Adidas


28 novembro, 2007

Post da secação

Pessoal, alguns problemas particulares estão me impedindo de me dedicar ao blog como eu gostaria, mas tudo deve voltar ao normal na próxima semana.

Mas consegui um tempinho para postar a secação dos jogos de hoje, principalmente o da gambazada.

Basta que eles não vençam para ficarem numa situação muito complicada, mesmo que o Goiás perca hoje. Portanto, sequemos, sequemos, sequemos muito, para que o Vasco arranque no mínimo um empate hoje. Se isso acontecer, a rodada do final de semana promete ser inesquecível.

25 novembro, 2007

"Pelo Sport, tudo!"

Goool do Sport!

E o Verdão volta ao G4, por enquanto...

***
19h46 - Enquanto isso, o Paraná faz 2x0 no Santos, e o Flamengo faz 2x0 no Atlético-PR com Juan numa clamorosa banheira.

O Flamengo assim pode garantir matematicamente sua vaga para a Libertadores. Impressionante como os resultados - dentro e fora das 4 linhas - "conspiraram" a favor do time da Gávea...

Agora é capaz do Valdivia ter seu segundo julgamento realizado.

***
19h57 - E rapidamente Kleber Pereira fez dois gols e empatou o jogo para o Santos. Mais do que ruim para o Palmeiras, esses gols são bons para o time da Marginal. Nossos rivais continuam fazendo de tudo para salvá-los. (19h59 - Kleber Pereira acabou de fazer o terceiro - incrível...)

***
20h10 - Com o fim da rodada, o Palmeiras incrivelmente ainda depende apenas de suas próprias forças para conquistar a vaga. Basta vencer o Atlético-MG no próximo domingo, em casa, para conseguir a vaga.

Só dependemos de nós? E temos um jogo fácil em casa? Ai meu deus...

Por outro lado, a fuga dos malocas da segundona ficou mais fácil agora. Mas ainda há esperança e na quarta vamos todos torcer pelo Vasco. Ou melhor... "Vascão"!

Inter 2x1 Palmeiras

O Palmeiras perdeu o jogo no Beira-Rio e deixou de depender apenas de si para conquistar a vaga para a Libertadores. Com os nervos visivelmente fora de controle, o time perdeu por 2x1 para o Inter, com dois gols do ótimo Fernandão, e agora veste a camisa do Paraná e primcipalmente do Sport no fechamento da rodada, e ainda pode precisar torcer para os adversários dos concorrentes diretos na rodada derradeira - isso caso derrote o Atlético-MG no Palestra.

A classificação para a Libertadores é fundamental para a seqüência do planejamento traçado pela diretoria o início deste ano, e para um bom fechamento das negociações que envolvem patrocinadores e possíveis parcerias. Parece que o time sentiu a responsabilidade e não jogou absolutamente nada.

O árbitro carioca Wagner Tardelli e seus auxiliares foram mal. O gol de Makelele anulado e a falta de Iarley no lance que originou o primeiro gol dos gaúchos foram decisivos. Mas dessa vez, tão decisivos quanto eses erros foram as atuações dos jogadores e do professor Caio Junior. Ninguém jogou bem. O time esteve mal tecnica e taticamente, e a derrota foi mais do que merecida.

Caio Junior optou por escalar três volantes, deixando a cargo de Edmundo, Caio e Rodrigão a tarefa de articular as jogadas e fazer os gols. Apesar do belo gol de bike de Rodrigão nos acréscimos (esse eu já sabia, confiram o post dos parpites abaixo), o trio, sem grandes opções de variação, e sem o apoio dos volantes e laterais, não conseguiu passar pela marcação colorada. A entrada de Luiz Henrique, inexplicavelmente recuado, não surtiu efeito, e o gol do Palmeiras só podia sair mesmo numa bola parada.

O time volta a perder, mais do que para o adversário, para seus próprios nervos numa partida decisiva. O blog volta a perguntar: cadê o trabalho da renomada psicóloga especialista em esportes de alto rendimento?

Torcer para Paraná e Sport é osso. Mas é o que nos resta. Vamo Palmeiras!

Atuações:
Diego Cavalieri: sem culpa nos gols que sofreu, e ainda fez algumas boas defesas. 6,5
Wendel: tentou apoiar o ataque, mas perdeu o duelo com Gil. 5
David: falhou no primeiro gol. Um dos mais nervosos em campo. 4
Dininho: partida standard. 6,5
Leandro: pouco acionado. 6,5
Pierre: fazia uma partida correta até ser expulso infantilmente. Prejudica o time para a última partida. 3
Makelele: vem em grande fase, destoou positivamente, apesar de uma chance de gol perdida. 8
Martinez: lamentável. 2
Caio: horrível. Uma assistência na bola parada no fim do jogo amenizou a triste jornada. 3,5
Edmundo: lento, muito abaixo de sua última partida. Jogou o normal de seus últimos dois anos. 5
Rodrigão: outro em grande fase. Mesmo antes do gol, fazia uma partida boa. O lance de lambreta no primeiro tempo foi muito bonito. O golaço de bike ele quase já tinha feito contra o Juventude. 8.
Caio Junior: medíocre, previsível, não mostrou a genialidade que alguns ainda lhe atribuem. E se tinha uma hora pra mostrar, era agora. 4

22 novembro, 2007

Parpites: Inter x Palmeiras

O Verdão vai ao Beira-Rio pegar o mistão do Inter, que tá louquinho pra ferrar o Grêmio, e desta forma não deve lá ser um adversário dos mais difíceis. Apesar da tradição e de ser um dos raríssimos clubes que têm vantagem nos confrontos diretos contra o nosso Palmeiras, o Colorado deve sair derrotado do gramado do Gigante da Beira-Rio.

Para 8.544 pagantes, o Verdão deve colocar uma mão e quatro dedos na vaga ao vencer o Inter por 2x0, com dois gols de Rodrigão, o legítimo sucessor de Evair, sendo um de bike. Nossa!

Parmerista, deixe nos comentários seu parpite com nome completo, placar, artilheiros e e-mail, para poder ganhar uma camisa oficial do Verdão mais um kit com produtos Adidas. E se o Verdão não ganhar, ninguém ganha, hem...

20 novembro, 2007

Juvenal

Causou comoção nacional o caso apresentado pelo programa Esporte Espetacular, da TV Globo, que mostra o ex-zagueiro Juvenal vivendo em condições precárias. O zagueiro teve passagens pelo Flamengo, o que lhe valeu a condição de titular da Copa do Mundo de 50, depois Palmeiras, onde ganhou vários campeonatos dentre eles o Mundial em 51, onde ficou por quatro anos. Encerrou a carreira no Bahia, e na Boa Terra ficou. A reportagem foi encontrá-lo em condições mínimas em Camaçari, interior do estado.

(Clique aqui para assistir à reportagem)

A reportagem mostra vários recortes sobre sua carreira, a maioria retratando sua passagem pelo Palmeiras. Isso gerou uma revolta na comunidade palmeirense na Internet, a maioria cobrando uma posição do clube, responsabilizando-o pela situação periclitante do ex-jogador.

Amigos, a reportagem, como tudo o que passa na lamentável TV aberta deste país, é rasteira e sensacionalista. Sentimentalóide e estúpida, como os folhetins noturnos do dia-a-dia. Este país está falido moralmente, e a situação de nossos idosos é um dos retratos desta condição. Juvenal, aos 89 anos, é apenas mais um dos milhões de velhinhos que estão em petição de miséria, e a obrigação de ampará-lo é de sua família e do governo. Clube de futebol não é INSS nem instituição de caridade.

Insensível? Nada disso. Meus pais estão vivos e fortes, e felizmente numa boa condição para enfrentar a velhice que deve chegar daqui a alguns anos - mas eu já tive a oportunidade de trabalhar numa instituição para idosos e conheço de perto uma parte do drama vivido por gente que já fez tanto neste mundo e hoje vive relegado à condições subumanas - e acreditem, os maiores culpados são as próprias famílias, que "se livram" de seus velhos como quem se livra de um problema corriqueiro do cotidiano. Na própria reportagem apurou-se que Juvenal tem vários filhos, sendo uma delas advogada em Salvador.

O Palmeiras acabou, pasmem, saindo como vilão da história! Isso é inadmissível. Clube nenhum sustenta seus ex-jogadores. E pedir "pelo menos uma cesta básica" por mês é hipocrisia, já que isso não vai consertar o telhado do barraco do Juvenal, nem fará com que ele deixe de depender da caridade de vizinhos para se locomover ou mesmo para se manter higienizado. E mesmo que o Palmeiras preste esse auxílio a Juvenal, como ficam as centenas de ex-jogadores espalhados por esse país em condições semelhantes?

Só que, diante dessa situação, o Palmeiras poderia defender sua imagem, e hipocritamente prestar esse auxílio ao velho zagueiro. Com reportagem, câmeras e o escambau. E ainda tinha que falar: "quem quiser receber ajuda, bata na porta da Globo, e se sair reportagem, a gente ajuda". Isso seria uma tremenda hipocrisia, e é a regra do jogo que está sendo jogado. Aliás, o Palmeiras poderia sair por aí caçando ex-ídolos de clubes rivais e mandar fazer reportagens com eles também. Garanto que acha centenas deles. Só faltava essa: o Palmeiras agora é o vilão dos velhinhos desamparados deste país.

O clube faz o que deve fazer há vários anos no sentido de homenagear e prestigiar seus ex-jogadores: anualmente, promove um jantar-homenagem a quem já envergou e suou a gloriosa camisa esmeraldina. Todos podem comparecer. Desde ídolos cobertos de glória como Oberdan, Ademir da Guia, Valdir de Moraes, Dudu e César, até obscuros como Reinaldo Xavier, Ditinho e Marcio Alcântara, os ex-jogadores têm o reconhecimento do clube, ao contrário do que querem apregoar. E pior, vemos muitos palmeirenses falando que o Palmeiras despreza seus ídolos, o que é uma tremenda bobagem.

Parmerista, jamais permita que falem isso de nosso clube. O Palmeiras é um clube de futebol, não é entidade assistencialista muito menos INSS. Os jogadores passaram pelo clube e foram pagos por isso. O drama de Juvenal é um problema muito sério. Tão sério quanto o de milhões de velhinhos no Brasil, e a responsabilidade do Palmeiras é, neste caso, igual à do Bahia e à do Flamengo, e até da CBF: zero. A se lamentar, apenas mais uma vez, a postura rasteira e sensacionalista da TV aberta, cada vez mais contribuindo para a estupidez coletiva deste país.

13h08 - A assessoria de imprensa do Palmeiras já se posicionou a respeito do caso, e esclarece que, por ocasião da festa de 50 anos do Mundial, em 2001, ele recebeu uma significativa ajuda, com intermediação da família, que prometeu dar prosseguimento ao auxílio, mas, conforme a situação já descrita em linhas gerais no post, abandonou (novamente) seu familiar.

18 novembro, 2007

Recordar é viver

Por sugestão do parmerista Helbert Eduardo, vamos recordar uma página especial escrita pelo Verdão na História do futebol brasileiro, há exatos 19 anos, em 18 de novembro de 1988. Vivíamos a II Copa União, o campeonato brasileiro organizado pelo Clube dos 13, já bem alinhado com a CBF. A novidade naquele campeonato era o estranho sistema de pontuação: vitória valia 3 pontos, derrota valia zero (o sistema de 3 pontos por vitória foi introduzido pela FIFA em 1994). Em caso de empate, 1 ponto para cada, e os times disputariam nos pênaltis um ponto extra.

Estávamos na segunda fase do campeonato, e o Palmeiras foi ao Maracanã enfrentar o Flamengo, então campeão, que tinha um time ainda muito forte, comandado por Telê Santana. O Palmeiras tinha um elenco apenas mediano - muito abaixo do atual, e só podia almejar o título em virtude do peso da camisa. A fila estava em seu 12° ano e não dava pinta que acabaria tão cedo. Mas a camisa Adidas, com patrocínio da Agip, era maravilhosa.

O jogo foi muito difícil, o Flamengo jogava muito melhor. Com Bebeto no comando do ataque, e comandado por Zico, o time carioca dava muito trabalho para Zetti, revelação no gol alviverde, em seu segundo ano como titular. O Verdão ficou com 10 quando, no início do segundo tempo, perdeu o lateral Denys, expulso por jogada violenta. Mas foi numa dessas coisas do futebol que, numa jogada de bola parada, o ponta esquerda Mauro Van Basten, que tinha vindo da Ponte Preta, cutucou para as redes cariocas e fez 1x0 para o Verdão, fazendo a zebra verde passear pelo Maracanã.

O Flamengo tentou de todas as formas empatar o jogo, mas o Palmeiras resistia. Aos 44 do segundo tempo, numa infelicidade na disputa de bola, Zetti se chocou com Bebeto e fraturou a tíbia. Na época, apenas duas substituições eram permitidas, e o Palmeiras teve que improvisar o centroavante Gaúcho no gol. Com dois a menos e um jogador de linha no gol, não deu pra suportar a pressão, e Bebeto aproveitou uma bola alçada na área para empatar e provocar a decisão do terceiro ponto nos pênaltis. E o Verdão ia de Gaúcho no gol.

Antes das cobranças, Gaúcho afirmou à imprensa: "Eu vou pegar e nós vamos ganhar". Pois a bravata se confirmou, e em dobro. Apesar do meia Bandeira ter desperdiçado sua cobrança, Gaúcho defendeu as cobranças de ninguém menos que Aldair e Zinho, e o Palmeiras saiu vencedor do Maracanã. Não serviu pra nada, o Verdão sequer passou perto de se clasificar às fases decisivas. Mas que foi uma delícia, foi.

FICHA TÉCNICA:
Data: 18/11/1988
Estádio:
Maracanã
Flamengo
: Zé Carlos; Xande (Renato), Aldair, Dario Pereyra e Leonardo; Delacir, Aílton e Zico; Sergio Araújo, Bebeto e Zinho. T: Telê Santana
Palmeiras: Zetti; Zanata, Toninho, Heraldo e Denys; Lino (Amauri), Gerson Caçapa e Bandeira; Tato, Silvio (Gaúcho) e Mauro. T: Ênio Andrade

Assista aqui a reportagem da TV Globo no dia seguinte ao jogo.

16 novembro, 2007

Incrível como são sempre eles

O atacante da foto, do time que todos sabemos qual, fez isso aí que vocês estão vendo.

A explicação está neste link, e eu não tenho muito mais a falar disso. Deixo para os parmeristas nos comentários.

15 novembro, 2007

Visa Exxxperience

Pessoal, fui muito cobrado nessas últimas horas para postar minhas impressões do setor Visa. O palmeirense está realmente curioso com relação a esta novidade. Então, vamos lá...

O portão de entrada fica a uns 20 metros da torcida adversária, mas não há tumulto. A PM faz bem sua parte. Quem não comprou o ingresso antecipadamente pela internet, pode fazê-lo na hora num dos 4 quiosques instalados, com o monitoramento de belíssimas promotoras da empresa. Eba, começou bem.

Antes da catraca, ainda há várias cadeiras e mesinhas, para um bate-papo mais sossegado. O projeto pensou o tempo todo em cadeirantes, e há rampas por todo o lado. O acesso ao "lounge" (já que o setor é VIP, vamos dar um nome compatível, não é?) acontece logo depois de passar pelas catracas. Mais uma promotora nos ajuda com o procedimento, simples, de passar o cartão de crédito pela catraca e receber o ticket com seu nome e cadeira impressos.

A primeira sensação é a de limpeza. Não parece estádio de futebol. Logo à esquerda, vários caixas para adquirir as fichinhas que dão direito aos comes e bebes nos bares. Pagamento, com o cartão de crédito ou VisaElectron. Fácil, rápido. O atendimento nos bares, feito por pessoal atencioso, visivelmente treinados. Dá gosto. Devia ser corriqueiro. Vamos em frente, que as novidades continuam...

Para comer, lanches naturais e hot-dog. Eu mandei ver um. O Vicente, do site Terceira Via Verdão, se impressionou quando eu mencionei a salsicha. Sadia! E o lanche vem fumegante, com Ruffles e molhos Hellmann's à disposição. Os refrigerantes são Pepsi ou a linha Antarctica. E pra quem quiser, cerveja sem álcool Liber. Maledetta lei... Ainda há todo um sortimento de salgadinhos Elma Chips, chocolates, máquina de café, capuccino, enfim, mimos para todos os gostos.

No lounge, encontrei com o pessoal da rádio Mondo Palmeiras, e participamos de uma noninha e demos um alô para o Flavio Canuto, que estava fazendo a transmissão ao vivo do jogo. Também encontramos vários leitores do blog, que, muito simpáticos, faziam questão de um shake hands. Muito legal receber um aceno da turma que lê o blog. Vocês existem mesmo! Valeu rapaziada!

São dois acessos às cadeiras, e entre os dois, num imenso corredor com um tapete de grama artificial e ventilação perfeita, ficam dispostos várias TVs de plasma, onde pudemos ver os melhores momentos do primeiro tempo. A transmissão foi da Globo, mas quando for do SporTV, poderemos assistir ao debate do jogo lá mesmo, inclusive com os lances da partida toda. Estou pensando em levar um notebook e fazer o post pós-jogo de lá mesmo...

OK, OK, de volta pra Terra.

Intercalados com os TVs de plasma, várias, várias fotos históricas. Passar por aquele corredor dá uma sensação de palestrinidade incrível. Marcos, Jorge Mendonça, Leivinha, Ademir, Jair Rosa Pinto, Djalma Santos, e até Edmundo, numa foto de 1994, fazem o peito palestrino inchar de orgulho, antes de adentrar ao Palestra velho de guerra, agora de cara nova. As que eu mais gostei foram e desse golaço de cabeça do Leivinha, e a do Jojô Beleza, de cabelão Black Power.

Alguns palmeirenses ainda não entenderam que os lugares são numerados mesmo, e serão seguidos. Isso gerou alguns contratempos isolados, dando trabalho, mais uma vez, às belíssimas promotoras (eu já as mencionei?). O problema, claro, tende a diminuir nas próximas vezes. Resolvidos os pequenos contratempos, todos sentados para assistir ao jogo, e dá-lhe Verdão! Depois de xingarmos muito o Thiago Neves, a chuva, que estava fraca, resolveu apertar, e aí todo mundo ficou em pé mesmo.

No intervalo, xixizão. Pára. Banheiro padrão shopping, com pias de mármore, torneiras de primeira, sabonete e papel. E se precisar, numa emergência, liberar um número 2, os vasos sanitários têm assento. É estádio mesmo?

Ao final do jogo, todos molhados, mas felizes, entoando o grito que é a sensação dessa reta final de campeonato: "AAAAAAAAA, cê vai cair gambá... cê vai cair gambá... cê vai cair gambáááÁÁÁÁÁ...

Amigos, foi uma experiência fantástica. Com alguns pequenos ajustes, ela pode se tornar perfeita. O setor recebeu aproximadamente 50% de sua capacidade logo na estréia. O boca-a-boca fará o resto. Todo esse conforto tem preço. E vale cada centavo.

E o clube? Está feliz. A renda do jogo de ontem, da bolachinha, bateu de longe a marca dos 300 mil reais de renda. Mais de 24 mil pagantes fizeram uma festa linda, mesmo debaixo de chuva, e não faltou incentivo ao time.

Bem-vinda, modernidade.

Veja abaixo mais algumas imagens (clique sobre elas, inclusive as que estão no decorrer do texto, para vê-las ampliadas) e dois rápidos vídeos, para dar uma melhor sensação do espaço. Agradecimentos ao cinegrafista-mor do blog, Nilton della Croce.





Palmeiras 1x0 Fluminense

Um dilúvio caiu sobre o Palestra, e lavou a alma de quase 25 mil parmeristas, que viram o Verdão vencer os bambis do Rio por 1x0 e chegar muito perto da vaga para a Libertadores. Faltando duas partidas para o fim da temporada, temos pela frente o mistão do Inter e o Galo - dois times absolutamente sem motivação. Estamos com a faca e o queijo na mão.

O primeiro tempo foi equilibrado, com o Fluminense marcando bastante forte e dominando os primeiros 20 minutos. Thiago Neves, muito vaiado por nossa torcida, foi o grande destaque desse período do jogo, e o Fluminense poderia ter saído à frente no placar em algumas oportunidades, contando até com a colaboração de Diego Cavalieri, que parecia doido pra entregar a rapadura.

Quando a chuva veio pra valer, o Palmeiras usou a arma do Fluminense, e na marcação da saída de bola, Edmundo, que até então sentia a falta de ritmo e fazia uma partida igual às que fez durante todo o ano, viu-se cercado por três adversários, mas achou Rodrigão solto pela esquerda. Na saída de Fernando Henrique, tocou de mansinho. A bola se encaminhava para fora, iria lamber a trave... mas Fabinho veio no embalo e tratou logo de encher as redes de seu próprio time, 1x0.

O Palmeiras àquela altura já mandava amplamente no jogo. O Fluminense cedeu espaço ao Verdão, que com Caio, Edmundo e Deyvid Sacconi, com o auxílio dos dois laterais e Makelele, conseguia uma boa troca de passes - enquanto o gramado permitiu. Sacconi ainda sofreu um pênalti, que Lourival Lima Filho mandou seguir. E assim acabou o primeiro tempo.

O segundo tempo foi bem mais tranqüilo para o Verdão. A chuva apertou demais, e as poças foram se formando. Azar do Fluminense, que tinha um placar para correr atrás. O jogo de Thiago Neves foi sumindo, sumindo, até que Renato Gaúcho sacou o camisa 10, que saiu debaixo de duas chuvas: uma de São Pedro, e outra da torcida - vaias infinitas. Ele deve estar ouvindo até agora.

Caio Junior ainda fez duas substituições onde arriscou o resultado sem precisar. Sacou Caio e Deyvid, para a entrada de Martinez e Luiz Henrique, puxando Edmundo para a meia, atraindo o Fluminense para nosso campo e tentando a definição no contra-ataque. Que mania, Milhouse... Ainda mais com o campo alagado, tentar jogadas de velocidade com Luiz Henrique definitivamente não era a melhor opção, ainda mais porque dava ao Fluminense a oportunidade de alçar bolas em nossa área - o jeito mais fácil de chegar ao empate com essas condições de campo.

Mesmo assim, o Palmeiras segurou o resultado, e ainda teve que contar com uma arbitragem horrível que, numa única seqüência, ignorou um pênalti sobre Edmundo, inventou uma falta de ataque do Palmeiras, proporcionou o ataque ao Fluminense e ainda inventou uma falta na lateral da área para os cariocas. Se os caras empatam o jogo ali ia ter neguinho invadindo.

Aliás, é nesses momentos que o time do Palmeiras precisa ser mais malandro e fazer a rodinha em volta do juiz. Mais uma vez tentaram nos roubar dentro de casa. E nós já sabemos quem é o time a ser beneficiado. É um adversário, fora de campo, de respeito.

Por último, vamos falar da atuação de Edmundo. Grande jogo. Titubeou no começo, alguns passes errados, alguns erros bisonhos. Mas quando entrou no jogo, decidiu. O passe para Rodrigão, apesar de óbvio, foi perfeito. Sofreu um pênalti, deixou os companheiros em ótimas condições várias vezes. Foi rápido, prendeu pouco a bola, ensaiou algumas arrancadas - parece até que andou lendo uma certa carta aberta... Valeu Edmundo, é assim que queremos vê-lo com a camisa do Verdão. Faltam duas partidas, não perca o ritmo.

Atuações:
Diego Cavalieri: teve culpa nos gols que não tomou. 4
Wendel: fora da sua. Melhor que Paulo Sérgio. 5,5
Gustavo: acertou até as cabeçadas. 7
Dininho: muito experiente, não tomou sustos com a chuva. 7,5
Leandro: parece ter superado bem o episódio do aeroporto, muita disposição na defesa e no apoio. 7,5
Pierre: fundamental, cobriu bem, fez o limpador de pára-brisa. 8
Makelele: ótima partida, disposição infinita. Jogador moderno, falta aprimorar a técnica. 8
Deyvid: algumas boas jogadas individuais, mas parou na marcação carioca. 6,5
Caio: discreto, ajudou em alguns lances de perigo. Fez menos do que se espera dele. 6,5
Edmundo: o melhor em campo. Foi o primeiro ato do canto do cisne. 9
Rodrigão: centroavante, guardou o dele com a ajuda do beque, e fez quase nada mais. Não importa. 8
Entraram Martinez, Luiz Henrique e Luís Maluco. Mas pouco fizeram, sem nota.
Caio Junior escalou bem, mas mexeu mal, pondo o resultado em risco. 5

Lances do jogo:

13 novembro, 2007

Carta aberta a Edmundo

Olá Edmundo. Nos encontraremos de novo, hem... depois de um bom tempo no departamento médico, você volta para as três últimas partidas de sua carreira. Fluminense, Inter e Atlético. O Palmeiras precisa muito dos nove pontos. Como você está se sentindo para essas decisões? Precisamos muito de você agora.

Edmundo, esse não foi um bom ano para você, não é verdade? Muitos gols de pênalti no Paulistão, dois ou três gols no Brasileiro, e mais nada. Um time que tinha tudo para deslanchar, e ficou preso em sua lentidão. Taticamente você foi um tormento - para o nosso time. E tecnicamente, alternou algumas partidas brilhantes, como contra o Corinthians e contra o Flamengo, com dezenas de partidas horrorosas, tendo como símbolo o pênalti perdido contra o Ipatinga.

Não bastasse isso, houve confusões extra-jogo, para variar. Confusões com Wendel, Vinicius e com o auxiliar-técnico. Sem falar na desfeita para Caio Junior, que lhe estendeu a mão e você mal-educadamente ignorou. Ou a malfadada entrevista para a Rádio Bandeirantes, quando você até ameaçou publicamente o Palmeiras de colocá-lo no pau.

Infelizmente não deu, meu caro Animal. 2007 podia ter sido um ano maravilhoso para você, sua despedida poderia ser em grande estilo, coroada com um ou mais títulos. Mas futebol é assim, você sabe. Agora faltam só três. E por melhor que você jogue, não vai dar pra renovar o contrato, acho que você lá no seu íntimo já está plenamente consciente disso.

Você vai encerrar a carreira no Palmeiras, clube que disse amar. Então vamos lá, Edmundo. O torcedor é passional. Você sabe muito bem disso. Todas as rusgas do ano podem ser esquecidas com três partidas magníficas. Decida-as. Seja o velho Animal! Acabe com o time - o adversário, não o nosso.

Edmundo, corra. Corra como nunca. Lembre-se de se tempo de juvenil no Vasco. Faz de conta que está começando tudo agora. Entre com aquela vontade, com aquele apetite. Entre com vontade de humilhar o marcador. E humilhe-o. Traga de volta aquela explosão. Aquela disparada em direção ao gol. Use toda a sua experiência para retomar o fôlego na seqüência, e fique bem colocado. Você conhece os atalhos. E chute contra o gol deles. Com força, com raiva. Estufe as redes dos nossos adversários. Corra para a torcida, bata no peito. Diga que você é foda. Diga não: grite, berre. Urre, como um Animal.

Edmundo, amado, e odiado.

Meu caro Edmundo, é a hora do canto do cisne. Chegou o momento de você se despedir da torcida, e seu ego quer, e muito, que você saia aplaudido de pé do Palestra - não só pelo que já fez há muitos anos, mas pelo que ainda pode fazer nesses três jogos. Então faça, Edmundo. Toda a cornetagem que fizemos sobre você durante o ano, não tem nada a ver com você, e sim com o Palmeiras. Jogue bem, arrebente, e nós o aplaudiremos e lhe daremos uma despedida digna. Mais do que nunca, boa sorte, Edmundo!



Ah, mais uma coisa...



Nem pense em chegar perto das bolas paradas! Deixe pro Caio, porra!

12 novembro, 2007

Parpites: Palmeiras x Fluminense

Na estréia das arquibancadas VISA, o Verdão recebe os bambis do Rio, e a expectativa é a de reassumir um lugar no G4. Vitória por três gols nos coloca na terceira posição, o que já nos dispensaria da primeira fase da Libertadores.

Por isso, 25.614 parmeristas estarão apoiando o Verdão de corpo e alma, e verão uma exibição de gala: vitória por 4x1, com dois gols de Rodrigão, um de Pierre e um de Thiago Neves contra. E o camisa 10 do Flu ainda vai chutar um pênalti nas piscinas do Palestra. É bom para ele já ir conhecendo o ambiente.

Parmerista, deixe seu nome completo, placar, artilheiros e público pagante, e concorra a uma camisa oficial do Verdão, além de um kit com produtos oficiais exclusivos da Adidas. Lembrando sempre que se o Verdão não ganha, ninguém ganha...

Boa sorte a todos!

11 novembro, 2007

Imagens da nova arquibancada

Estive nesta tarde de domingo no clube, para dar uma olhada na instalação do novo setor VISA. As obras estão em ritmo alucinante. Além da instalação das cadeiras, conferimos o corredor de acesso ao novo setor, desde a entrada, na rua Padre Antonio Tomás.

As cadeiras são cinza - bem que poderiam ser verdes. Em plástico, com encosto, são muito melhores que as do panetone. São aparentemente frágeis a ataques de nervos e reações intempestivas - mas como estaremos entre palmeirenses, civilizados e conscientes, não acredito em maiores problemas. Aconselho apenas aos parmeristas que fujam das três fileiras inferiores, onde a visão do campo não é das melhores, devido às placas de publicidade. A partir da quarta, é excelente. Parece um sonho, assistir a um jogo do Verdão, com essa visão, sentado.

Além da possibilidade de adquirir o ingresso de forma antecipada, quem quiser tentar de última hora, desde que haja ingressos disponíveis, não terá problemas, bastando acessar os terminais conectados à internet que ficarão disponíveis logo após o portão de entrada. O corredor de acesso é forrado por um tapete em grama sintética. A boa ventilação do local foi uma das preocupações, e vários ventiladores foram afixados. Bares e banheiros estão na fase de acabamento, num padrão muito superior ao que estamos acostumados nos estádios da vida. Mais uma vez, honrando suas tradições, o Palmeiras é pioneiro - agora na modernização do estádio.

Parabéns ao Verdão pela excelente parceria estabelecida. Parabéns à VISA, e que seja um grande parceiro por longos anos.

(clique sobre as imagens para vê-las ampliadas)




Arquibancadas renovadas

A grande novidade da semana foi a noticia de que a arquibancada oposta, melhor lugar para a torcida assistir aos jogos no Palestra, foi transformada num setor restrito. Foram instalados assentos numerados, e o ingresso será o cartão de crédito VISA do torcedor parmerista. São 5 mil assentos, a R$49,50, havendo a possibilidade da meia entrada, desde que comprovada a situação de estudante. O torcedor pode adquirir seu ingresso antecipadamente através do site www. futebolcard.com. Veja como estará o Palestra já para a próxima partida contra o Flu (clique sobre a imagem para vê-la ampliada):

O assunto gerou enorme polêmica junto à torcida. Muitos entenderam a ação, e já a apoiaram. Mas houve quem vestisse a camisa de defensor dos fracos e oprimidos, e torcesse o nariz contra a medida, considerada elitista - o que é uma enorme bobagem.

O torcedor pode adquirir o ingresso via internet, através de seu cartão de crédito VISA. Pode escolher o lugar onde vai se sentar. Assistirá ao jogo num lugar privilegiado, e sentado. E poderá levar família tranquilamente.

O clube pode, num cálculo grosseiro, auferir uma receita de até R$50 mil por jogo a mais do que vinha conseguindo. É uma ótima receita, e isso significa a possibilidade de um time mais forte. Sem falar que pode (re)conquistar torcedores, que não cultivam o hábito de ir ao estádio diante das dificuldades que já conhecemos: filas mal-organizadas, incerteza, desconforto, etc.

Ao contrário do que os que foram inicialmente contrários à implantação do setor alegaram, o torcedor menos abastado não será prejudicado, ele não perderá seu lugar, apenas ficará num lugar compatível com o preço do ingresso que está pagando.

O raciocínio é simples: num jogo pouco concorrido, os 5 mil ingressos que deixaram de ser postos à disposição a R$ 20,00 não farão falta. Todos continuarão comprando seus ingressos, ninguém vai ficar de fora porque não pode comprar, já que o estádio, nesses jogos, fica com mais que 5 mil lugares vagos.

E em jogos mais importantes, infelizmente os ingressos vão parar nas mãos dos cambistas que cobram os mesmos R$50,00 (ou até mais) que o preço do ingresso do novo setor. Logo, na prática, não há impacto no bolso do torcedor. O que muda é pra onde vai esse dinheiro excedente: em vez de ir todo para os cambistas, vai em parte para o clube.

E vamos continuar a ser práticos: quem será de fato deslocada para a curva serão as torcidas organizadas, que desobedeciam à determinação oficial e continuavam ocupando aquele espaço, em pé, e empurravam o torcedor comum para a curva. Agora, eles ficarão no lugar deles, entre as grades do setor amarelo. E o torcedor desorganizado que não tem condição de pagar a mais, já fica na curva, e nela permanecerá.

Eu já adquiri o meu ingresso, e vou experimentar a novidade. Será feito todo o relato aqui neste blog, na quinta-feira.

Os grandes prejudicados com a novidade, de fato, são os cambistas e seus chefes. Foi mordida uma bela fatia da quantidade de ingressos com os quais eles faziam a festa. E continua a expectativa por novas ações a diretoria no sentido de minimizar a ação desse câncer do futebol chamado cambista. O pior é que todos lá dentro sabem quem é que "mexe" com isso dentro do clube. O vespeiro é feio, e acabou de ser cutucado. Não vejo a hora que metam fogo nele.

***
O ingresso VISA já é uma excelente alternativa para fugir dos cambistas para o próximo jogo. Informações do Palestra dão conta que, como num passe de mágica, os ingressos da promoção "Torcer Faz Bem" desapareceram dos postos de venda em menos de duas horas desde que foram postos à disposição do torcedor. Eles poderão ser encontrados, claro, nas mãos dos cambistas, e o estudante que não quiser pagar R$30,00 ou mais para um cambista para se sentar no cimento, na curva, pode pagar R$25,00 através do seu cartão de crédito VISA, sentar-se numa cadeira novinha, escolher seu lugar e ainda ter a certeza que o dinheiro foi para o clube.

A Nestlé tem que repensar essa promoção. Do jeito que a ela anda, seu nome podia ser "Faz bem para os cambistas". Certamente uma empresa desse porte não quer continuar vendo seu nome associado a uma atividade tão odiosa. O torcedor comum, aquele que é freqüentador dos estádios com ou sem promoção, sempre torce o nariz quando olha a tabela do campeonato e vê que é "jogo Nestlé" exatamente por isso. Não tenho dúvidas que, não obstante os outros objetivos da promoção, a imagem da empresa sai sensivelmente arranhada. Acorda, Nestlé...

08 novembro, 2007

Por falar em sujeira

Os amigos parmeristas que me desculpem a falta de higiene, o assunto não diz nada a respeito ao Palmeiras, mas é justificável neste espaço.

O senador Silvio Torres (PSDB-SP) apresentou proposta ao Congresso para instalar uma CPI para investigar a lavagem de dinheiro no futuro mais novo integrante da segunda divisão. Ele já havia coletado um número mais que suficiente de assinaturas para tal, mas de uma hora para outra, foram surgindo pedidos de retirada das assinaturas, e a CPI acabou não passando.

Os pedidos surgiram logo após a farra que foi a cerimônia que definiu o que todos já sabiam: que o Brasil será sede da Copa 2014. Estiveram presentes à palhaçada o Presidente da República e um quase infinito cordão de políticos a tiracolo. O senador afirma em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim que o movimento foi comandado pelo próprio presidente daCBF, Ricardo Teixeira.

As investigações prosseguem através do Ministério Público e da Polícia Federal.

Veja aqui a íntegra do post do jornalista em seu blog, e abaixo, a lista dos parlamentares que retiraram as assinaturas do pedido para instalar a CPI. Guardem esses nomes.

Deputados
Afonso Hamm (PP-RS)
Airton Roveda (PR- PR)
Alexandre Silveira (PPS-MG)
Angelo Vanhoni (PT-PR)
Anibal Gomes (PMDB-CE)
Anselmo de Jesus (PT-RO)
Antonio Bulhões (PMDB-SP)
Antonio Roberto (PV-MG)
Arnon Bezerra (PTB-CE)
Asdrubal Bentes (PMDB-PA)
Ayrton Xeres (DEM-RJ)
B. Sá (PSB-PI)
Bonifácio de Andrada (PSDB-MG)
Bruno Araújo (PSDB-PE)
Camilo Cola (PMDB-ES)
Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO)
Carlos Brandão (PSDB-MA)
Chico da Princesa (PR-PR)
Cida Diogo (PT-RJ)
Ciro Pedrosa (PV-MG)
Claudio Cajado (DEM-BA)
Cleber Verde (PTB-MA)
Colbert Martins (PMDB-BA)
Cristiano Matheus (PMDB-AL)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Décio Lima (PT-SC)
Domingos Dutra (PT-MA)
Dr. Pinotti (DEM-SP)
Dr. Talmir (PV-SP)
Edinho Bez (PMDB-SC)
Edmar Moreira (DEM-MG)
Eduardo Barbosa (PSDB-MG)
Eugênio Rabelo (PP-CE)
Evandro Milhomen (PCdoB-AP)
Fátima Pelaes (PT-RN)
Fernando de Fabinho (DEM-BA)
Fernando Ferro (PT-PE)
Flávio Dino (PCdoB-MA)
Francisco Rodrigues (DEM-RR)
Frank Aguiar (PTB-SP)
Gastão Vieira (PMDB-MA)
Geraldo Pudim (PMDB-RJ)
Gonzaga Patriota (PSB-PE)
Homero Pereira (PR-MT)
Ilderlei Cordeiro (PPS-AC)
Índio da Costa (DEM-RJ)
Jaime Martins (PR-MG)
Jairo Ataíde (DEM-MG)
Jô Moraes (PCdoB-MG)
João Magalhães (PMDB-MG)
João Pizzolatti (PP-SC)
José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG)
Jorge Khoury (DEM-BA)
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Joseph Bandeira (PT-BA)
Júlio Delgado (PSB-MG)
Jusmari Oliveira (PR-BA)
Laerte Bessa (PMDB-DF)
Lelo Coimbra (PMDB-ES)
Léo Alcantara (PR-CE)
Lincoln Portela (PR-MG)
Luciana Costa (PR-SP)
Luciano Castro (PR-RR)
Luiz Couto (PT-PB)
Marcio França (PSB-SP)
Marcio Reinaldo Moreira (PP-MG)
Marcondes Gadelha (PSB-PB)
Marcos Montes (DEM-MG)
Maria Lúcia Cardoso (PMDB-MG)
Maurício Rands (PT-PE)
Milton Monti (PR-SP)
Nárcio Rodrigues (PSDB-MG)
Neilton Mulin (PR-RJ)
Nelson Bornier (PMDB-RJ)
Nelson Goetten (PR-SC)
Nelson Marquezelli (PTB-SP)
Nelson Meurer (PP-PR)
Neucimar Fraga (PR-ES)
Osmar Serraglio (PMDB-PR)
Pastor Manuel Ferreira (PTB-RJ)
Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG)
Paulo Bornhausen (DEM-SC)
Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE)
Paulo Pereira (PDT-SP)
Pedro Fernandes (PTB-MA)
Pepe Vargas (PT-RS)
Perpétua Almeida (PCdoB-AC)
Pinto Itamaraty (PSDB-MA)
Prof. Sétimo (PMDB-MA)
Rafael Guerra (PSDB-MG)
Ribamar Alves (PSB-MA)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Rodrigo de Castro (PSDB-MG)
Sebastião Madeira (PSDB-MA)
Sérgio Moraes (PTB-RS)
Urzeni Rocha (PSDB-RR)
Valadares Filho (PSB-SE)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Virgílio Gumarães (PT-MG)
Vitor Penido (DEM-MG)
Waldir Maranhão (PP-MA)
Wladimir Costa (PMDB-PA)
Zé Geraldo (PT-PA)
Zequinha Marinho (PMDB-PA)

Senadores
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Ademir Santana (DEM-DF)
Almeida Lima (PMDB-SE)
João Tenório (PSDB-AL)

07 novembro, 2007

O caso do aeroporto de Recife

Um representante da Mancha Verde, maior organizada do Palmeiras, soltou um boato na segunda pela manhã na Internet através do orkut, dando conta que jogadores do Palmeiras estariam bêbados e drogados no aeroporto e, abordados por membros da torcida, teriam sido agredidos.

Abaixo, a mensagem:

JOGADORES BEBADOS APANHAM NO AEROPORTO

Luiz Henrique, Paulo Sergio, Walmir (drogado) chegaram bebados no aeroporto em Recife depois da delegação completamente bebados e deram de cara com a Mancha que estava voltando para São Paulo, resultado: Tomaram uma pá de soco e apanharam muito, o David meia que era do Guarani saiu correndo e nem embarcou ficou lá em Recife.

Só não apanharam mais porque a Policia interviu...

O Caio Junior perdeu totalmente o controle sob o grupo e agora é o seguinte: O Papo será outro, não queremos mais esses merdas no time e muito mesmo essa besta de técnico no comando.

IZIDORO MV

Questionado no mesmo fórum sobre a veracidade da história, cheia de incoerências, e que poderia ser uma "lenda", o torcedor esbravejou, usando agora o nome do presidente da organizada:

"Que lenda?? vai tomar no cú...e quem esta mandando esse recado para voces é o Janio ok? qualquer coisa vem tirar satifações comigo, porque eu é quem estava no aeroporto, e caso voce não saibam eu sou o Presidente da Mancha seus pau no cú... "

A repercussão na mídia, surpreendentemente, foi grande. Ou melhor, não tão surpreendentemente, afinal, em se tratando de fazer um sensacionalismo barato, a imprensinha já não tem mais nenhum pudor, e aceita como fontes legítimas fóruns totalmente desqualificados, como o orkut.

O repórter Eduardo Savóia, da TV Record, foi o primeiro a repercutir a informação. Foi seguido por vários setores da imprensa, na internet, rádio e TV. A essa altura, a torcida do Palmeiras já não sabia mais no que acreditar, e os jogadores citados passaram a ser marginalizados por gente mal-informada e/ou mal-intencionada. Profissionais, pais de família.

O torcedor, hoje pela manhã, admitiu que tinha sido mal informado, e divulgou no mesmo fórum a seguinte nota:

PEÇO DESCULPAS PELO MEU ERRO

Quando erro venho a publico e assumo, hoje na Sede da Mancha tive a confirmação que não houve agressão da torcida nos jogadores do Palmeiras no aeroporto de Recife, a pessoa que passou a informação e pediu para que fosse divulgada, SE EQUIVOCOU...e esse problema ja foi resolvido internamente pois me deixou numa situação desconfortavel.

No tocante a embriaguês dos jogadores, isso esta confirmadissimo e com provas, pois funcionarios do aeroporto e torcedores comuns afirmaram que viram jogadores do Palmeiras com latinhas de cerveja, conforme materia publicada no Jornal Lance. Sem falar logico nos envolvidos que afirmaram categoricamente que sentiram o odor do alcool.

Portanto so para reforçar, peço desculpas pelo ERRO passado por um integrante da Mancha, onde creio que na emoção e na enfase da situação acabou falando demais. E serviu tambem de lição para mim, que caso ocorra algum fato e eu não esteja presente, antes de afirmar qualquer coisa eu tenho que procurar saber a real verdade.

IZIDORO MV

Pois é... aquela marra da segunda mensagem agora está contida, e só transparece quando o autor diz que "a embriaguês esta confirmadissima" - para ele, uma lata de cerveja após um jogo é um crime inafiançável - se é que dá para confiar nesse "confirmadissima"... O mais irônico é que esse tom moralista parte de um cidadão que é dono de um bar...

As mensagens onde as acusações foram feitas, claro, já foram apagadas pelo autor.

Mas o fato de um boato de orkut não se confirmar não é o principal fato a ser condenado, e sim a repercussão dada pela imprensa. E agora, senhor Savóia? E agora, imprensinha em geral, que prometera bombardear o Palmeiras devido ao episódio Thiago Neves? É isso que vocês vão fazer mesmo? Vocês dão cada vez menos alternativas ao torcedor palmeirense a não ser abandoná-los e se informar pela a mídia alternativa na Internet. Maus profissionais cada vez mais vão sendo passados para trás por pessoas amadoras, porém, honestas. E a classe dos jornalistas vai ficando cada vez mais envergonhada de seus representantes na mídia esportiva.

O lateral Leandro, um dos citados no lamentável episódio que não aconteceu, foi um dos que mostrou mais abatimento e mágoa. Com toda a razão. Mas todo o elenco, de fato, sentiu. Claro, o relacionamento com a imprensa tende a piorar, e uma nova guerra se aproxima - a sorte é que o ano está acabando. Os responsáveis por isso estão citados neste post. Que a torcida do Palmeiras não se esqueça de mais essa.

A assessoria de imprensa do Palmeiras entrou em ação e já obteve do repórter Eduardo Savóia a promessa de que ele vai se retratar amanhã no programa do meio-dia que participa. Leandro também vai ao programa. Aguardemos. Muito provavemente, o espaço não será o mesmo, já que não se compara o ibope do sensacionalismo de uma mentira com o sorriso amarelo de um desmentido. E esse está sendo o praxe na atual imprensinha: VAMOS DETONAR O PALMEIRAS E FODA-SE, DEPOIS SE FOR O CASO A GENTE SOLTA UMA NOTINHA DESMENTINDO.

Parmerista, mais uma vez: a saída está na mídia alternativa palmeirense. Consulte o menu ao lado, as seções rádios palmeirenses, sites palmeirenses e blogs palmeirenses, e boa informação para você.

Valdivia suspenso por cinco jogos

Terminou agora há pouco o julgamento de Valdivia pelos lances que ocasionaram sua expulsão no jogo contra o Vasco.

A defesa do jogador conseguiu desclassificar as denúncias do artigo 258, e enquadrou no 255:

Art. 258. Assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva, em relação a componente de sua representação, representação adversária ou de espectador.
PENA: suspensão de 1 (uma) a 10 (dez) partidas, provas ou equivalentes.

Art. 255. Praticar ato de hostilidade contra adversário ou companheiro de equipe:
PENA: suspensão de 1 (uma) a 3 (três) partidas, provas ou equivalentes.

Valdivia pegou 2 jogos pelo lance contra Alan Kardec, que originou sua expulsão, e 3 pelo lance contra Thiaguinho, minutos antes.

Desta forma, após ter cumprido automática, o chileno ainda terá que cumprir quatro jogos: os três últimos deste campeonato brasileiro, e o primeiro jogo da Copa do Brasil ou do Brasileirão do ano que vem, dependendo da classificação final do Palmeiras no campeonato.

De qualquer forma, este ano, não teremos mais Valdivia em campo.
***

22h50: A Assessoria de Imprensa já divulgou uma nota avisando que o clube vai recorrer:

ASSESSORIA DE IMPRENSA
SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS
[INFORMAÇÃO - 07/11, QUARTA-FEIRA]
PALMEIRAS TENTARÁ EFEITO SUSPENSIVO PARA VALDIVIA

O meia Valdivia foi julgado na noite desta quarta-feira pelo STJD -
Superior Tribunal de Justiça Desportiva - e pegou cinco jogos de
suspensão. O chileno foi incluso nos artigos 253 (praticar agressão
física) e no 255 (praticar ato de hostilidade), pela expulsão no
jogo contra o Vasco, no dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, e
também por supostamente ter agredido o jogador Thiaguinho, na mesma
partida.

Confira a matéria, com declarações do advogado do clube, Luiz
Roberto Castro, e também do jogador, acessando o site oficial do
Palmeiras: www.palmeiras.com.br

05 novembro, 2007

É Brasil!


Ah, e não me venham com "vamos nos preocupar com a gente", "fora esse", "fora aquele". Este post é bem-humorado.

Sport 3x1 Palmeiras

Por pior que possa estar o humor do parmerista numa segunda-feira pós-feriado chuvoso e pós-duas derrotas do Verdão, há que se separar muito bem essas duas derrotas. A de quinta foi em casa, contra um time sem grandes aspirações até o fim do campeonato, jogando muito mal. A deste domingo foi contra um time que ainda teme o rebaixamento, na casa do adversário, que tem o quarto melhor desempenho de todo o campeonato com 10 vitórias e 5 empates em 18 jogos.

Na de quinta, o Palmeiras perdeu apenas para seus próprios erros. Nesta, apesar das falhas, o Sport jogou bola. Mesmo assim, o Palmeiras criou de forma consciente, foi um bom jogo de futebol. E o juiz atrapalhou. Ao contrário da derrota de quinta, o revés contra o Sport poderia muito bem ser assimilado como um acidente de percurso aceitável. O problema é o momento em que ele veio: na seqüência de uma derrota vexatória e num momento crucial do campeonato.

O Palmeiras, apesar da apatia de Martinez, ocupou bem os espaços no primeiro tempo e levava mais perigo para Magrão do que o Sport para Diego. O Verdão teve na primeira etapa dois pênaltis não marcados a seu favor, e se Carlos Simon quisesse deixar o jogo seguir na bola que pegou na mão de Gustavo, deixava. Preferiu pôr na cal. Diegão foi bem, mas Da Silva dessa vez bateu bem no canto, 1x0. O jogo ainda poderia ter virado empatado, não fosse a bomba de Wendel ter beijado o travessão da Ilha, que está balançando até agora. Detalhes...

Pois o impossível aconteceu no segundo tempo: Makelele é lançado por Caio, invade a área e é derrubado por Magrão. Pênalti para o Palmeiras! Na trigésima-quinta partida do campeonato, o Palmeiras finalmente teve o primeiro pênalti marcado a seu favor, que Caio converteu com categoria. Mas a alegria durou pouco: Aos 10 minutos, Carlinhos Bala aproveitou um cochilo na saída de bola do Palmeiras, avançou pela direita e acertou um chute de raríssima felicidade, uma jogada de sinuca tamanha a precisão - mais pra esquerda era fora, mais pra direita Diego pegava. E o chute foi de direita, com a parte de dentro, o que tornou a curva mais improvável ainda de dar certo.

Foi um balde de água fria no Verdão. A torcida pernambucana se inflamou, e o Palmeiras demorou a se reencontrar. Quando o controle do jogo parecia estar voltando, uma pixotada monstruosa de Gustavo selou o destino de jogo, com uma cabeçada a la Denys, ou a la Alexandre, como preferirem. Um horror. Carlinhos Bala, que não havia feito nada no jogo (e não fez nada depois), fez dois gols e definiu a partida.

O Palmeiras ainda tentou, o volume de jogo era suficiente para chegar ao gol adversário, mas as finalizações não foram boas. Quando finalmente uma bola foi cutucada pra dentro, foi flagrado o impedimento de Gustavo, por muito pouco. Mas não seria suficiente e a derrota já estava decretada - a importância desse gol é que no saldo ele poderia ser decisivo a nosso favor - esperamos que a falta dele não seja decisiva, contra...

Agora a classificação complicou. Ainda dependemos apenas de nossas forças, já que estamos empatados com o Flamengo e só perdemos no saldo de gols. Nossa tabela prevê dois jogos em casa, e um fora - dificílimo contra um Inter que, coma volta de Nilmar e Fernandão, tornou-se um time fortíssimo. O Grêmio ainda tem um confronto com o América, o que já são favas contadas. E o Cruzeiro parece ter reencontrado o bom futebol.

Os parmeristas mais inflamados defendem que o Palmeiras fique fora da Libertadores, pois consideram que o caminho para um título é bem mais fácil pela Copa do Brasil. Isso chama-se falta de visão, me perdoem. Uma classificação para a Libertadores é decisiva para nós: depende dela a manutenção dos nossos maiores valores no elenco, depende dela uma premiação muitíssimo interessante para o primeiro semestre do ano que vem, depende dela uma boa negociação com os possíveis patrocinadores do próximo ano, que estão só esperando essa definição para bater o martelo. Ah, sem falar que, numa dessas, em 14 jogos podemos ser bicampeões da América.

Portanto, nesses 3 jogos, mais do que nunca, Gustavadas à parte, Caiojuniadas à parte, VAMO PALMEIRAS!

Atuações:
Diego Cavalieri: mais uma vez, sem culpa nos gols: 6
Wendel: estamos carecas de saber que ele não rende na lateral. Mas mesmo assim é melhor que Paulo Sérgio. 6,5
Gustavo: teve sua noite de Beto Fuscão. 2
David: sentiu a pressão, inseguro. 5
Leandro: até arriscou umas subidas. 6,5
Pierre: mal posicionado, muito perto da zaga, quase que como um terceiro zagueiro. Mesmo assim, parece não ter sentido a falta de ritmo. 7
Makelele: finalmente saiu um gol de uma jogada sua como ponta-direita. 7
Martinez: lento, lento, lento... sua entrada quebrou o ritmo do time, que vinha numa seqüência muito boa. 4
Caio: muito boa partida. Rende muito mais quando pode dividir a responsabilidade da articulação. 8
Valdivia: desta vez se segurou para não mandar o Simon à merda. Novamente caçado, atraiu marcadores, abriu espaços, fez boas jogadas, 7,5
Rodrigão: discreto, até tentou buscar a bola, mas não estava numa noite inspirada. 6
Caio Junior: errou ao manter Martinez. Com a volta de Valdívia, podia ter mantido o time que vinha jogando. Parece que, com a quase certa suspensão do chileno, já está pensando em acostumar o time com Martinez. Seja lá o que tenha pensado, errou. 3,5
Entraram Paulo Sergio, Valmir e Luiz Henrique, e Valmir foi o que melhor se apresentou dentre estes. Mas ainda não foi desta vez que ele acertou aquele cruzamento.

***
Carlos Simon teve seis lances de pênalti para decidir se devia apitar ou não. Ele foi vistoriado pela intrépida equipe do SporTV, durante e depois do jogo. Vejamos:

1) Bola na mão de Gustavo. Se quisesse, deixava seguir. Preferiu marcar. Para o SporTV, pênalti. Para este blog, lance interpretativo.
2) Solada de Durval em Caio. Simon mandou seguir. Para o SporTV, nada. Para mim, pênalti claro.
3) Valdivia se enrola com Cesar na área e cai. Simon manda seguir. SporTV faz piadinha sobre Valdívia. Mas o lance foi normal.
4) Makelele derrubado na área por Magrão. Simon põe na cal. Até o pessoal do SporTV concordou. Claro que foi pênalti.
5) Pierre disputa uma bola com Da Silva e coloca pra escanteio. Simon aponta o tiro de canto. Para o SporTV, pênalti (!!!). Claro que não foi nada.
6) Falta para o Sport, Martinez ia levar a bolada no rosto recém-operado e leva o cotovelo à bola para se proteger. A bola estava na altura do rosto. Simon marca escanteio. Mas pro SporTV, foi pênalti (!!!). Tão de sacanagem.

Para coroar essa lamentável cobertura, a equipe de esportes do canal pago dedicou, através do repórter Marcos Peres, um precioso espaço na transmissão para dar eco às estapafúrdias declarações de um ex-cartola do clube, que garante que três jogadores do atual elenco estariam com as suas negociações com clubes europeus concretizadas. Como sempre, o opulento senhor joga contra o Palmeiras, e conta com o apoio de determinados setores da imprensa. Anotem mais esse.

03 novembro, 2007

Parpites vão acumular

Pessoal, em virtude do jogo ter sido na quinta, na véspera do feriado, o blog não vai abrir os parpites para o jogo de amanhã.

Claro, você já sabe que aqui não tem tempo ruim, e caso o Palmeiras vença, duas camisas serão colocadas em jogo na partida seguinte, contra o Fluminense.

Valeu turma.

02 novembro, 2007

Palmeiras 0x1 Juventude

Como num pesadelo recorrente, o Palmeiras voltou a tropeçar em casa contra um time com um jogador a menos. Pra piorar, desta vez os mais de 16 mil parmeristas ainda estavam debaxo de chuva, assistindo a um show de incompetência do time que, graças aos outros resultados da rodada, permanece no G4.

Quem estava no Palestra ontem certamente se lembrou de dois jogos emblemáticos deste ano: contra o Guaratinguetá, pelo estadual, e contra o Sport, no primeiro turno do Brasileiro. Partidas pífias, contra adversários extremamente inferiores tecnicamente e com jogadores a menos. Quando vira ataque contra defesa, o Palmeiras não sabe o que fazer, já que não tem jogadas para confundir a marcação adversária, e o que se vê é um bumba-meu-boi que raramente dá certo - ao que eu me lembre, apenas contra o Santos. Depender da camisa toda hora não dá certo - tem que jogar bola.

O problema crônico da saída de bola deveria ter sido amenizado com a volta de Martinez. Mas o volante ainda está sem nenhum ritmo de jogo, e ontem ainda recebeu de Caio Junior a orientação para jogar mais avançado. Com isso, os velhos chutões permaneceram, para desespero de nossa torcida. Mesmo assim, o Palmeiras ainda criou algumas boas chances no primeiro tempo, sendo que numa delas Rodrigão poderia ter se consagrado com uma bicicleta maravilhosa que explodiu no travessão.

O time voltou igual para o segundo tempo, que foi um autêntico show de horror. O problema do Palmeiras me parece claramente psicológico - isso porque temos(?) uma renomada psicóloga esportiva em nossa equipe técnica. Ao se ver com a faca e o queijo na mão, o time se desespera. E a torcida apoiou até o fim, não se ouviram vaias durante as patéticas tentativas de virar a partida.

O Palmeiras manteve a posse da bola, virou o lado do jogo, chutou de longe, cruzou bolas, mas não teve jeito. Mesmo com a saída dos dois laterais para a entrada de Luís e William, o time permaneceu inofensivo, bastando ao Juventude fechar bem a entrada da área e espanar os maus cruzamentos aproveitando-se da grande estatura de seus limitados zagueiros. Aliás, foi um deles que, num raro escanteio, fez o gol da vitória do rebaixado time gaúcho, que, com nada a perder, veio com um esquema ousado e inédito no primeiro tempo, com três atacantes.

Caio Junior ontem, acreditem, não foi mal. Ele escalou certo e trocou certo. Parmeristas, a escalação de Martinez não é resultado de uma visão defensivista, ou de uma cautela excessiva, tanto que ele jogou bem adiantado. Taxá-lo de retranqueiro seria uma injustiça. Ao final do jogo, o Palmeiras tinha sete atacando. O problema de Caio Junior é o conjunto da obra. Ele falhou ao dar padrão de jogadas ao time. Num jogo como ontem, um padrãozinho mínimo seria suficiente.

O Palmeiras jogou o campeonato inteiro no erro do adversário. Com um campeonato de baixo nível técnico como esse, a fórmula muitas vezes dá certo, e o quarto lugar reflete bem a quantas anda o futebol nacional. O Palmeiras tem que ter alternativas táticas. Tem que haver mais jogadas de pé em pé. Caio Junior não errou especificamente em nada ontem. E mesmo assim sai como o grande responsável pelo mau resultado.

Deixei por último os meias. Sim, a ausência de Valdívia precisa ser citada. Embora eu o absolva do destempero de domingo, é inegável que o chileno fez muita falta. Com Martinez sem ritmo, Caio viu-se como único responsável pela articulação das jogadas. E foi mal, não sei se por ter sentido a responsabilidade, ou porque jogar sozinho é foda mesmo. De qualquer forma, foi mal até nas bolas paradas.

Atuações:
Diego Cavalieri: Assistiu ao jogo. Não teve culpa no gol. 6,5
Paulo Sérgio: Cada vez mais parecido com um cone. 5
Gustavo: Falta alguém com sua personalidade do meio pra frente, um líder. No entanto, podia estar mais bem posicionado na hora do gol. 6,5
Dininho: pouco acionado, levou um cartão bobo. Saiu no intervalo. 5
Valmir: Ainda não foi dessa vez que o Lucinho acertou aquele cruzamento. 5
Wendel: Disposição infinita. Um carrinho preciso no primeiro tempo, que salvou o gol e ainda tirou Tadeu do jogo. Depois, deslocado pela lateral, apoiou bem. O melhor em campo. 8
Makelele: Compromete muito quando se vê obrigado a ir para a ponta direita. 6
Martinez: Avançado, ainda sentiu a falta de ritmo. Lento, quase parando. Meteu um balaço no travessão, uma pena. 5
Caio: Atuação muito longe do que sabemos que pode. 5
Luiz Henrique: Atuação padrão, sabemos que não pode muito mais que isso. 5
Rodrigão: Uma bike belíssima quase muda o destino do jogo. Buscou jogo, se deslocou, finalizou. Mas não guardou. 6,5
Luís entrou no segundo tempo, e quase fez sua parte. Tentou, se mexeu, bateu de fora, cabeceou. Nada. 5
William entrou depois, e foi de uma regularidade impressionante: errou todas as jogadas. ZERO.
Caio Junior: Só por ontem, 8,5. Pelo que fez até agora, que resultou no desastre, 1,5. Média, 5

01 novembro, 2007

Hoje, só amanhã

Em respeito aos leitores que ficam esperando pelo post do pós-jogo, aviso que ele será feito só amanhã.

Se fizer agora, não vai prestar.

Boa noite a todos - se possível.

Boleiros - fotos

Pessoal, seguem as fotos tiradas pelo fotógrafo e sedutor Vinícius Baratta em nosso encontro no último domingo.

Como vocês podem ver, o clima era bastante descontraído, com distribuição de prêmios, além de muito bom-humor e prêmios pra galera.

Cliquem sobre as fotos para vê-las ampliadas. Valeu Baratta, e avisa a data do casório!


Hora do jogo. Tensão...

Prêmios pra rapaziada

O Baratta não saiu enrolado com essa gata porque não quis!

Valeu rapaziada, até o próximo!