Yokohama - Estádio Internacional 63.000 Saitama - Estádio Saitama 2002 50.600 Shizuoka - Estádio Shizuoka Ecopa 50.000 Osaka - Estádio Nagai 49.000 Miyagi - Estádio Miyagi 43.000 Oita - Estádio Big Eye 42.300 Niigata - Estádio Big Swan 42.000 Sapporo - Sapporo Dome 42.000 Ibaraki - Estádio Kashima 42.000 Kobe - Estádio Kobe Wing
O Palmeiras assinou com a empresa holandesa Amsterdam ArenA contrato para, a partir do ano que vem, concretizar o projeto da nova arena multi-uso no Palestra Itália. O anúncio oficial deve acontecer esta semana em evento com data e local a serem confirmados.
A reforma do Palestra, que contará com a participação da construtora WTorre e de mais dois bancos, começará no início de 2008, tem o cronograma previsto para três anos, e no final de 2010 o Palmeiras terá o melhor estádio da capital paulista, com 42 mil assentos individuais, mais área para imprensa e camarotes com o que há de mais moderno e confortável.
Um novo anel será construído sobre o já existente, desde a curvinha ao lado das numeradas descobertas, até a ponta da arquibancada das piscinas, onde ficam os visitantes. Tenham noção do caldeirão que isso vai virar...
Além de ser uma nova fonte de renda para o clube por ser multi-uso, a nova Arena pretende ser um dos palcos da Copa do Mundo de 2014, provavelmente recebendo os jogos da seleção italiana na primeira fase, além de mais alguns jogos das fases finais.
O contrato foi assinado este fim-de-semana e a diretoria palmeirense não escondia a satisfação pelo êxito nas negociações, que duraram mais de um ano. Parabéns Palmeiras!
Alex Mineiro é do Verdão. O jogador chega emprestado até 31 de dezembro de 2008, e informações dão conta que ele receberá R$ 100 mil por mês.
Com 32 anos, Alex Mineiro não faz parte do perfil de jogador idealizado pela diretoria - aquele que retornará o investimento com uma boa negociação na seqüência da carreira.
Mas se encaixa no perfil de jogador que vai alavancar todo o restante do elenco. O jogador chega com todos os requisitos que a torcida vinha pedindo há muito tempo: experiente, com personalidade, referência na área, matador. Um NOVE-NOVE. Aleluia.
Agora faltam apenas dois laterais, um meia e um atacante de agilidade. Tudo pra ser titular, nada pra compor elenco. Quanto antes se definir o técnico, mais fácil caminhar na direção certa quanto aos reforços que faltam.
Duas ótimas notícias em dois dias seguidos. Que beleza.
Sim, o São Paulo F.C. vive um bom momento e possui uma boa administração, mas como sabemos a mídia exagera nesta "rasgação de seda". A última cena é a do "batismo tricolor" evocando o "vira-casaca" de torcedores rivais, que a mídia divulga como se fosse uma cartada magistral de marketing, sem qualquer avaliação mais crítica. Ainda bem que a mídia está mudando de mãos, e hoje o torcedor se informa mais pelos blogs e e-mails que por jornais. Vamos aos fatos:
O Fracasso O SPFC criou este projeto em 26/08/2006 [a data lembra algo ?]. O projeto informa [ainda hoje] que o batismo é realizado aos sábados, com no máximo 20 crianças. Pois bem, em 70 semanas desde seu lançamento, 60 delas não houve a cerimônica por falta de quórum ... e houveram apenas 10 cerimônias, uma delas num brinde aos associados, ou seja, menos de 200 Pais sãopaulinos se dispuseram a pagar os R$ 120,00 propostos pelo Marketing tricolor.
O Tiro no Pé Para salvar o projeto, o diretor de marketing veio com esta bravata, de que se um torcedor assinar um documento dizendo que era torcedor rival e virou sãopaulino, poderá fazer o batizado de graça, ou seja, receberá o kit composto por uma camisa + 2 fotos + 1 DVD do batismo + 1 botom + 1 vaso com grama do morumbi [outro fracasso, com os restos distribuídos neste pacote].
Resultado previsível: Torcedores sãopaulinos que não tinham recursos para participar, ou achavam caro demais, poderão assinar este documento [é prometido o sigilo das informações], e assim receberá de graça o kit. Em semanas vão divulgar grande procura [ponto positivo], mas não terão nenhum resultado prático de conversão [ponto negativo], terão prejuízo com todo mundo querendo kit de graça [ponto negativo] e vão acabar de enterrar o projeto [ponto negativo].
Virou uma vez... Ainda que tivesse algum sucesso [o que não acredito], quem vira-casaca uma vez, vira novamente no futuro, ou seja, estariam montando uma base de torcedores fiéis ao momento.
Ética e Caráter O clube ajuda a vender e incentivar um conceito de ética e caráter que o define, ou seja, se o momento for ruim, "abandone o barco". Esta é a mensagem subliminar da ação proposta pela sua direção de marketing, totalmente deturpada para a formação de caráter e moral de seus seguidores.
* * * Simpatizantes * * * O clube amplia a fama de torcida que só aparece na boa. Se nos anos 40 a torcida sãopaulina lotava o Pacaembu, nos anos 60 o público sumiu !! Quando disputou a segunda divisão do Paulista de 1991, o Morumbi ficou às moscas ... Esta diferença entre eles e as torcidas do Corinthians e Palmeiras, que se aproximam ainda mais do clube nos momentos ruins, se tornam ainda mais apaixonadas, o marketing deles que trabalha com números, não consegue entender ... ou melhor, entende mas não consegue reverter. Palestrino e corinthiano é formado em casa, na paixão dos Pais, como identificação familiar de gerações. Resta a alternativa de cooptar os que querem sair do armário.
Vergonha da Segundona ou de ser Bambi ? Um dos motes da campanha é a declaração do diretor de marketing, Julio Casares, de que a criança é politicamente incorreta, se sente vulnerável com o time indo mal nas tabelas [segunda divisão no caso do Corinthians], e então prefere associar sua imagem com o vencedor. Há uma verdade nisso, que talvez explique a dificuldade deles em ir além deste ponto, afinal que criança aceita ser chamada de bambi o tempo todo. Tem que ter certa afinidade pra não se sentir ofendida, envergonhada, e resolver mudar de clube...
Julio Cesar Casares Endeusado por muitos jornalistas, o que poucos sabem sobre o diretor de marketing do SPFC, é que ele é empregador de muitos jornalistas, já foi de outros tantos, e deve ter uma fila de curriculuns ajoelhados pedindo uma oportunidade.
Em 1992, aos 30 anos, ele trabalhava no SBT e se candidatou à vice-prefeito na chapa do chefe, Silvio Santos, pelo PFL [atual DEMO], numa aventura que durou alguns dias ... Ficou no SBT até 2004, dizendo que chegariam ao primeiro lugar em alguns anos [como diz hoje no SPFC]. Fracassou, e teria sido demitido em maio de 2004. O SBT quase faliu e hoje luta para se recuperar financeiramente.
De lá foi para a TV Record, na função de Diretor de Planejamento Estratégico, onde hoje divide as funções com o marketing do SPFC.
Caio Junior oficialmente não é mais técnico do Palmeiras.
Ao contrário de vários que já saíram após fracassos, no clube, ele deixa a porta aberta.
É um bom cara. Mas este ciclo se tornou insustentável.
Precisa aprender algumas coisas ainda na função de técnico. Precisa ter mais pulso, precisa ser mais criativo, menos previsível, precisa aprender a motivar um grupo pra entrar com gosto de sangue na boca, entre outras coisas.
Consegue ter o grupo na mão, o que é uma grande vantagem. E de vez em quando vence alguns duelos táticos.
Mas por enquanto o Palmeiras é muito maior do que sua capacidade. Evolua, Caio Junior, e quem sabe um dia nos encontraremos do mesmo lado de novo.
Que o SPFW vive aliciando jogadores de todos os clubes, principalmente os da base, isso todos sabemos. O segredo? Espiões infiltrados. No Palmeiras, eles mantêm gente que disfarçadamente se passam por palmeirenses, que ficam observando os meninos, e depois se aproximam e fazem a proposta indecente.
Mas às vezes as orientações não são bem captadas, principalmente pelos novatos.
Vejam o flagrante do aspirante a espião M. Cunha dirigindo-se ao nosso CT, assim que havia sido designado para uma nova missão no Verdão, onde treinavam as categorias inferiores.
E a imundície foi para o brejo. Comemore, parmerista.
Faz parte do futebol, além de torcer pelo próprio time, torcer pela desgraça do rival. É saudável, é engraçado, é legal. E quando a desgraça é a mesma da qual seu time foi protagonista recentemente, então o gosto é dobrado. Por isso, não caiam no chororô da imprensa de gambá fétida que latiu aos quatro ventos nas mesas-redondas da vida ontem que "quem perdeu a classificação pra Libertadores não pode comemorar nada". Pode sim, seu gambá segundento. Aliás, deve.
Palmeiras e Corinthians são e para sempre serão a maior rivalidade deste país, por mais que as purpurinadas tentem artificialmente mudar esse cenário. Tudo o que acontece entre os dois gigantes tem uma dimensão diferente, e nós temos o privilégio de poder sentir isso. Por isso, comemore.
Claro, temos feridas para lamber. Não vamos fechar os olhos pra isso. Mas seria muita estupidez - ou muito azedume - deixar de saborear a queda deles por causa da pataquada do nosso time ontem. Temos condições emocionais e intelectuais suficientes para fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
Por isso, sacaneie. Avacalhe. Mande seu CHUUUUUUUPA! Eles não diziam que segunda divisão "é coisa de parmera"? Que o "timão é incaível"? Que time grande "não cai"? Pois se prepare para receber de volta todas as respostas que nós, durante esses cinco anos, tivemos que dar entre os dentes. As mesmas respostas que eles sempre desqualificaram. Preparem-se para ver aquela cara de merda, com o agravante que é de quem disse que com eles não aconteceria. Vendetta, amici, vendetta!
Abaixo, vamos tentar reunir o maior número possível de piadinhas, boas ou infames, a respeito do delicioso assunto. Já tive a colaboração de vários parmeristas, que enviaram as suas para o parmerista@gmail.com. Se você tem alguma, mande djá! Este poste será atualizado sempre que chegarem colaborações, por isso, fique atento.
Abaixo, o momento em que, no setor VISA, os parmeristas já desencanados do jogo do Verdão se aglomeravam no saguão à espera da pá de cal. O apito final foi uma explosão inesquecível. Tive a felicidade de estar lá neste momento. Quem há de ousar em dizer que esse povo todo está errado e que o certo era ficar triste pelo nosso time? (colaboração do parmerista TurKo)
(clique nas imagens para fazer o download e azucrinar os gambás)
Futuros gritos da Fiel
Oh Criciúma, pode esperar, a sua hora vai chegar! Não é mole não, os gaviões dominaram o Castelão! Ah, tenho certeza... o meu Timão vai golear o Fortaleza! Ei, você aí, cadê o Avaí? Cadê o Avaí? 1, 2, 3... Brasiliense é freguês! Chora Bahia imundo, o meu Timão é campeão do mundo! Puta que o pariu, a série A o Ituano nunca viu... e nem vai ver! Hei, Marília, vai tomar no @#$!
***
Qual a semelhança entre o time do Corinthians e um aluno da primeira série. Nenhum dos dois sabe ler direito, e no ano que vem vão para a segunda.
***
- "Alô? É do Corinthians?" *Tu, tu, tu, tu...* - "CAIU!"
***
Aki tem um bando de PORCO... Rindo de ti CÚrintia... Tamo rindo mais um poko... Rindo de ti CÚrintia... Tamo rindo até ficar rouco... Tamo rindo até se mijar... Segundona pra ti é poko... Acabou de cair CÚrintia... Vamo vamo gambazão... Vamo gambazão... Pra Segunda Divisão...
***
MANCHETES ESPORTIVAS 2008
Maio/2008 Timão estréia com otimismo na série B Derrota em casa na estréia não desanima, diz Geninho Empate heróico com Fortaleza motiva jogadores Corinthians perde para a Ponte Preta no Pacaembu
Junho/2008 Contra o São Caetano é tudo ou nada Geninho cai após derrota em Maceió Felipe reclama dos companheiros Betão pede respeito com a camisa do Timão Timão é goleado em Barueri. Grêmio jogou com 9
Agosto/2008 Candinho assume no Parque Santa Cruz quer aproveitar o mau momento do Timão Após derrota, Corinthians é lanterna Corinthians vence a primeira em Caxias. Gustavo Neri afirma que agora vai Everton Santos ansioso para o clássico de terça à noite
Setembro/2008 Com ajuda do juiz, Timão vence o Vila Nova Avaí complica e Corinthians perde mais uma Candinho ameaçado Kalunga (que voltou) promete Felipão Candinho pede demissão e assume Luis Carlos Ferreira Moradei será o capitão contra o Gama Zelão faz contra e é demitido após nova derrota. Luis Carlos Ferreira deixa o Corinthians. Corinthians teria sondado Luxemburgo
Outubro/2008 Pitú assume como técnico interino Vampeta tem moral com a torcida, diz Pitú Corinthians vence de virada e dá show, em Natal Andre Sanches diz: Pitú é o melhor técnico do Brasil Com gol no finalzinho, Bahia bate timão Pitú cai e Timão fica sem técnico Corinthians faz proposta oficial a Oswaldo de Oliveira. Oswaldo prefere ficar no Bangu Oswaldo justifica: Não posso regredir!
Novembro/2008 Ricardo Teixeira fala em Série A com 80 clubes em 2009 Corinthians perde no ABC e torcida intercepta ônibus do time Tiãozinho (técnico do URT/MG) fala em poupar jogadores contra o Timão Andrés Sanches critica Dunga por não convocar Finazzi Marinho garante: Não seremos rebaixados Finazzi volta a ser titular contra o Santa Cruz Santa faz 4 a 0 e está próximo à liderança Barueri vence o Corinthians na Fazendinha por 4 a 1
Dezembro/2008 Ninguém sabe onde está Andrés Sanches Corinthians pára as atividades por falta de água no Parque PCC faz rebelião nos presídios após rebaixamento Vampeta pede calma a Torcida CRAC/GO e Barras/PI sobem para a Série B. Corinthians cai para a Série C Padoca da Rua São Jorge será patrocinador da nova camisa Andrés Sanches anuncia Rincon como técnico para 2009
***
Corinthians: o teu destino É jogar com o Bragantino E também, com melancolia, Ter de enfrentar o Bahia
Corinthians, vou te dizer: Vai ser chato jogar com o ABC... Mas pare, olhe e pense: Pior ainda será pegar o Brasiliense
Corinthians: tua fiel família Terá de ir até Marília E – quanta dureza! – Mais longe ainda é Fortaleza
Corinthians: a tua sina É pegar o Tigre de Santa Catarina E o teu tal coração corintiano Vai bater fraquinho em São Caetano
Corinthians: mas que inhaca! Será chato ter de estar com a Macaca Bem sei que teu peito sempre se inflama, Mas aviso: vai ter jogo contra o Gama
Corinthians: cavastes tua cova E agora terás de jogar com o Vila Nova! E eu vou rir pra dedé Quando fores em Santo André
Corinthians: hoje me redimi, pois terá jogo teu em Barueri E também (há, há, há) Vais pegar o Ceará
Corinthians, “péra” aí: Tem cabimento jogo com o Avaí? E também (olalá, olelê) Por fim enfrentarás o CRB
Corinthians: existe algum mal Ter de jogar de novo em Natal? Espero que tenhas digna atitude E encares novamente Paraná e Juventude
Corinthians: para encerrar Há algo que tenho de te falar: Pela franqueza te peço perdão, Mas teu lugar é mesmo na Segunda Divisão!
***
SAIU A TABELA DA SÉRIE B
Nova temporada CORINTIANA para 2008 CHAVE 1 1 CORINTHIANS 2 Ji-Paraná 3 Íbis 4 Mamoré (MG) 5 Mixto (MT) 6 Ríver (PI) 7 Linhares (ES) 8 São Raimundo (AM) 9 Itabaiana (SE) 10 Tiradentes (DF)
REGULAMENTO - As equipes que não possuem refletores em seus estádios deverão ter seus jogos realizados à tarde. - Os estádios com capacidade inferior a 1000 lugares deverão iniciar a venda dos ingressos 1 hora antes do início das partidas. - Cada equipe deverá apresentar os seus jogadores pelo menos com a camiseta da mesma cor, caso contrário o time da casa deverá tirar a camisa para não confundir o juiz. - Se um jogador for expulso, ele tem que esperar 15min ou até a outra equipe fizer um gol para entrar em campo. - Quando forem expulsos mais que 2 jogadores de cada time, o campo tem que ser reduzido fazendo goleirinhas com chinelo. - Se um time começa a ser pressionado e a equipe adversária chuta muito forte, seu goleiro pode botar havaianas nas mãos para não doer. - Se mais da metade do time estiver de pés descalços, os outros jogadores têm que tirar a chuteira. Ou o time pode pedir tempo para ir no Supermercado comprar KICHUTE pros jogadores descalços. - Caso um time estiver jogando muito mal, um jogador da outra equipe poderá trocar de time para emparelhar a partida.
***
Vagas de Emprego
Fiquei sabendo de algumas vagas em aberto. Se souberem de alguém é só encaminhar o CV (andres@corinthians.com.br; dualib@corinthians.com.br; kia_jorabichian@MSI.com):
Goleiro (1 vaga) - Com experiência em 2ª divisão - Mínimo 1,75m, entre 18 e 30 anos - Que saiba que vai jogar sozinho - Que no desespero vá para a área, mesmo sabendo que não vai receber nenhuma Benefícios: 1 boné de algum vereador, aliás, jogar no gol da 2ª divisão é legal, enquanto o jogo rola, a torcida vai liberando uns petiscos e cerveja pro goleiro, além de ir trocando uma idéia com ele.
Zagueiro (4 vagas) - Mínimo 1,85m e 100kgs; - Que tenha jogado na várzea, de preferência no interior ou zona Leste; - Mau encarado; - Fichados na polícia terão preferência; - Com histórico de falta de comida na família; - Que chore quando, por sorte, fizer algum gol; Benefícios: VT, VR, VA, comissão por joelho adversário
Meio Campista (4 vagas) - Com experiência em apanhar; - Com boa experiência em passar a bola (teste prático): mínimo 1,5m; - Que consiga jogar no mínimo 10 minutos com a cabeça erguida; - Que saiba cobrar escanteio pelo menos na primeira trave; - Experiência em cobranças de falta serão diferenciais; Benefícios: Possibilidade de namorar apresentadora de programa infantil, VT, VR, VA, comissão por acerto de passes difíceis (3,5m em diante)
Atacantes (2 vagas) - Não é necessário saber falar direito; - Que tenha vindo de alguma cidade do sertão de qualquer estado; - Mínimo 2 pernas; - Que saiba onde fica o gol; - E que goste de apanhar; Benefícios: Seguro de vida individual, assistência funeral, Plano de Saúde com cobertura nacional, Plano de Previdência Privada por Invalidez, VT, VR, VA, gol de canela valerá bônus.
Na exibição mais frustrante para a torcida desde a eliminação para o Santo André na Copa do Brasil de 2004, o Palmeiras levou um baile do Galo no Palestra, e mais de 23 mil parmeristas tiveram que se contentar em assistir a queda dos rivais para a segunda divisão - o que amenizou bastante a frustração, diga-se.
A renda bruta de quase R$450 mil mostra que o setor VISA é um verdadeiro sucesso, do ponto de vista financeiro, para o clube. Faltam ainda alguns detalhes estruturais para serem ajustados, mas obviamente o tempo e principalmente o trabalho da equipe envolvida darão conta disso.
O jogo foi um desastre que podia ser previsto, mas nossas esperanças em alguns fatores extra-campo nos cegavam. O Galo vinha numa seqüência brilhante de nove jogos invictos, enquanto que o Palmeiras vinha de três derrotas nos últimos quatro jogos. Sem Valdívia para dar a luz necessária a nosso ataque, e principalmente sem Pierre para botar ordem na cozinha, contra um time que acertou a pegada, era batata: tunda. Mas nossos olhos e corações insistiam em não enxergar a tragédia anunciada.
Não tem nada de fantasma do Palestra, nada de camisa amarelona, nada de fatores sobrenaturais. Futebol é dentro das quatro linhas, e o resultado teve suas causas dentro das quatro linhas - e às margens dela. Vamos ao jogo.
Apesar de uma boa chance de gol criada por Luiz Henrique que cruzou na cabeça de Rodrigão, que tocou por cima, e de outro lance que deixou Deyvid Sacconi (impedido) à vontade para entrar com bola e tudo, mas que o garoto se borrou todo e se atirou bisonhamente sobre a bola e ainda a errou, o Palmeiras ficou à mercê do Atlético. Sem grandes preocupações defensivas, já que o Palmeiras pouco criava, o Atlético pode soltar bem seus dois laterais, e ainda contar com o trio Danilinho-Eder Luiz-Marinho para, com 5 no ataque, deitar e rolar sobre a atônita e mal-posicionada defesa do Verdão.
Havia um buraco gigante na nossa meia defensiva, e esse buraco tinha nome: Pierre. Makelele e Wendel estavam perdidos, provavelmente perderam a referência do nosso camisa 5. Danilinho pegava a bola e fazia a festa. Diego Cavalieri ainda fez um milagre e outras duas ou três boas defesas antes de Eder Luis abrir o placar.
Comentei com o Fabian da rádio Mondo Palmeiras: "o Palmeiras nem entrou na área deles pra poder cavar um penaltizinho!" - e uns 15 segundos depois Rodrigão era empurrado na área, pênalti que Edmundo, em sua melancólica despedida, converteu com categoria. Fomos para o intervalo com a falsa esperança de que tudo daria certo, embora estivesse na cara que ia dar errado.
Pois aí entrou em cena o genial, o brilhante, o estupendo estagiário Caio Júnior. Ao sacar Paulo Sérgio para colocar o Martinez, deslocando Wendel para a lateral, a marcação, que já estava capenga, foi pro espaço. E a entrada de Caio, pedida pelo setor dos amendoins ao fim do primeiro tempo, mesmo estando nosso ex-de-novo-firulinha em péssima fase, foi prontamente atendida pelo corajoso homem dos óculos modernos - mas no lugar de Luiz Henrique. E Deyvid Sacconi, que infelizmente se mostrou a pior invenção desde Marco Osio, continuava em campo.
Depois foi só esperar a terceira e já manjada "Valmir no Leandro" e esperar a tragédia se consumar. Um pouco de falta de sorte, como na cabeçada de Rodrigão logo no início que Juninho espalmou na trave, e erro da arbitragem, ao validar o gol irregular de Marinho, também foram decisivos para o resultado, mas não estamos com o menor moral para reclamar nem disso, tamanha a incompetência.
O palmeirense então foi secar o rival, já que os jogos que definiriam os rebaixados tiveram o já esperado atraso - e a secação foi deliciosa e recompensadora - mas isso é assunto para outro post.
Atuações: Diego Cavalieri: grande atuação em sua possível despedida do clube. 7,5 Paulo Sérgio: volta Baiano! volta Odair Bruxa! 4 Gustavo: desprotegido, fez o que pôde. 5 David: além de desprotegido, se posicionou mal em dois gols. Um dos responsáveis diretos. 1 Leandro: Tentou algo pelo seu setor, não comprometeu. 6 Makelele: perdidinho. 3 Wendel: perdidaço. 3 Deyvid Sacconi: queimou seu filme lindo. 2 Edmundo: despedida melancólica. Ao menos fez o seu, de pênalti. 5 Luiz Henrique: algumas boas jogadas, não pode fazer muito mais que isso. 5 Rodrigão: guerreiro, foi o único que levou perigo ao gol do Galo, e ainda mostrou comprometimento ao grupo e amor ao que faz ao sair consternado de campo. 8 Caio: entrou e nem chegou perto das bolas paradas. 3 Martinez: RIP. 1,5 Valmir: Nem vi - saí para secar os gambás. Caio Estagiário Junior: vaza. ZERO
Pessoal, durante o dia, sairão os posts sobre o jogo de ontem, mais um balanço da temporada, e, claro, um post homenageando o mais novo membro da segunda divisão. Ainda durante a semana, toda a perspectiva para 2008.
A SEGUNDA-feira está sendo bastante atribulada em termos de trabalho, por isso vamos encaixando as coisas com o tempo.
Quem quiser, pode mandar para parmerista@gmail.com todas as piadas sobre a queda deles, para colocarmos como tópico fixo no blog.
Amigos, devido a problemas de saúde na família, precisei me afastar um pouco da Internet e do blog, como vocês puderam notar esta semana. Nem o post dos parpites eu pude lançar, peço que me desculpem por isso. Os problemas vão se resolvendo, e já dá pra pensar em Palmeiras de novo - ainda mais num dia como hoje, que promete ser inesquecível.
A semana teve o lançamento de um kit contendo um pedaço da grama do Palestra, mais um poster especial e um CD com a gravação do hino do Palmeiras cantado por Valdívia, Edmundo e Marcos, sob a batuta do meu amigão Marcos Kleine.
A iniciativa da diretoria de marketing busca fontes alternativas de renda para o clube, o que é sempre louvável. A receita vinda desta ação pode chegar a até R$800 mil. Claro que não se trata de uma "compra" tradicional, quem se dispuser a pagar 80 reais sabe que o valor do que receberá não chega nem perto disso. Trata-se de uma forma do torcedor que acabou de pegar a primeira parte do 13° colocar um pouco de dinheiro no clube, cujo caixa ainda está capenga. Coisa pra quem ama o clube de verdade - e tem oitentão sobrando. O kit pode ser adquirido através do site www.gramadopalestra.com.br.
O Kleine já me mandou uma versão não-finalizada - segundo ele, TOP SECRET . Posso garantir a vocês que ficou muito legal - surpreendente a afinação do trio. Um trabalho de primeira.
Para tratar do assunto, o jornalista Mauro Beting deu lugar ao torcedor Mauro Beting, e publicou um post sensacional em seu blog. Para quem ainda não teve a oportunidade de ler, reproduzo o texto abaixo. É por esse tipo de sentimento que o palmeirense recorre à mídia alternativa, da qual tenho muito orgulho de fazer parte. PARABÉNS, MAURO BETING.
Fala o palmeirense
postado por Mauro Beting
(O jornalista Mauro Beting cede o espaço para palmeirense Mauro Beting escrever).
ESCREVE MAURO ALEXANDRE ZIONI BETING
O Palmeiras bola promoção bacana com a grama do Palestra Itália vendida à torcida, mais um CD do hino do clube com as vozes de Marcos, Edmundo e Valdívia e a produção do grande guitarrista Marcos Kleine, e ainda um pôster verde.
Outros clubes já fizeram algo parecido, não igual, e não com tantos presentes.
Mas parte da imprensa detona pelo não "ineditismo" da iniciativa. Faz parte. Sobretudo na reta de mais uma decisão no Palestra. Quando todas as asas negras de Arapiraca são lembradas, e nenhuma Libertadores-99 é rememorada. Quando a pauta da quinta-feira fala do desmanche do elenco em 2008 em vez de falar da montagem da equipe para o duro jogo contra o Atlético Mineiro. (E o jornal não é de Belo Horizonte. É de São Paulo. Mas, por favor, não é do São Paulo. Não é isso, não exageremos).
Parte da imprensa continua tratando alguns clubes como se os setoristas trabalhassem nas assessorias de imprensa dos rivais. Ou vestissem a camisa da oposição da pior espécie que o Palmeiras já teve. O que não causa estranheza. A atual oposição palmeirense foi a pior situação da história recente do clube. A que deixou o time naquela situação. A mustafiosa administração que levou o Palmeiras ao inferno da segundona não quer ver o Palmeiras em mais uma Libertadores. Até porque tradicionalmente ela não quer ver o time do Palmeiras. Prefere ver as piscinas aquecidas e outras coisas frias a assistir ao esporte que fez o Palmeiras campeão.
Fosse apenas detonar uma simpática iniciativa da diretoria que este palmeirense apóia como cidadão e amante do futebol, ainda vai. Se aqui escrevo com o coração, também tem gente que escreve com o cotovelo ou com o fígado.
Mas também tem o jornalismo tático, aquele que a diretoria são-paulina, como não poderia deixar de ser, atenta a tudo e a todos, competente como nenhuma outra, imune a críticas como nenhum clube, aproveita para lembrar das tantas vitórias tricolores no Palestra que será desgramado. Nem adianta lembrar que todos os outros clubes não se metem na vida são-paulina como o Tricolor se mete na vida e nos negócios alheios. Mas também faz parte do jogo e das jogadas.
Ao vencedor, as batatas. As palmas. Os louros. As isenções de todas as espécies. Intocável no gramado, intocável fora dele.
Crises e questões pessoais são tratadas com o respeito devido e necessário nos clubes campeões em campo e na benevolência da imprensa. Respeito que ficamos devendo na imprensa quando os alvos são fáceis por serem tão difíceis como pessoas. Ou por vestirem outras camisas menos blindadas e, nos últimos tempos, menos campeãs.
O Palmeiras não precisa vencer apenas os rivais no Palestra. Não precisa apenas vencer histórias de fantasmas do passado. O Palmeiras precisa vencer manchetes e pautas tão ou mais parciais e passionais que estas linhas que o palmeirense-jornalista acaba de publicar. Mas ao menos assume que está torcendo. Ao menos a favor de alguém.
ESCREVEU MAURO ALEXANDRE ZIONI BETING, com a autorização do titular do blag.