Adidas


30 outubro, 2007

Parpites - Palmeiras x Juventude

Tem tudo pra ser um jogo fácil. O Juventude está praticamente rebaixado, desmotivado, e os jogadores não têm muito o que fazer no Palestra, a não ser tentar jogar uma partida brilhante e chamar a atenção de algum clube grande.

Por isso, salvo se aparecer uma daquelas zebras que de vez em quando galopam pela relva do Jardim Suspenso, o Verdão deve vencer com tranqüilidade, mesmo sem Valdivia: 2x0, sem forçar, com dois gols do matador Rodrigão-Seleção, sendo que num deles ele vai chapelar dois zagueiros antes de estufar o peito e encher as redes gaúchas. 11.215 parmeristas, ainda sem receber o salário de outubro, vão assistir a essa obra-prima.

Parmerista, deixe seu parpite com seu nome completo, placar, artilheiros, público pagante e e-mail, para concorrer a uma camisa oficial do Verdão e a um kit com produtos Adidas. E se o Verdão não ganhar, ninguém ganha, nunca se esqueçam disso...

Boa sorte!

29 outubro, 2007

Os bambis do sul

Há quatro rodadas, o Palmeiras deu um pau no Grêmio. Um chocolate mesmo, um show de bola. O placar de 2x0 foi apenas suficiente para refletir a autoridade com que o Palmeiras, comandado por um Valdivia numa noite infernal, subjugou o tricolor gaúcho.

A partida foi antecedida por uma série de declarações infelizes, principalmente do técnico Mano Menezes, que criou um clima de tensão desnecessário, mas que não foi suficiente para desestabilizar o Verdão.

E Valdivia acabou com o jogo, e ainda despachou dois gremistas: Gavilan e Sandro Goiano. Os dois foram suspensos pelo STJD por agressão e jogo violento, respectivamente. As mágicas do chileno foram demais para os nervos dos bambis dos pampas, aquele clube cujo torcedor gosta de comemorar os gols juntando seu peitoral no dorso do torcedor à frente, num movimento frenético de descer as arquibancadas pra ver quem consegue chegar primeiro na mureta e nao ter que encostar em ninguém, apenas ser encostado. Há gosto pra tudo.

O jogo com o Grêmio já é passado, nem nos lembrávamos de sua existência. Mas o episódio do jogo deste domingo, onde Valdivia por duas vezes praticou conduta antidesportiva ao tentar desvencilhar-se da marcação ostensiva de seus adversários, despertou na direção gremista um sentimento que é típico dos seres humanos, digamos, mais melindrosos. Numa atitude em que se meteu num assunto onde não lhe dizia o menor respeito, o site oficial do Grêmio, 23 dias depois, divulgou uma nota onde destila todo o ódio reprimido pelas humilhações que Valdivia - com a bola, inflingiu-lhes há mais de três semanas.

Meu Deus! As moças são vingativas!

Numa nota cujo título é "Cai a máscara do chileno Valdivia", podem ser vistas as palavras "índole", "covarde" e "mau caráter". Dá até pra imaginar o rímel borrrado de quem escreveu. Tudo isso não é pelas jogadas ríspidas frente a Alan Kardec e Thiaguinho, do Vasco. Isso é pelo show de bola que ele deu aqui no Palestra, no dia 6.

Depois das frescuras do Fluminense no caso Thiago Neves, e agora com mais esse piti tardio, e por isso mesmo absolutamente ridículo da direção gremista, a velha conclusão de que todo time tricolor, não importa o estado, é bambi, é cada vez mais verdadeira...

Falando sério agora, a torcida do Grêmio deveria se envergonhar de seus atuais representantes. Esse tipo de nota cheia de melindres, tão infantilóide e fora de tempo, mostra o quão seus comandantes são vulneráveis, frágeis, e incapazes de absorver uma derrota. Estão longe de serem representantes legítimos de uma camisa que é chamada pelos próprios torcedores de "imortal", e que já deu ao país grandes expoentes do futebol, como nosso grande ídolo Felipão e Ronaldinho, só pra citar dois pentacampeões.

Retratação já

No dia 29 de agosto, pela 22ª rodada do Brasileirão, o São Paulo venceu o Palmeiras por 1x0 no Palestra, roubado. O gol de Max anulado pelo auxiliar ainda causa algumas azias aos estômagos parmeristas. Até essa data, a defesa sãopaulina tinha sofrido 7 gols, contando com a ajuda da arbitragem em vários lances no decorrer do campeonato além do gol de Max. Pênalti contra o São Paulo, como este domingo, é quase tão raro quanto pênalti a favor do Palmeiras.

Uma continha rápida nos permite concluir que, após a 22ª rodada, a defesa bambi ostentava uma média de 0,32 gols sofridos por jogo. De forma inacreditável, isso já foi suficiente para a Folha de S.Paulo decretar que o time do Jardim Leonor (há controvérsias, há que diga que fica na Vila Sônia) tinha quebrado o recorde de 1973 da defesa da Academia de Osvaldo Brandão, que levou 13 gols em 40 jogos, média de 0,33 gols sofridos por jogo. Vejam trecho da matéria:

"Completando sua sexta partida sem sofrer gols, o São Paulo tem agora a melhor defesa da história do Nacional, derrubando a marca que pertencia ao clube rival de ontem à noite e perdurava desde 1973..."

Como é possível ver, a Folha torce tanto para o São Paulo, mas tanto, que na euforia por ter vencido o Palmeiras no Palestra ignorou o fato que a marca da academia de 73 refere-se a um campeonato todo, e decretou que os 22 jogos disputados até então eram suficientes para derrubar a marca - expressão textual - de um campeonato todo.

Pois bem, mais onze rodadas se foram, os bambis já levaram mais seis gols e atingiram treze, o que torna impossível que, ao final do campeonato, a média de gols sofridos seja inferior à da insuperável Academia que tinha na defesa que ninguém passava Leão, Eurico, Luis Pereira, Alfredo e Zeca, com Dudu na cabeça da área.

Questionado por vários palmeirenses, a quem vamos personificar em Emerson Prebianchi, leitor do blog do meu amigo Vicente, o Terceira Via Verdão, o ombudsman da Folha declarou o seguinte:

"Caro Emerson,

Agradeço sua manifestação. Solicitei avaliação do editor do caderno, que enviou a seguinte ponderação:

'A reclamação do leitor é compreensível, mas é fato que, neste momento, a melhor defesa da história do Campeonato Brasileiro pertence ao São Paulo. O clube, claro, terá que defender a marca até o final do torneio, algo que, por enquanto, não parece tão impossível. Principalmente se o time de Muricy mantiver o ritmo em 22 rodadas disputadas, 7 gols sofridos; a partir disso, soa plausível o time tomar até 5 gols nas 16 rodadas restantes, como nota o leitor. De qualquer maneira, ele pode ter certeza que, se a marca perecer, o São Paulo fracassar, o registro da manutenção do recorde pelo Palmeiras de Brandão merecerá destaque semelhante.'

Sendo o que havia para o momento, despeço-me."

Pois bem, senhor ombudsman. O goleiro de hóquei, além de errar mais um pênalti, tomou o décimo-terceiro gol e o recorde não será batido este ano. A marca bambi pereceu, o São Paulo fracassou. Portanto, a torcida do Palmeiras EXIGE a retratação da matéria, com destaque igual ou maior para a maior linha de defesa que este futebol já viu. E mesmo com a retratação, que fique registrada a arrogância do veículo, que não reconheceu o erro de forma imediata, condicionando a correção a não-consecução da manutenção da média. Bem coisa de bambi mesmo...

Assim como outras glórias passadas do Verdão, não precisamos que sejam novamente e eternamente reconhecidos, nosso orgulho já nos basta. Mas não vamos aceitar que um meio de comunicação distorça os fatos, tripudie por ocasião de uma vitória roubada e nos surrupie uma marca apenas para satisfazer o ego de torcedor de um editor de esportes. Se bem que surrupiar é uma palavra que caminha próxima demais do clube ao qual a marca falsa foi atribuída.

Para quem quiser mandar um "lembrete" ao ombudsman, para que ele cobre o editor de esportes, aqui vai: ombudsman@uol.com.br.

28 outubro, 2007

Tarde de Palmeiras no Boleiros

Realizamos neste domingo mais um encontro dos leitores do blog Parmerista no Boleiros Bar, no Itaim. Cerca de 50 pessoas passaram uma tarde com overdose de futebol, que começou às 4, com o jogo das moças. Em outra tela, era exibida a grande vitória do Verdão sobre o Vasco nas oitavas-de-final da Librtadores de 99, com show de Alex, Paulo Nunes e Arce. As atenções estavam muito mais voltadas para o jogo histórico do que para o jogo das meninas. Era possível ver gente torcendo, como se o jogo fosse ao vivo. Na outra tela, apesar do gol bambi, a galera já vibrou com o pênalti desperdiçado pelo goleiro de hóquei. A partir das 5, o jogo dos gambás também passou a dividir as atenções. O gol de Chicão encheu o pessoal de alegria. E o pessoal encheu o caneco de chopp.

Enquanto o Palmeiras fazia dois e levava dois do Vasco, o gambá milagrosamente virava seu jogo. Mas nem os resultados finais dos jogos dos rivais tiraram a animação do pessoal. O segundo tempo já foi um pouco mais tenso, e a ducha de água fria veio com a expulsão de Valdivia. Mas o que importava é que os gambás continuam na zona de rebaixamento, e nós continuamos no G4. E valeu a alegria de compartilhar mais uma vez o espaço com os leitores do blog. Foi realmente muito legal.

Presenças de destaque:
- Núbia Tavares, que é ainda mais bonita pessoalmente do que nas fotos do orkut, com seus 1,94m de altura mostrou quem manda na relação: ao sair o gol de Chicão, pegou o celular e ligou pro namorado corintiano: "ão ão ão, segunda divisão!", bradou;
- Pedro Ivo, que não assistiu ao jogo, só ficou paparicando a gatinha - também mostrou quem é que manda: ela. Quando teve uma brechinha, cornetou o Caio Junior;
- Vinicius Baratta, com seu charme irresistível, quase arrumou uma namorada. Saiu solteiro porque quis.

Um grande abraço a todos os parmeristas que compareceram ao Boleiros e que passaram uma tarde extremamente agradável, cercados de palmeirenses, com muita torcida, chopp e bom humor.

Estamos aguardando as fotos que os parmeristas tiraram durante o jogo, e a disponibilizaremos no blog assim que possível. Valeu pessoal!

Vasco 2x2 Palmeiras

Num jogo bastante movimentado, o Verdão empatou com o Vasco por 2x2 depois de estar à frente no placar por duas vezes, e manteve-se no G4, embora tenha perdido uma posição. Na próxima rodada, inverte-se a situação, e nossos concorrentes jogam como visitantes, enquanto nós pegamos o virtual rebaixado Juventude no caldeirão do Palestra. A tendência é solidificar ainda mais a posição na zona da Libertadores, deixando para Grêmio, Cruzeiro e até o Flamengo a briga pela quarta vaga, já que o Santos vem mostrando consistência nesta fase final. Só dependemos de nossos esforços - e há quem diga que é aí que mora o perigo.

Estivemos no Boleiros Bar, na agradabilíssima companhia de dezenas de parmeristas, o que complicou um pouco a observação do jogo em si. Mas mesmo assim vai ser possível dar alguns pitacos.

O jogo foi movimentadíssimo até os 15 do segundo tempo, com ambas as equipes aproveitando o deserto que aparecia no meio-campo. Tanto Caio e Valdívia do nosso lado, como Conca do lado deles, jogaram bastante avançados, cabendo aos volantes a tarefa de tentar alçar a bola aos talentosos homens de criação. O Vasco ainda contou com o ótimo Wagner Diniz para auxiliar nesta tarefa, e o argentino foi o homem mais perigoso do jogo o tempo todo. Não fossem as boas presenças de Wendel e Makelele na cobertura, o estrago poderia ter sido grande.

No final, os dois times cansaram, e o jogo ficou franco, embora lento. A partida ganhou um tempero especial coma entrada de Romário, que no final de sua carreira teve o prazer de encontrar pela frente Diego Cavalieri. Prazer, Diego! O melhor goleiro do campeonato, a despeito de ter tomado dois gols de fora - indefensáveis, no ângulo - fez mais uma partida espetacular.

Rodrigão enfim pegou no tranco. Um belo gol, que teve início na jogada de Luiz Henrique pela direita, que girou e cruzou meio sem jeito. Valdivia, com extrema habilidade, amorteceu a bola e, lembrando o maor camisa 10 de nossa história, serviu a Rodrigão, que encheu o pé. Um golaço que, pelo desenho da jogada, lembrou muito o quarto gol do Brasil contra a Itália na Copa de 70 (sacada do comentarista Claudio Zaidan, da Rádio Bandeirantes).

Valdivia foi muito marcado. Apareceu em lances isolados com a categoria de sempre, como no lance do segundo gol. Mas novamente apanhou bastante. O árbitro paranaense Evandro Rogério Roman deixou o jogo seguir na maioria das jogadas - para os dois lados - e quando marcava a falta, preferiu economizar nos cartões, o que fez o jogo seguir pegado o tempo todo. Valdivia já deu mostras de que estava no seu limite quando ostensivamente tirou Thiaguinho de sua marcação com um safanão. Percebendo que o barril estava prestes a explodir, o Vasco persistiu até conseguir: já nos descontos, ao ter suas madeixas puxadas, Valdivia novamente revidou de forma ostensiva - e sobrou o cartão vermelho para ele. A imprensa vai deitar e rolar nas imagens, a palavra "soco" já está sendo usada a torto e a direito, e dificilmente El Mago vai escapar de uma punição de pelo menos 3 jogos.

Minha opinião pessoal: soco é o que Gavilán deu em Valdivia, covarde, por trás. Um golpe em que, se houvesse uma expressão acompanhando, seria "tome, filho da p...". Valdivia, nos dois lances em que se desvencilhava-se da marcação, seria "sai, c...!". Que foi agressão, foi, mas são jogadas absolutamente distintas e a agressividade dos dois lances não podem ser comparadas. Mas como eu não sou juiz do STJD, e como tem o Flamengo surgindo como interessado na jogada, fiquemos bastante atentos. Com relação à situação de Valdivia, internamente, eu faria o seguinte: lhe daria um belo esporro, na frente do grupo. Mas aqui, no íntimo, eu o perdoaria. No fundo, considero suas reações absolutamente compreensíveis, principalmente pela complacência do árbitro no decorrer do jogo.

Atuações:
Diego Cavalieri: simplesmente o melhor do país. 9
Paulo Sérgio: um cone não teria feito muito diferente. 4,5
Gustavo: um gol de cabeça, e algumas boas aparições. 7,5
Dininho: pegou uma linha do Vasco num dia inspirado, e foi envolvido. Vida de zagueiro. 6
Valmir: nosso Lucinho ainda não acertou aquele cruzamento. Pelo menos não desmaiou. 5,5
Wendel: muito recuado, deu espaço para a criação do Vasco. Mas fez seu papel congestionando a entrada da área. 6,5
Makelele: arriscou algumas subidas, principalmente após a entrada de Martinez. Ainda falta aquele capricho no último toque. 7
Caio: mais um gol saiu de seus pés. Mas abusou das tentativas de gol olímpico. Quase acertou um chutaço de fora. Muito marcado. 7,5
Valdívia: sofreu com a marcação, uma jogada divina, outras tantas geniais, e um destempero fatal. Na média, 7.
Luiz Henrique: Foi neutralizado em quase todas as jogadas, na que deu mais ou menos certo, contou coma categoria de Valdívia que fez mágica para dominar seu passe. Gol. Pela sorte, 7.
Rodrigão: abusou das tentativas de jogadas de efeito. Precisa jogar mais arroz com feijão - deve ter sido a empolgação pelo belo gol. Centroavante que deixa o dele tem que ter nota boa. 8. Deu lugar para Luís Maluco que pouco apareceu.
Martinez entrou no lugar de Luiz Henrique e não conseguiu preencher o espaço vazio. Entrou no ritmo do jogo quando já faltava pouco tempo. 6,5
Leandro entrou no lugar de Valmir e conseguiu segurar Wagner Diniz. 6,5
Caio Junior fez o óbvio. Melhor assim do que inventar. 7

26 outubro, 2007

Thiago Neves: uma nova novela

Um assunto monopolizou as atenções dos bastidores palmeirenses esta semana: a contratação de Thiago Neves, destaque do Fluminense e um dos melhores jogadores do Campeonato.

Na busca por montar um time realmente competitivo para 2008, a diretoria palmeirense contactou o jogador, em agosto deste ano. Seu passe estava dividido em dois: 32% para o empresário Luiz Alberto Oliveira Filho, e 68% para Leo Rabello. Luiz Alberto mantém bom relacionamento com a diretoria alviverde, tendo sido responsável pelas vindas de Pierre, Gustavo e Cristiano. É bom lembrar que o episódio da vinda de Gustavo foi extremamente conturbado exatamente por trapalhadas cometidas por este agente. Foi através dele que o Palmeiras firmou contrato com Thiago Neves, tendo adiantado extra-oficialmente R$400 mil de luvas para solidificar o compromisso.

Já Leo Rabello tem um histórico um pouco mais extenso. Para o Palmeiras, já trouxe talentos como Misso, Donizeti Pantera, Tuta e Lopes. Sua vontade é que o jogador permaneça no Fluminense, e exerceu juntamente com a direção e a Comissão Técnica forte pressão para que o jogador renovasse seu vínculo com o tricolor carioca. O jogador cedeu, e nesse momento incorreu num enorme erro, omitindo que já havia assinado um contrato com o Palmeiras e assumindo um compromisso com dois clubes ao mesmo tempo. Burrice pouca é bobagem.

Existe ainda um fator complicador, que seria um contrato de vínculo com o Paraná Clube, que está sendo questionado na Justiça do Trabalho paranaense pelo próprio jogador e por Léo Rabello. Informações dão conta que o agente já teria pago aos cofres do clube paranaense o valor da multa, o que em tese deve livrar Thiago Neves deste vínculo.

A última declaração do jogador revela sua vontade de permanecer no Rio, a despeito do contrato assinado com o Palmeiras. A diretoria do Fluminense, cariocamente, já deu declarações de que são clubes com afinidades e que devem resolver o problema da duplicidade do contrato amigavelmente. A diretoria palmeirense, paulistamente, acena com uma multa em caso de rescisão do contrato, estipulada em R$2,4 milhões - além da devolução devidamente reajustada do valor das luvas já adiantado. Nossos diretores parecem que, corretamente, não abrirão mão de uma vírgula sequer do que está acordado em contrato.

O fim da novela deve ter o jogador vestindo a camisa do Fluminense em 2008, com os dois clubes brigando na Justiça para definir o valor a ser pago ao Palmeiras. O ideal seria que o jogador desembarcasse no Palestra e nos ajudasse, com seu talento dentro de campo, a conquistar títulos. Mas parece ter sido persuadido, e deu declarações precipitadas que momentaneamente inviabilizam o clima para sua chegada. Sabemos, entretanto, que o mundo dá voltas e que as coisas ainda podem mudar, como aconteceu no caso de Gustavo, que parecia complicado, mas perto desta novela virou apenas um casinho de salão. Mas a tendência hoje é que ele permaneça no Rio e o Palmeiras seja compensado financeiramente.

Ainda existem alguns efeitos colaterais de toda essa novela:

1) Nesse meio tempo, a diretoria do Palmeiras, que foi absolutamente correta em todo o caso, tanto ética quanto juridicamente, teve que omitir a negociação dos meios de comunicação. Casos recentes de vazamento da informação fizeram com que negociações já encerradas fossem revertidas - casos de Alex Mineiro e Kléber Pereira. Mantendo a negociação em sigilo, tendo inclusive negado publicamente, a diretoria do Palmeiras resguardou seus direitos e não infringiu nenhum acordo ou compromisso.

Ocorre que, por ocasião da recente divulgação do contrato assinado com o Verdão, setores da imprensinha sentiram-se traídos. E como já é praxe dessa classe, já articulam ações mesquinhas contra o Palmeiras. Informações de bastidores dão conta que os veículos O Estado de S.Paulo e Diário de S.Paulo contam com profissionais que estariam por trás desta covardia, e que bombardeariam o Palmeiras com matérias tendenciosas com o claro intuito de tumultuar. E já começou, conforme pode ser conferido na versão eletrônica do secular perseguidor do Verdão: vejam as primeiras aqui e aqui.

2) Mais uma negociação promissora deve melar para o Palmeiras. O diário LANCE!, que tem contrato comercial com o São Paulo FC, se empenhou ao máximo para conseguir dar o furo. Em tese, o compromisso deles é com a notícia, e a assinatura do contrato é notícia. Mas sabidamente uma divulgação destas pode - como realmente aconteceu - influenciar o desfecho das coisas. Há que se questionar a legitimidade da atitude deste tablóide. Até quando, em nome do direito de dar uma notícia, um jornalista pode mudar o rumo dos acontecimentos? Com a palavra, os jornalistas que freqüentaram os bancos das melhores e piores faculdades do país e que tiveram - ou não - cadeiras discutindo a ética na profissão.

3) Há que se apurar através de quem o jornalista teve acesso a um documento que a diretoria palmeirense teve tanto empenho em manter resguardado. Existe um rato entre nós.


*este post foi escrito com o apoio de uma extensa pesquisa sobre todo o imbroglio sobre o passe de Thiago Neves, feita pelo historiador do Verdão, Luciano Pasqualini

25 outubro, 2007

Suhino - versão estendida

Meu amigão Marcos Kleine acabou de soltar a versão estendida do hino do Palmeiras na guitarra - o "Suhino".

E é simplesmente arrepiante.

Faça o download clicando aqui. Vamos derrubar o servidor...

Parpites: Vasco x Palmeiras

Grande freguês, o Vasco recebe o Verdão em São Januário e vai tentar somar pontos para fugir do rebaixamento. Já o Verdão, vai em busca de 3 dos 10 pontos que, em tese, serão suficientes para a classificação para a Libertadores.

Não é por nada não, mas acho que depois desse jogo faltarão só sete: neste domingo, lá no Boleiros, assistiremos a mais uma vitória sobre o baixinho da colina por 2x1, com gols de Caio e Rodrigão - o matador. 7.396 pagantes assistirão ao jogo que ainda pode contar com uma atração especial, que seria a presença de Romário como técnico.

Parmerista, deixe seu parpite nos comentários: Nome completo, placar, artilheiros, público pagante e e-mail, e concorra a uma camisa oficial do Verdão e a um kit com produtos Adidas. Boa sorte a todos!

23 outubro, 2007

II Encontro - Boleiros Bar - neste domingo

Pessoal, está chegando a hora. Neste domingo faremos o segundo encontro do blog Parmerista, no Boleiros Bar.

A partir das 15 horas, os parmeristas podem começar a tomar seus assentos - e seus chopps. Assim que a arquibancada estiver cheia, começaremos a exibição do jogo das quartas-de-final da Libertadores de 1999, quando o Palmeiras destruiu o Vasco por 4x2. Nas outras telas, podemos ir secando os rivais, enquanto esperamos pelo jogo das 18h10, quando o Verdão parte para a sétima partida invicta no Brasileirão, contra o Vasco do técnico... Romário?!?!?!

Claro, teremos o já tradicional sorteio de brindes, mas o melhor de tudo é poder assistir a uma partida do Verdão num bar totalmente apropriado, cercado apenas por palmeirenses, tomando um chopp da Brahma na temperatura certa.

Para garantir seus lugares, enviem um e-mail para parmerista@gmail.com, com o assunto "boleiros". Digam para quantas pessoas é a reserva, e aguardem as instruções para fazer o depósito antecipado, de apenas R$10,00 por pessoa.

O Boleiros Bar fica na rua Ministro Jesuíno Cardoso, 624, na Vila Olímpia - www.boleirosbar.com.br. Nos vemos no domingo, pessoal!

22 outubro, 2007

Classificando

Um repórter de campo que tem blog resolveu fazer uma classificação dos 12 maiores grandes clubes brasileiros em grandes, médios e pequenos. E ele teve a petulância de colocar o Palmeiras entre os "médios".

Não vou citar o nome do jornalista para que os parmeristas não dêem mais audiência ainda a ele - é o que ele está conseguindo, às custas de nossa torcida, já que o passatempo predileto dele ultimamente tem sido provocar a massa alviverde em busca de visitas.

Mas devo admitir: ele teve uma boa idéia. E como nesse mundo tudo se copia, vou fazer também a minha lista: vou dividir os jornalistas em categorias, e serão cinco: ótimos, bons, médios, ruins e deploráveis. Quero deixar claro que essa é apenas a minha opinião, e que os parmeristas podem fazer as suas nos comentários para discutirmos. (entre parênteses, os jornalistas esquecidos no post original, sugeridos pelos parmeristas)

Ótimos: nenhum.
Bons: ainda há jornalistas que eu me imagino trocando idéia numa mesa, numa boa. São caras que nem sempre falam o que eu gostaria de ouvir, mas o fazem com propriedade, sobriedade e argumentos coerentes. Bom humor é quase necessário. Encaixam-se nessa categoria Cléber Machado, Flavio Gomes, Tostão, Mauricio Noriega, Luiz Carlos Junior, Paulo Roberto Calçade, Mauro Beting, Alex Escobar e Marcelo Barreto.
Médios: aqueles que mantêm uma certa coerência, apresentam uma linha de raciocínio lógica, mas que acabam passando por cima da razão quando os argumentos se enfraquecem, e sustentam uma opinião equivocada para não se contradizerem. Também entram nessa categoria os que se baseiam em princípios equivocados, ultrapassados, fora da realidade: José Trajano, Paulo César Vasconcellos, Lédio Carmona, Luiz Roberto, Antero Greco, PVC, André Lofredo, Claudio Carsughi, Falcão, Fernando Calazans, Casagrande, Milly Lacombe, Neto. (Armando Nogueira, André Rizek)
Ruins: incoerentes, analisam o videotape e a tabela de classificação. São profetas do acontecido. Tem os que gostam de fazer sensacionalismo e frases de efeito para ganhar audiência: Morsa, Osmar de Oliveira, Fernando Solera, Juca Kfouri, Telmo Zanini, Galvão Bueno, Renato Maurício Prado, Sergio Noronha, Marcio Guedes... (Celso Cardoso, Celso Unzelte)
Deploráveis: a grande maioria. Ou são torcedores disfarçados (ou não), ou são vendedores, ou são palhaços, ou são frustrados, ou tudo junto. Normalmente nunca chutaram uma bola. Tem também os que simplesmente são jornalistas muito, muito, muito ruins, deploráveis. Milton Neves, Chico Lang, Milton Leite, Flavio Prado, Vitor Birner, Dalmo Pessoa, José Kalil, Carlos Cereto, Fabio Sormani, Nilson César, Téo José, Marcio Bernardes... (Marília Ruiz)

Tem muita gente que eu nem citei. As mulheres bonitinhas que embelezam a tela, os ex-jogadores com "poblema" pra pronunciar as palavras, os malditos ex-juízes, os que estão fora do ar, e os que apenas narram ficaram de fora.

Parmeristas, façam também as listas de vocês, e conforme vocês forem lembrando de nomes que valham a pena ser citados, vou atualizando essa lista. Já que eles gostam de classificar, vamos classificar essa cambada também. Afinal, eles são os profissionais, e nós, os consumidores.

21 outubro, 2007

Força Marcão!

Eu disse que a rodada do fim-de-semana foi perfeita. Mas nem tudo é motivo para comemoração.

São Marcos, o nosso Marcão, nosso herói, volta a enfrentar um sério problema de contusão. Uma fratura no ante-braço esquerdo, no treino de quinta, após um choque com Rodrigão, o afastará dos gramados até o fim do ano. O local ficará imobilizado por seis semanas, para depois seguir com o trabalho de fortalecimento muscular e condicionamento físico e técnico.

A fratura de Marcos foi no mesmo ante-braço fraturado no campeonato Paulista deste ano, no jogo contra o Juventus, dia 11 de março. O local, entretanto, foi diferente - um pouco mais próximo do pulso. Difícil elocubrar sobre algum relacionamento entre as duas contusões ou sobre a eficiência do departamento médico. Sem conhecimento médico, seria leviandade. Trata-se de mais um capítulo nesta triste novela, que tem nosso pentacampeão como um protagonista com uma incrível falta de sorte.

Marcos havia ficado 6 meses se recuperando da última fratura, e estava sendo relacionado para o banco de reservas desde o dia 30. Como não se poderia esperar que fosse diferente, sua postura foi de extremo respeito com o colega e amigo Diego. Declarou para quem quisesse que a posição era do amigo, que está numa fase magnífica, e que a briga saudável estaria de volta ano que vem.

Quem já trabalhou com Marcos assina embaixo: não existe sujeito mais espetacular. Quem o enfrentou, também. As outras torcidas vão além de respeitá-lo: admiram-no e torcem por ele. Chega a ser covardia compará-lo com certos goleirinhos sem caráter por aí. Marcos não merece esse calvário por que está passando.

Há três contusões atrás, quando se machucou numa dividida com Nilmar, em 2005, Marcos já havia ameaçado encerrar a carreira. Num exemplo de perseverança, resistiu e voltou aos gramados. A seqüência de contusões persiste, cruel. Por isso, é muito importante que ele receba todo o carinho possível da torcida palmeirense. É tudo o que nosso herói está precisando. Força Marcão, precisamos de você, mostre que essa zica não é mais forte que um monstro como você. Força!

***
Existe uma ala de parmeristas que, práticos, preferem que Marcos encerre a carreira, dado seu alto salário. Com Diego mais do que dando conta do recado, e com Bruno arrepiando nos treinos, há quem ache Marcos dispensável. Essa corrente de pensamento é compreensível. A objetividade e praticidade na gestão de negócios é uma qualidade indiscutível.

Mas futebol não é um negócio como outro qualquer. Há fatores humanos muito mais importantes do que qualquer regra acadêmica, e difíceis de serem mensurados. Marcos tem contrato até 2009, e o mínimo que a diretoria do Palmeiras tem que fazer é continuar respeitando esse contrato, e mais, estimulá-lo a ir até o fim, com todo o suporte necessário.

Um ídolo, um herói, um exemplo, não pode ser tratado como um caso ordinário, de forma fria e prática. Trata-se de uma exceção. O Palmeiras é um clube que sempre honrou valores que são desconhecidos do outro lado do muro. Creio que esses valores incluem reverenciar uma lenda, um ícone de nossa torcida. Não há praticidade que possa dobrar isso. Meu avô parmerista, onde quer que esteja, com certeza quer ver Marcão ainda jogando com a camisa do Verdão.

Força Marcão!!!

Rodada perfeita

Fazia tempo que uma rodada não saía tão perfeita. Levando-se em conta que o título é um objetivo que já não pode mais ser alcançado, principalmente devido aos erros de arbitragem a favor das moças, o Campeonato Brasileiro tem dois objetivos para a torcida palmeirense: a classificação em segundo lugar, para evitarmos participar de um desgastante confronto eliminatório pela primeira fase da Libertadores, permitindo-nos entrar direto na segunda fase, de grupos; e assistir ao rebaixamento da imundície, coisa que eles estão merecendo há muito tempo, seja pelo futebolzinho das últimas temporadas, seja pelo título sujo conquistado em 2005.

Na ponta de cima da tabela, o Verdão pulou de quinto para segundo lugar, vencendo com um bom placar o Paraná, e contando com derrotas de Santos, Grêmio e Cruzeiro. Perfeito. Agora o Palmeiras tem 54 pontos, contra 53 do Cruzeiro, 52 do Santos e 51 do Grêmio. Caso empatemos em pontos ganhos contra qualquer um deles, perdemos pelo número de vitórias, por isso, é bom manter a trajetória e contar com mais tropeços dos adversários.

Os próximos jogos: Vasco x Palmeiras; Grêmio x Náutico; Santos x Goiás e Cruzeiro x Atlético-PR. Ou seja, tudo o que a tabela foi legal pra nós hoje, tende a ser madrasta na próxima. Ao Verdão, só resta vencer o arrebentado Vasco em São Januário, porque os adversários terão moleza.

E porque os adversários devem ter moleza é que devemos vestir a camisa do Figueirense por baixo. Nosso outro objetivo depende bastante de um tropeço dos gambás em casa contra os catarinenses. A ponta de baixo da tabela está bem mais embolada, e os concorrentes dos gambás na fuga contra o rebaixamento terão jogos difíceis. A tabela mostra Botafogo e Atlético-PR com 45, Inter com 44, Vasco, Atlético-MG, Náutico, Sport e Figueirense com 43, e Goiás com 41 estão à frente deles, que têm 38 e estão na primeira posição - dentro da zona.

Como queremos ganhar do Vasco, uma vitória do lixão os deixará a 2 pontos, no máximo, de um concorrente. Os jogos, além dos já citados, são: Paraná x Inter, Fluminense x Atlético-MG; Sport x bambis e Juventude x Botafogo, considerando que Juventude e Paraná já foram, junto com o América.

Em resumo, com exceção do jogo dos bambis, e do jogo América x Flamengo que não nos interessa, temos que torcer para todo mundo que joga fora de casa, ao contrário desta rodada. Vai ser complicado.

A se registrar a consciência da torcida do Verdão no jogo de sábado. A cada gol do Fluminense, vaias. A cada gol do Goiás, festa. O quarto gol do Goiás foi comemorado de forma insana, como se fosse do Verdão. A atmosfera do Palestra, que já estava maravilhosa pela vitória do Verdão, ganhou ares de carnaval com a iminente queda dos gambás.

Faltam apenas 6 rodadas, 18 pontos em jogo. Vai curintia! Vai pra segundona!

***
Antes do jogo, foram entregues os ingressos aos vencedores da promoção dos SuperParpites. Vejam abaixo, Á esquerda, o Richard (Rádio), primeiro lugar. Entre nós, estão o Vinicius e a Mazinha, representando a Luciana Vassallo, segunda colocada que teve um problema de última hora e não pôde comparecer. A foto foi tirada no Papa Genovese. Mais uma vez, parabéns aos vencedores!

20 outubro, 2007

Palmeiras 3x0 Paraná

Jogando com bastante aplicação e garra, o Palmeiras fez o suficiente para aplicar um placar de 3x0 e, mais importante, guindar o time à vice-liderança do campeonato. Mesmo que efêmera, é a melhor posição do time desde o início do campeonato.

Não foi uma partida brilhante. O time fez valer o apoio da torcida e abriu o placar meio que na marra, o que foi determinante para a definição do placar. Após um início bastante forte, o time levou uma bola na trave num raro ataque do time paranista e parece que sentiu o golpe. Parou de jogar, e quando já parecia que viria um sufoco, veio o gol de Rodrigão, num rebote de um chute de Luiz Henrique, no finalzinho do primeiro tempo.

No segundo tempo, o time paranaense, precisando desesperadamente reverter o resultado, veio pra cima e deu o espaço que precisávamos. Contando com ótima atuação de Diego Cavalieri, o Verdão aproveitou dois lances de contra-ataque e matou o jogo, com gols de Valdívia e outro de Rodrigão.

Caio Junior armou o time num 4-4-2 clássico. Ainda sem Martinez, continua a ligação direta, e dá-lhe chutão pra frente. Final de outubro, e ainda não há jogadas com bola rolando, só na bola parada: chutão pra frente, briga pela segunda bola. Bola para Valdivia ou Caio, que ou resolvem com seus talentos, ou cavam uma faltinha - aí sim, na bola parada, grandes chances de gol. Não tem mais nada.

Mas nesse mar de mediocridade que é o Brasileirão, isso tem sido suficiente para levar um time como o Palmeiras à vice-liderança - e poderia ser o líder caso não tivesse perdido pontos imperdíveis no Palestra, no primeiro turno - ou se a juizada não tivesse ajudado tanto os bambis, desequilibrando a parada logo no fim do primeiro turno.

Caio Junior vai chegando ao fim do ano com a balança de erros e acertos equilibrada. De maneira geral, errou ao não conseguir dar padrão ao time. Mas acertou ao encontrar uma alternativa para neutralizar essa falta de padrão. A falta de laterais de qualidade pode explicar essa falta de padrão - no futebol de hoje os jogadores dos flancos são fundamentais na saída de bola e no apoio, não apenas na marcação. E nossos laterais realmente não corresponderam.

A solução do chutão pode ser feia, mas com o monte de leões que temos no meio, a segunda bola acaba sendo uma alternativa interessante, embora nem sempre funcione. Quando isso acontece (como no jogo da Vila), o Palmeiras só pode se preocupar em se defender. Isso é mérito de Caio Junior, que vai chegando ao fim do ano com o moral elevado para comandar o time em 2008 - apesar da ausência de qualquer jogada com bola rolando.


Atuações
Diego Cavalieri - Monstruoso. 9,5
Paulo Sérgio - Muita vontade, alguns descuidos. 6,5
Gustavo - Não deu moleza, rebateu, entrou firme, numa delas até demais Ele vibra quando corta os ataques adversários. 8
Dininho - Está em grande fase. 8
Valmir - Lucinho ainda não acertou aquele cruzamento. No início do segundo tempo, estatelou-se no gramado. Há que se verificar se ele tem condições físicas/emocionais/psíquicas para ser profissional. 5
Wendel - Fez a dele. 7
Makelele - Com Pierre em campo, a vaga de segundo volante é dele. Martinez e Wendel que me desculpem. 8,5
Caio - Cada vez mais à vontade. Tem jogadas de toque refinadíssimo. 8,5
Valdívia - O Capitão do time novamente foi caçado, mas deu conta do recado, fez um gol com muita esperteza, e ainda abriu bastante espaços para os companheiros. 9
Luiz Henrique - Está destoando tecnicamente. 5
Rodrigão - Fez dois gols de centroavante. E nas outras jogadas, atrapalhou pouco. 9
Leandro - Pouco acionado na parte defensiva, construiu a jogada do terceiro gol. 8
Deyvid - Apareceu pouco, mas não podia ter perdido o gol que perdeu. 5,5
Caio Junior - Achou o jeito do time. Já estava na hora. 9

Lances do jogo:

19 outubro, 2007

Vencedores dos SuperParpites - ingressos

Pessoal, os vencedores da promoção são:

Primeiro lugar: um par de ingressos de cativa
Rádio - Richard Meckien
"Desde que vim pra Guaratinguetá
Meu Palmeiras ficou mais longe pra mó d'eu trabalhá
Mas a distância da estrada
Pro coração não passa de piada

Então, já são quase dez meses
Que eu vou ver o meu Palmeiras enfrentar os seus fregueses
Arriscando minha vida nessa longa Via Dutra
Essa estrada que não passa de uma grande filha da puta !!!

Com a dor que muito lembra a de um açoite
Vim ver até os jogos de quarta à noite
E, como que por merecimento,
Derrota alguma eu vi nesses momentos

Valeu até ver os penais da Copa do Brasil das piscinas
Matando duas horas de trabalho aqui em meio às usinas
E o que diria o meu chefe se descobrisse que eu quase explodi a porcaria do reator
Por ter ido ao Palestra movido pelo meu amor ?

Nesse sábado o Conrado tem tudo para fazer
Feliz esse cara chato que não pára de escrever
Mas que está louco para estar presente ao estádio quando o Palmeiras vencer
E que não pode comprar seu ingresso por causa da porra da Nestlé."

Segundo lugar - um par de ingressos de arquibancada:
Rodrigo - Rodrigo Gomes
"Eu mereço ganhar os ingressos por que, além de cantar, vibrar e empurrar o time, ainda vou passar o jogo gritando: Sr. Carlos Cereto, nº 00, o senhor é um fanfarrão (eu juro)".

Terceiro lugar - um ingresso de arquibancada:
Luciana - Luciana Vassallo Costa
"Não sei se mereço o ingresso, talvez se o ganhasse nem teria condições de ir ao jogo, já que não resido em São Paulo. Mas eu gostaria muito de ganhá-lo... Eu não fui tantas vezes ao Palestra Itália, se fui em vitórias, não me lembro, pois era um bebêzinho. A primeira lembrança que tenho quando penso em "Palmeiras" é de quando perdemos o mundial em 1999, a segunda coisa é da nossa decaída para a série B em 2002. Eu vi o nosso título da libertadores, mas não me lembro de nada. Só sei que vi porque me disseram isso... Desde a minha primeira lembrança do Palmeiras, até agora, não consigo recordar de muitos gritos de alegria. Mas eu dei sim, viu?! O Palmeiras por si só se tornou para mim um motivo de alegria... apesar de eu não ser como a maioria de você, que lembram dos nossos momentos de ouro, eu amo o Palmeiras tanto quanto e gostaria realmente de passar pelas alegrias que vocês já passaram. Lembrar de quando eu tinha 4 anos e meu falecido avô me levava ao Palestra... apesar de me lembrar muito pouco, é isso que mantém o amor que tenho por esse time, um amor inexplicável. Gostaria muito de ganhar o ingresso, já que o último jogo que vi no Palestra foi esse ano, e perdemos por 2 x 0 para o Atlético Paranaense. Talvez eu veja uma boa vitóriazinha nossa contra o Paraná no nosso P.A. =]"

Vocês devem me enviar um e-mail o mais rápido possível, através do e-mail que vocês informaram no parpite, para o parmerista@gmail.com, informando um número de telefone para que eu possa ligar para vocês para combinar como faremos amanhã.

Parabéns a todos que participaram, foi bem divertido!

***
Amigos, o Rodrigo acabou de me mandar um e-mail dizendo que não vai poder comparecer. Assim, a Luciana ganhou o segundo prêmio, e o terceiro vai para o Senninha - Fabio Luiz Mamelle:

"Porque meu coração é tão verde que se eu fosse do BOPE o uniforme do BOPE não era preto e sim VERDE com patrocínio da Adidas, seu símbolo não seria uma faca na caveira mas sim um Porco com chuteiras... E o Capitão Nascimento dir Senta o pé nessa porra ao invés do famoso senta o dedo."

17 outubro, 2007

SuperParpites - Palmeiras x Paraná

Para aumentar a série invicta que já está em cinco jogos, o Verdão recebe o Paraná no Palestra, e vai cortar o coraçãozinho do Milhouse ao mandar os bambis do Paraná para mais perto da segundona.

Para 22.042 pagantes, o Verdão encaçapa o Paraná por 3x0, com gols de Pierre, Caio e Rodrigão, de bicicleta. Agora eu acerto.

Deixe seu nome completo, placar do jogo, artilheiros, público pagante e e-mail, e concorra, como sempre, a uma camisa oficial do Verdão e a um kit com produtos oficiais da Adidas.

Ma che cazzo de SuperParpite é esse?

É que neste jogo o blog Parmerista! vai premiar três parmeristas com INGRESSOS PARA O JOGO. E para concorrer, basta dizer no próprio parpite POR QUE VOCÊ MERECE GANHAR OS INGRESSOS. Os três parmeristas mais criativos na opinião do blog vão receber os ingressos da seguinte forma:
Primeiro colocado: Um par de ingressos para o setor de cativas
Segundo colocado: Um par de ingressos para arquibancada
Terceiro colocado: Um ingresso para arquibancada

Para concorrer aos ingressos, só serão válidos os parpites recebidos até amanhã, quinta-feira, às 23h59. O resultado será conhecido na sexta, até o meio-dia, e divulgado no blog. Os vencedores deverão enviar, através do e-mail usado no parpite, um número de telefone para entrarmos em contato e combinarmos o local da entrega dos ingressos.

O blog pede mais uma vez que os parmeristas tenham espírito esportivo e não usem mais de um e-mail, próprio ou de familiares, para aumentar suas chances. Tentar levar vantagem sobre um irmão parmerista é muito feio.

Um grande abraço para o Ricardo Sarracini, que teve participação fundamental para a realização dessa promoção.

16 outubro, 2007

Foto histórica da Adidas - terceira camisa

Já está disponível no site Palmeiras/Adidas a foto histórica tirada no último dia 7 de setembro, data do lançamento do terceiro uniforme.

Acessem o site e curtam mais essse grande momento para a torcida do Verdão. Ache você na foto e mande para seus amigos. Se você não teve a oportunidade de estar lá no dia, mas conhece alguém que jura que estava, é hora de ver se ele era verdade...

Abaixo, a minha foto... E Caio Junior a alguns metros...

15 outubro, 2007

Sabadão na praia

Enquanto os parmeristas discutem no post do pós-jogo quem deve ser nosso técnico em 2008, vamos de amenidades. No sábado em que Caio Junior foi avacalhado por este blog por ter tirado Caio do time, estivemos na Vila Belmiro para acompanhar o Verdão e para registrar algumas impressões para o leitor.

A Vila Belmiro, para quem não conhece, é um estádio dos mais vagabundos. A impressão de quem vê pela TV é que trata-se de algo que merece algum respeito. Enganam-se. É um amontoado de concreto mal projetado. Parece um prédio de Lego montado por uma criança na mais tenra idade. Não há simetria, não há lógica.

Não há visibilidade para o visitante. Caio marcou um gol olímpico e a nossa torcida não viu. Conforto, nem pensar. Os degraus foram projetados para loompa-loompas, para dizer o mínimo. Mas o pior de tudo não é isso. O pior é o cheiro. O estádio fede, amigos parmeristas. Um cheiro horroroso, difícil de definir. Na onda do filme "Blindness", vamos tentar descrever o cheiro como uma mistura de peixe podre com cheiro de espirro.

Ao final, a polícia militar reteve a nossa torcida por cerca de meia hora, e quando a chuva começou a cair, tiveram bom-senso e nos liberaram. Depois de um empate meia-boca, tomar chuva por causa de síndrome de pequena autoridade de um sargento seria demais.

***
Antes do jogo, a torcida do Palmeiras se reuniu no que seria a similar à Padre Antonio Tomás no Palestra, e ficou dando a chamada calibrada. Fomos recebidos pelo grande Belentani, que está sempre presente nos comentários, e pela nossa consulesa em Santos, Bethina. Aliás, ela deu uma aula de como se comportar com a imprensinha. A repórter da TV local veio pedir para fazer uma matéria com ela. A resposta: "Não falo com a imprensa". Depois perguntei por que ela fez aquilo, e ela respondeu: "com essa imprensa que só fica babando os sardinhas e os gambás, não falo".

***
Três ou quatro moças da cidade foram garantir um trocadinho extra esticando uma faixa com sei lá que dizeres, e dando algumas voltas pelo gramado antes do jogo começar. Não é possível dizer que tratavam-se de candidatas ao título de Miss Baixada, muito longe disso. Mas mesmo assim, claro, foram alvos de gracejos da torcida palmeirense. Pois não é que as moças, em vez de exercitarem o consagrado ouvido de mercador e fingirem que não ouviram nada, passaram a retrucar estendendo o dedo médio para a nossa torcida? A torcida do Palmeiras foi ao delírio ao perceber que as meninas santistas acusaram o golpe.

A falta de educação nas arquibancadas é tolerada e já faz parte da cultura do futebol. Nem quero entrar no mérito se isso é certo ou não. O que eu achei novidade é que alguém que está no campo tenha revidado. Principalmente moças, fazendo gestos tão masculinos... Ah, se fosse no Palestra, alguém ia dar um jeito de filmar e ia pro Jornal Nacional...

***
Vejam abaixo uma imagem nossa antes do jogo, uma visão do campo do ponto de vista da torcida visitante, e o momento em que o ônibus do time chegava ao "estádio".



13 outubro, 2007

Santos 1x1 Palmeiras

Estivemos em Santos neste sábado acompanhando o Verdão neste empate por 1x1. Num jogo com dois tempos absolutamente distintos, o empate não foi um mau resultado, primeiro por ser um jogo fora contra um concorrente direto pela vaga, segundo porque no segundo tempo o jogo se encaminhava para uma virada santista, que felizmente não ocorreu.

No primeiro tempo o Palmeiras foi brilhante. Com autoridade, fez um, podia ter feito mais e o 1x0 saiu barato. Mais um gol saído das bolas paradas de Caio, desta vez, num gol olímpico. Mais uma vez lamentamos que isso não tenha acontecido desde o início do campeonato, quando o dono das bolas paradas era Edmundo.

Com Valdivia e Caio dominando a meia, fazendo várias jogadas pela direita, contando com o auxilio de Makelele e Paulo Sergio, o Palmeiras entrou muito bem escalado e posicionado. Foi um chocolate sobre o Santos, que ainda tinha suas jogadas ofensivas limitadas às bolas paradas, tamanha a segurança da zaga, protegida pelo incansável Pierre.

Veio o intervalo e Luxemburgo provou porque continua sendo objeto de desejo de muitos parmeristas, apesar de 2002: uma sova em Caio Junior. O nó começou quando o time voltou com Renatinho no lugar de Morais. O Santos aumentou o volume, o que seria normal e esperado de um time que está perdendo em casa. Só que o Palmeiras sentiu a pressão e tomou o gol. Acusou o golpe, entrou em pane, e por pouco não levou o segundo na seqüência.

Foi quando Potter achou que era simplesmente obra da entrada de Renatinho - e não de uma mudança de postura do time da casa. Milhouse resolveu reforçar o meio e tirou a referência no ataque - Rodrigão, que para o placar da Vila era Rodrião, que estava numa noite ao melhor estilo Max, e colocou Francis, o craque-sabonete, que entrou para ajudar na marcação mas estava perdidinho.

Luxemburgo então deitou e rolou. Sabendo que a ligação do Palmeiras é direta, dominou todas as segundas bolas nas reposições precisas de Diego. Com isso, matou todas as chances de ataque do Verdão, e começou o massacre. Se não fosse uma grande atuação da trinca Pierre-Dininho-Gustavão, certamente teríamos saído derrotados.

Diego também fez sua parte, e o empate, como já foi dito, acabou sendo um bom resultado, já que Caio Júnior tentou consertar a besteira que fez fazendo uma maior: tirou nossa única chance de gol, as bolas paradas de Caio, sacando o meia para a entrada de Luís Maluco, que conseguiu subir numa bola na área antes dela chegar, num lance bisonho. E Valdívia fez alguns lances de efeito, principalmente no primeiro tempo. No finalzinho do jogo, em jogada individual, quase faz um golaço, mas seu chute que tinha o endereço foi desviado pela defesa. Seria lindo - mas não seria merecido.

Com a vitória do Grêmio, o Palmeiras momentaneamente sai do G4, mas está a apenas 2 pontos do Cruzeiro, vice-líder do campeonato. A tabela das rodadas finais mostra uma seqüência de jogos não muito difícil para o Verdão, por isso, a vaga é muito mais do que uma possibilidade real. Basta que o time continue jogando como fez no primeiro tempo de hoje. E não teremos mais nenhum Luxemburgo pela frente para judiar do nosso professor.


Atuações:
Diego Cavalieri: quase salvou o time no lance do gol. Efetivamente salvou em dois outros lances, pelo menos. 8
Paulo Sergio: Bastante vontade. 6,5
Gustavo: Mostrou por que é um dos melhores zagueiros do campeonato. 8,5
Dininho: Acompanha o nível do parceiro. 7,5
Valmir: Uma de suas piores partidas pelo Palmeiras. O drible pra fora, para o fundo, já está manjado. Como marcador, é medonho. O gol do Santos saiu em cima dele. 3
Pierre: Dunga, não olhe os jogos do Palmeiras, por favor. Deixe o Pierre por aqui! 8,5
Makelele: Mais uma vez mostrou serviço, suprindo bem a ausência de Wendel. 7,5
Caio: Firulou um pouco desta vez, mas as batidas na bola estão cada vez melhores. 8,5
Valdívia: Muito bem marcado, mesmo assim foi importante no primeiro tempo. Manteve sempre dois santistas ocupados. 7,5
Luiz Henrique: Muito bem no primeiro tempo, foi vítima das burradas de Caio Junior no segundo. 6,5
Rodrigão: Vinha crescendo, mas hoje decepcionou. 5
Francis, Leandro e Luis Maluco entraram no decorrer do jogo e ficam sem nota, pra não sacanear a média do time.
Caio Junior: Pelo Primeiro tempo, 9. Pelo segundo, 0. Média, 4,5.

Lances do jogo:

11 outubro, 2007

Modelo de gestão tem rendas penhoradas

O Jardim Leonor Futebol Clube, que para a imprensinha é o modelo de gestão esportiva, está com alguns problemas. Segundo o blog do jornalista Juca Kfouri, o clube terá parte das rendas dos jogos do Campeonato Brasileiro penhorada, a fim de amortizar a dívida com o INSS que é de mais de R$ 4 milhões. O clube parcelou a dívida, mas mesmo assim deixou de pagar das parcelas nos últimos 12 meses.

Ainda bem pra elas que os jogos da sulamericana estão fora dessa penhora. O time da modinha arrastou uma multidão de 6 mil pessoas ontem, para ver mais uma derrota, desta vez para o poderoso Millonarios da Colômbia, o que proporcionou uma fantástica renda de 36 mil reais.

10 outubro, 2007

Da série "implicâncias"

Jogo contra o Santos é sempre assim: de repente, a torcida do Palmeiras começa: "Santos do c..., lugar de peixe, é dentro do aquário!".

Eu fico com vontade de me enfiar num buraco. Poucas vezes vi um grito tão, mas tããão ruim.

Podia ser "Santos, bobo, feio e chato" que não seria tão ruim.

Pelo amor de Dio, alguém pode inventar uma provocação a eles que seja menos babaca?

Parpites - Santos x Palmeiras

Sabadão o Verdão desce a serra pra pegar o Santos, em mais um jogo de seis pontos. O time da Wandeca está desfalcado de 4 importantes titulares, e vai acabar se dobrando perante o Palmeiras, que terá a volta do fabuloso volante francês.

Para 15.112 pagantes, o Verdão vence por 2x1, com gols de Rodrigão e Pierre, claro. E você, parmerista, pode levar uma camisa oficial do Palmeiras, mais um kit com produtos oficiais do clube, oferecimento da Adidas, deixando seu parpite com seu nome completo, placar, artilheiros, público pagante e e-mail. E não me vão parpitar empate ou derrota do Verdão hem!

Boa sorte a todos.

A mídia palestrina

Já falei sobre eles há cerca de uns seis meses, mas o tema é recorrente, e inevitavelmente entrou de novo na pauta depois de um episódio ocorrido no clube este final de semana: a mídia palestrina envergonhada.

Resumidamente, no outro post, disse que acredito que os grandes estandartes da mídia palestrina têm medo de parecerem caricatos como Roberto Avallone, e escamoteiam sua palestrinidade através de opiniões com uma tendência maior ainda a ser anti-palmeirense, em nome de uma suposta imparcialidade, diferente dos bambis e gambás, que usam como muleta times do interior, principalmente a Ponte Preta.

Hoje, dois dos jornalistas nessa condição que estão em maior evidência, pelo talento e inteligência, são Paulo Vinicius Coelho e Mauro Beting. Este último já admitiu que se fosse possível separar as coisas, o torcedor Mauro Beting provavelmente odiaria o jornalista Mauro Beting. O que já é um grande alento.

Mauro, de sangue nobre, vem nos últimos meses atingindo a maturidade como jornalista e está chegando perto do ponto de equilíbrio entre as duas facetas - e esse ponto exige que não se traia o time do coração, que afinal de contas, foi a paixão pelo Verdão que o levou a ser um profissional vitorioso, e ao mesmo tempo ser imparcial, correto, e não cair na caricatura. Mesmo assim, ainda precisa dosar um pouco mais os elogios desmedidos aos nossos inimigos.

PVC ainda está muito longe desse ponto. Sua maior bandeira este ano foi desmerecer a Copa Rio. Preocupadíssimo em parecer isento, escancara insegurança ao tentar forçar uma barra para se afirmar. Ainda não bota fé no talento que tem, o que é uma pena. E está pagando por isso. Este final de semana, nas dependências do clube, foi abordado por um grupo de sócios, indignados com a postura de alguém que se diz palmeirense, mas só detona o Palmeiras. Talvez se ele não tivesse revelado sua torcida e tivesse se declarado comercialino, quinzista ou coisa que o valha, não tivesse sido interpelado dessa forma. A chapa realmente esquentou, e por pouco ele não fica mais feinho do que já é.

Existem ainda na imprensinha muitos outros palmeirenses envergonhados, mas que acabam sendo diluídos no verdadeiro mar de jornalistas anti-palmeirenses cujo meio de comunicação ícone é a ex-ótima rádio Jovem Pan, atualmente a Portuguesa das rádios, que hoje mal consegue 20 mil ouvintes durante uma partida. Esses menos talentosos sonham em ser um PVC ou um Beting, mas por essa falta de talento e inteligência nem podem sonhar em trilhar o caminho que chega nesse ponto de equilíbrio.

E a torcida do Palmeiras se encheu. Aliás, há muito tempo. Só que a onda da internet finalmente atingiu um ponto onde quebrou-se monopólio dos meios de comunicação dos grandes grupos. Em seus primórdios, há cerca de dez anos, o HTML puro fazia da internet um canal de uma via só. Hoje, qualquer manezinho pode fazer um blog, como este que você está lendo, e a comunicação, democratizada, não precisa ser disfarçada. Não é preciso simular imparcialidade, já que na Internet, há espaço para todos e todo mundo vai atrás do que quer. Hoje, existem sites de palmeirenses para palmeirenses. Cheios de paixão, falando a mesma língua. Elogiando com o entusiasmo que vem junto com a paixão, e quando vem a crítica, ela vem para melhorar, não para achincalhar. É tudo o que um torcedor cuja inteligência vem sendo afrontada quer.

Assim, o palmeirense vai nos sites palmeirenses, e de forma análoga cada torcida vai atrás do conteúdo produzido por ela mesma. Não conheço muito o material produzido pelos torcedores rivais, mesmo porque não me interessa nem um pouco. Mas a torcida do Palmeiras vem se garantindo de forma brilhante, com sites como o Mondo Palmeiras, Observatório Verde, Terceira Via Verdão, Palmeiras Todo Dia, Palmeiras Online, Canal Palmeiras, Palestrinos, Só Palmeiras, Turma do Amendoim, dentre outros. Tem de tudo, para todos os gostos. O palmeirense está muito bem servido e não precisa se pendurar em mídia nenhuma para ter informação e opinião.

Consulte sempre o menu na barra direita, principalmente nas seções "sites palmeirenses" e "blogs palmeirenses", e refestele-se de Palmeiras - sem passar raiva.

08 outubro, 2007

Cartola FC - reta final

Assim como o Brasileirão, o Cartola FC, fantasy game da globo.com vai chegando a seu final. Conforme prometido no início da temporada, o vencedor geral da liga Parmerista vai ganhar uma camisa oficial do Verdão. A nossa liga conta com 197 inscritos sem muito alarde, um número bastante expressivo.

Mas antes de vermos como está a briga para ver quem vai ser o grande campeão, vamos dar uma geral nos campeões mensais:

Maio - Palestra 93 - Guilherme93 - 84,55 pontos
Junho - Parmazzone CP - Drygalla - 343,46 pontos
Julho - S. E. Simões - Victor Simões - 451,45 pontos
Agosto - Sifú F.C. - João Sifú - 689,49 pontos
Setembro - ALEVERDÃO FC - ALESSANDRO MAR - 516,80 pontos

O time mais rico até agora é o PFM F.C., do cartola bcoxito, com 327,84 cartoletas, seguido pelo Batalha FC, do cartola Leandro Guerra, com 315,10 cartoletas.

E a briga pela camisa oficial está assim:

1 - CAVALLI TEAM - João Ricardo - 2.099,57
2 - Batalha FC - Leandro Guerra - 2.065,65
3 - S. S. Palestra - Denis B. P. - 2.062,33
4 - SE Parmerista - Conrado Cacace - 2.022,59
5 - Parmazzone CP - Drygalla - 2.014,05

É isso mesmo, parmeristas... num universo de 197 times, tô em quarto, na zona da Libertadores, e bem a fim de buscar o líder... E se eu ganhar, não tem nada de "o vice leva", hem... Sabemos desde pequenininhos que neste país, vice não leva nada. Portanto, tratem de ganhar essa bagaça!

07 outubro, 2007

Alguém pode me dizer?

Pra que serve essa merda de São Paulo?

06 outubro, 2007

Palmeiras 2x0 Grêmio

Numa exibição como há muito esperávamos, o Verdão destruiu o Grêmio no Palestra, para delírio de mais de 22 mil parmeristas. A convincente vitória por 2x0, com autoridade, alçou o alviverde de volta ao G4. Melhor do que isso, foi a vitória sobre um concorrente direto - o chamado jogo de seis pontos. Valeu, Verdão!

O Palmeiras foi, teoricamente, num 4-4-2, com dois volantes e dois meias. Mas Valdívia e Caio estavam numa noite tão especial que além de terem sido decisivos na construção dos gols da vitória, também marcaram muito, e ajudaram a impedir o time gaúcho de ameaçar a meta de Diego, que teve um jogo bastante tranqüilo. Até Luiz Henrique ajudou lá atrás. O time está mais coeso do que nunca, e Caio Junior vai ter que se virar para encaixar Martinez e Edmundo no time quando voltarem das contusões. Sinceramente, eu não mexeria mais na escalação de hoje.

O Grêmio jogou como time grande no primeiro tempo. E pagou por isso. A cartilha do futebol já foi escrita há muito tempo, e atacar o Palmeiras no Palestra definitivamente não é uma coisa muito saudável. Além de terem esbarrado num sistema defensivo perfeito, ficaram expostos ao contra-ataque do Verdão, mortal. Sim, o Palmeiras jogou no contra-ataque em casa - e fez certo.

Sem Martinez e Edmundo, a qualidade no passe realmente fica comprometida. E a famosa ligação direta, tão abominada por todos nós, foi a saída para evitar que Makelele-PauloSérgio-Dininho-David-Wendel-Valmir, nenhum deles um especialista em passe, entregassem alguma bola de presente no pé de Diego Souza, Tuta ou Jonas. A marcação da segunda bola depois da reposição de Diego deu certo, principalmente na jogada do segundo gol, onde Rodrigão tabelou de calcanhar com Valdivia, recebeu e fuzilou Saja.

O primeiro gol tinha saído de uma cobrança de falta venenosa de Caio, que Saja aceitou - e assim, com uma dupla de meias inspiradíssima, e Rodrigão, que já vinha mostrando crescimento, e hoje finalmente encaixou um bom jogo, o resultado veio naturalmente. Podiam ter mais 90 minutos que o placar só aumentaria a nosso favor.

O Grêmio só teve, a rigor, duas chances, com Jonas, que cabeceou à esquerda de Diego, e com Tuta, que mandou por cima. Muito pouco para um time que falou tanto antes do jogo, mas que teve que se render à arte de El Mago. Em vez disso, apelou. O paraguaio Gavilán, que entrou no segundo tempo, teve a missão única de caçar Valdivia em campo, e culminou com um soco covardemente desferido em seus rins, pelas costas, na trairagem mesmo. Sandro Goiano também entrou com o joelho no mesmo ponto - coincidentemente o lugar onde Alex Silva o havia atingido e o afastou por quatro jogos. Difícil não crer em coisa orquestada. Esse Grêmio é um timinho ordinário, e o olé no final foi a humilhação que esses vagabuundos mereceram. Na bola. Dá-lhe Verdão!

Notas:
Diego: Não teve trabalho como goleiro, mas foi bem nas reposições. 7
Paulo Sérgio: Na dele, não inventou. E vibrou com a torcida. 7
David: Uma fortaleza. Estamos tranqüilos de zagueiros. 7
Dininho: Melhor ainda que David. Preciso em dois botes que poderiam causar sérios problemas. 8
Valmir: Mesmo num esquema onde deveria defender, o que não é muito a sua, não comprometeu. 7
Makelele: Noite de Pierre. Um monstro. 9
Wendel: Mais uma vez como volante, mais uma vez uma boa partida. 7
Caio: O dono do primeiro tempo. Mais um golaço na bola parada, e ainda meteu uma na trave. 9
Valdivia: o dono do segundo tempo. Chamou o Grêmio para o baile e desestruturou os nervos dos bambis gaúchos. 9,5
Luiz Henrique: Até deu carrinho na defesa. Sempre puxava um zagueiro do Grêmio, abrindo espaços. 7,5
Rodrigão: Enfim, parece que pegou o ritmo. Um belíssimo gol, e bastante consciência tática. 8
Gustavão, William e Deyvid vão ficar sem nota. O garoto Deyvid vinha fazendo uma má partida até acertar um belo chute de fora, que quase deu no terceiro gol.
Caio Júnior: Deu um baile em Mano Menezes, que muitos querem ver por aqui. 9

Lances do jogo:

05 outubro, 2007

Parpites: Palmeiras x Grêmio

Com os ingressos de volta ao preço normal, o Palmeiras recebe o Grêmio no Palestra, para voltar ao G4. O Verdão sentirá a falta do fabuloso Pierre, mas mesmo assim fará valer o fator casa e deve impor uma vitória felipônica, de virada: 3x2, empurrado por 19.014 parmeristas, com gols de Rodrigão (2) e Valdivia. E Diego Cavalieri vai pegar mais um pênalti, no finalzinho. Meu Deus!

Parmerista, deixe seu parpite nos comentários, com nome completo, placar, artilheiros, público pagante e e-mail, e concorra a uma camisa oficial do Verdão, e a um kit com produtos oficiais Adidas. Boa sorte!

04 outubro, 2007

Palmeiras 2x1 Náutico

Mais uma vez, sofrido. Mas a milésima vitória no Palestra chegou assinada pelo novo dono do meio-campo: Caio. Pela terceira vez seguida, o camisa 16 fez uma partida brilhante, e mostra que não deveria nunca ter ficado de fora do time titular. Infelizmente, foi necessário que Edmundo se contundisse para que isso se concretizasse - talvez um pouco tarde demais.

Caio Junior mais uma vez escalou o time bem, num 4-5-1 onde Caio jogou bastante próximo de Rodrigão, e as jogadas com Valdivia, Wendel e até com Vinicius saíam com facilidade. O Náutico, embalado por cinco vitórias seguidas, não jogou como time pequeno, tentou encarar de igual para igual e proporcionou os espaços que o Verdão queria. O desenho da partida estava todo para nós.

Mas um escanteio mal batido pela direita deu num contra-ataque onde o sistema defensivo inteiro falhou. Bola esticada para a direita, Sidny em clara condição de vantagem foi perseguido inutilmente por dois palmeirenses, e mesmo assim conseguiu cruzar para Felipe desmarcado na área. A bola veio toda torta, mas o atacante a amorteceu com muita felicidade e bateu por baixo da saída de Diego: 1x0 pra eles.

Aí, tudo se complicou, e o Náutico se fechou, confiando nas jogadas de velocidade, nas metidas de bola de Acosta e na velocidade de Felipe e Marcelinho. O Palmeiras esbarrou no congestionamento armado pela meiúca do Náutico, e parou de jogar. Na arquibancada, a torcida rezava para o primeiro tempo terminar logo. Estava com cheiro de segundo gol.

Caio Junior voltou com Luiz Henrique no lugar de Vinicius, e o Palmeiras passou a jogar mais em cima do Náutico. Faltava forçar um pouco mais pelo lado esquerdo. Wendel, como volante, apareceu bastante no apoio dos dois lados, mas não conseguia fazer jogadas com Leandro. A entrada de Valmir deu o gás definitivo. Logo após a entrada do mineirinho, o Náutico abriu o bico: no primeiro gol, jogada brilhante de Paulo Sérgio pela esquerda - o que ele fazia por lá, só ele sabe - mas ele estava coberto por Wendel. Bola alçada, espirrou pro lado de lá, e Caio fuzilou, contando com a ajuda da sorte na bola que desviou no zagueiro e morreu no fundo do gol de Fabiano.

Logo depois, boa jogada de Rodrigão fazendo o pivô para Paulo Sérgio, que bateu. A bola parou na zaga, e o próprio Paulo Sérgio rolou para Caio bater inapelável no canto esquerdo de Fabiano. O Palestra enlouqueceu ao sentir a proximidade da milésima, e os oito mil parmeristas pareciam 80 mil. O jogo seguiu tranqüilo até o apito final, com exceção de um vacilaço de Diego, que quase custa a vitória: numa falta despretensiosa por cima, seria tranqüilo para ele agarrá-la ou, no mínimo, socá-la, espalmá-la - qualquer coisa, menos deixá-la passar. Como estava escrito que a noite seria nossa, a bola parou no travessão.

O empate não seria um resultado injusto, o Náutico fez um bom jogo e se conseguisse a igualdade não seria nenhum absurdo - ainda mais porque a bandeirinha do lado de lá quebrou nosso galho e anulou um gol deles alegando impedimento que não existiu - a partida ainda estava 0x0. De toda forma, o saldo de pontos que Palmeiras ganhou sem necessariamente se fazer totalmente merecedor, contra os pontos que eram absolutamente nossos e deixamos de ganhar, ainda é negativo.

Atuações:
Diego: Uma grande defesa num chute de Acosta, uma falha grotesca. Não teve culpa no gol. 6
Paulo Sérgio: Estava encapetado. 7,5
Dininho: Seguro. 7
David: Seguro também. 7
Leandro: Não esteve numa noite inspirada. 4
Pierre: o que esse cidadão joga é sacanagem. 8
Vinicius: Uma boa cobrança de falta, e só. 6,5
Wendel: Definitivamente, volante. Ótima partida - mas falhou na cobertura no lance do gol deles, senão, teria nota mais alta. 7
Valdivia: Não brilhou, mas chamou a responsabilidade. O chute no vácuo voltou a aparecer, até com o time atrás no placar. 7
Caio: Brilhante. 9
Rodrigão: o problema dele é matar a bola. Com ela sob controle, até sabe o que fazer. Deu uma linda cabeçada num cruzamento de Valdivia, levou azar. E fez bem o pivô na jogada do segundo gol. Começa a dar sinais de crescimento. 7
Valmir: pôs fogo no jogo. 7
Luiz Henrique e Willian pouco jogaram, sem nota.
Caio Junior manteve a boa seqüência. 8,5.

Lances do jogo

03 outubro, 2007

Preventiva

"Tendo chegado ao conhecimento do presidente desta comissão, através da imprensa, que o associado Paulo Rogério de Aquino, matrícula nº 58.614, conhecido como Paulo Serdan, agrediu o funcionário Márcio Vicente, na cidade de Santos, que exercia a função de técnico das categorias sub-14 e sub-15, determino a instauração de procedimento disciplinar conforme determinação dos demais membros desta comissão.

Providencie, a secretaria, a intimação do associado Paulo Rogério de Aquino, para que responda os presentes termos desta sindicância instaurada sob nº CS 0040/2007 que lhe aplicou SUSPENSÃO PREVENTIVA de 90 (noventa) dias, para que no prazo de 15 dias apresente sua defesa.

Fica também determinado por esta comissão que, caso seja apresentado uma proposta de aquisição de Título de Sócio Remido, o seu indeferimento.

São Paulo, 02 de outubro de 2007

Gilto Antonio Avallone
Presidente da Comissão de Sindicância da S.E.PALMEIRAS"

Boataria rolando solta

A boataria em torno do Palmeiras não tem fim. Veículos de comunicação sopram para todos os lados as supostas contratações do Palmeiras para 2008. E os nomes não são novidade: Thiago Neves e Alex Mineiro.

Alex Mineiro já havia sido tentado no primeiro semestre. Trata-se de um grande camisa 9. O Atlético-PR sabe disso, e numa tentativa desesperada de manter seu time minimamente competitivo, fez das tripas coração para cobrir a boa proposta do Palmeiras. Eles não contavam com a botina do Tcheco na cara do centroavante, que o tirou do campeonato ainda no primeiro turno, quando o time estava no bloco de cima do campeonato. Hoje, brigam contra o rebaixamento.

Thiago Neves é, ao lado de Valdivia, o melhor meia do campeonato. Joga na vertical, bate bem na bola, tem comando. É um Caio melhorado - sem desmerecer nosso camisa 16, que também é muito bom.

O grande problema desses boatos é a expectativa que cria na torcida. E não há como controlar a boca da imprensa. Se por algum motivo a negociação mela, ou se mesmo ela nunca existiu, causa uma fúria incontrolável nos torcedores. Este blog mesmo já cometeu um equívoco como esse, numa informação "segura" de uma transferência "já concretizada".

Portanto, parmeristas, tenham ouvido crítico. O que sai da imprensa, é responsabilidade da imprensa. Caso as negociações, que seriam ótimas, não se concretizarem, cobrem a imprensa. Cobrem quem anuncia para eles falarem o que falam. O Palmeiras já está tumultuado o bastante para ter mais esse tipo de problema.

02 outubro, 2007

The winner

Já saiu o nome do responsável pela majoração do preço dos ingressos, que vai levar o simpático troféu de três posts abaixo: Ebem Fernando Gualtieri, 4° vice-presidente.

O presidente Della Monica foi cobrado violentamente no início desta noite. O presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, foi pedir explicações ao presidente, pois o aumento deu-se exatamente no momento em que o Palmeiras mais precisa ter a torcida a seu lado.

Della Monica deu uma resposta inusitada: alegou que não sabia, mas que não estava de acordo. Só que já era tarde. Ao apurar-se a responsabilidade, chegou-se então ao nome de Gualtieri. A decisão já havia sido tomada no final de semana, quando todos estavam em Natal. Para o jogo contra o Grêmio, os preços devem voltar a R$20,00.

No Palmeiras, as coisas continuam acontecendo, e o presidente continua sendo o último a saber.

Canalhas

Vou aproveitar as férias do pessoal do OV e matar as saudades do velho dossiê imprensa, que foi tão bem encampado pelo Rafael e pelo Tiago. E o tema da vez é um velho conhecido: Wagner Vilaron, do Diário de SP.

Na íntegra, a matéria de 29 de setembro.

Notas suspeitas causam tumulto

Wagner Vilaron
vilaron@diariosp.com.br
29/09/2007

Nas últimas 48 horas, os corredores do Palestra Itália foram palco de correria intensa. Não era pra menos. A informação de que conselheiros palmeirenses tiveram acesso a notas fiscais suspeitas de serem frias, e que as mesmas teriam sido encontradas no departamento financeiro, tumultuou o ambiente. Agora, todos querem ter acesso aos documentos.

O DIÁRIO manteve contato com pessoas ligadas a oposição e elas confirmaram a existência das tais notas, embora tenham admitido não saber os nomes das empresas, muito menos o tipo de serviço contratado. Integrantes da situação evitaram qualquer tipo de comentário sobre o assunto.

No clube a situação já virou motivo de piada. Muitas pessoas comparam a história ao escândalo que assolou o Corinthians nos últimos anos, e foi chamado de Mensalão do Timão. Nesse esquema, dirigentes alvinegros usavam empresas laranjas para emitir notas fiscais de serviços que nunca foram prestados, embora o clube tenha pago por eles.

No vermelho

Na última reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) alviverde, na última terça feira, outros assuntos chamaram a atenção dos conselheiros. O principal deles foi a dívida acumulada do clube, que está próxima dos R$ 60 milhões. Só neste ano, o déficit já atingiu R$ 6 milhões.

O projeto de comercialização de títulos remidos, que tinha por objetivo vender 1.200 unidades, entre individuais e familiares, por enquanto está em aproximadamente 70. Já a Cesta de Atletas, cuja meta era arrecadar R$ 9 milhões para o clube, estacionou em pouco mais de R$ 2 milhões.


Que beleza, senhor Vilaron! É de repórteres investigativos como o senhor que este país está precisando. Só gostaríamos que o senhor realmente descobrisse quem emitiu notas frias, para quem, a troco de que. Diga para nós, senhor Vilaron, quem é que está roubando o Palmeiras. Nomes são muito importantes, para não parecer babaquice de politiqueiro. Convenhamos, até agora, o senhor conseguiu apenas "notas suspeitas de serem frias". Por isso, vá em frente! Quem são as pessoas "ligadas à oposição" que confirmam a existência das notas, mas que não sabem mais nada sobre elas? Afinal, essas pessoas tiveram acesso a esses documentos ou não?

É muito importante, senhor Vilaron, que essa sua bandeira pela moralidade seja realmente encampada, e que os culpados sejam apurados. Afinal, um jornalista sério, que não envergonha sua classe, não assinaria uma matéria como essa se não tivesse absoluta certeza de que há falcatruas acontecendo. O senhor não se prestaria ao papel de jogar um assunto dessa seriedade no ar se não tivesse convicção de que há algo de podre. Afinal, a imagem de um grupo de pessoas está sendo manchada, e o senhor obviamente tem como provar, basta conseguir mais um ou dois depoimentos, não é mesmo? Vá em frente, senhor Vilaron! Mostre para nós quem são os canalhas...

Só não use mais esse expediente de comparar a situação do Palmeiras com a do clube do outro parque, isso nos ofende. E que o assunto não morra. Não pode ficar por isso mesmo. Se ficar, vamos pensar que o senhor tem algum tipo de compromisso com algum grupo rival da atual situação, e que a matéria foi um serviço sujo a mando de alguém. Mas claro que não foi isso, não é mesmo?

***
Por falar em Wagner, por falar em outro parque, e por falar em canalha, juntando tudo dá um assunto que está na pauta.

Meu grande amigo Wagner Otero, sociólogo, leitor do blog apesar de corintiano (calma pessoal, o canalha da história não é ele), me instigou a falar sobre o caso de um torcedor, cujo filho foi sacado de um jogo e foi ter com o treinador, e então brigaram violentamente.

Amigos, eu é que não sou louco de comentar um assunto desses. Tenho mulher e filha para sustentar. Vivo indo aos jogos, estou totalmente exposto. Se uma substituição no time sub-14 já deu numa série de contusões gravíssimas, imaginem se eu disser o que penso, o que pode acontecer comigo? Numa quebrada qualquer perto da Turiassu, a pequena Cecilia fica órfã.

Wagner, que espécie de amigo é você???

II Encontro dos Parmeristas - Boleiros Bar

O I Encontro, por ocasião do tsunami verde e do aniversário do clube, bombou. Por isso, vamos repetir a dose: dia 28 de outubro, domingo, no Bar Boleiros, os parmeristas poderão se reunir para conversar, torcer, tomar um chopinho gelado e, claro, cornetar bastante.

A partir das 15h, os parmeristas já podem começar a chegar, tomar seus assentos, e para ajudar na concentração, exibiremos assim que o quórum estiver legal o VT de Vasco x Palmeiras, pelas oitavas-de-final da Libertadores de 1999, jogo em que Arce, Alex e Paulo Nunes despacharam o bacalhau do sonho do bi, e afirmou o Verdão como candidato seriíssimo à conquista do caneco, o que se concretizaria algumas semanas depois. Um jogaço. Na partida de ida, 1x1 no Palestra. Lá, o Verdão reverteu a situação aplicando um impiedoso 4x2.

E às 18h10, ao vivo de São Januário, Vasco x Palmeiras. Chega a ser sacanagem com o atual elenco mostrar o DVD do jogo de 99 antes do jogo deles, mas faz parte... Ao final do jogo, claro, teremos a tradicional distribuição de brindes da Adidas, portanto, dia 28 é bom todo mundo usar aquela cueca da sorte.

Aguardem as instruções de como fazer a reserva para esse evento imperdível, que ainda contará com um convidado ilustre - por enquanto, é surpresa, mas vocês vão gostar, com certeza... O Boleiros Bar fica na rua Ministro Jesuíno Cardoso, 624, na Vila Olímpia - www.boleirosbar.com.br.

01 outubro, 2007

Parpites - Palmeiras x Náutico

No sobe-e-desce da gangorra, mais uma vez vamos da euforia ao abismo em apenas um jogo. O Verdão bipolar não tem nem tempo pro remedinho e já vai logo encarar o super-embalado Náutico, que já nos deu uma vez um jogador chamado Jorge Mendonça.

Vindo de cinco vitórias maiúsculas seguidas (o Palmeiras não conseguiu nenhuma no campeonato todo), o Timbu vem ao Palestra a fim de se livrar de uma vez do fantasma do rebaixamento, e promete complicar as coisas pro Palmeiras.

Como a tônica do Verdão são vitórias magras, nesta quarta, às 19h30, veremos o Verdão quebrar a seqüência do Náutico ao golear os alvirrubros por 1x0, gol de Pierre. 8.196 idiotas como eu comparecerão ao Palestra, que terá os ingressos de arquibancada a R$30. Não quero nem saber o preço dos outros. O que eu queria mesmo era presentear o autor dessa idéia com o troféu da foto. Depois de um resultado como o de ontem, esfaquear o torcedor que ainda não recebeu o salário de setembro e ainda com outro jogo marcado para sábado contra o Grêmio, realmente é uma idéia espetacular. Aeee! Troféu pra ele!

Deixe seu nome completo, placar, artilheiros, público pagante e e-mail, para concorrer a uma camisa oficial do Verdão e a um kit com produtos Adidas. E como vocês podem ver, o humor é típico de uma segunda-feira. Bah!

Hino do Palestra Itália

Em suas andanças pela Moóca, meu amigo Nilton Gatti, conselheiro da SEP, deparou com um senhor com idade bastante avançada. Mas sua memória permanecia totalmente em ordem, tanto que a conversa, cujo assunto obviamente era o Palmeiras - e o Palestra Itália, remeteu à conquista do nosso primeiro título, em 1920, contra os pré-bambis do Paulistano. E por ocasião dessa vitória surgiu o hino do Palestra Itália, que permaneceu obscuro durante muitos anos.

A música ainda está por ser resgatada, mas segue, ressurgida, esta preciosidade: a letra do hino do Palestra!

Salve Palestra, impávido e fogoso
Na burilada faina da vitória,
Teu passado fulgura primoroso,
A superar a vida transitória.

Irmanaste no verde esperançoso,
Dois povos enlaçados pela história,
Rincões latinos, lume venturoso,
Na caminhada aflante pela glória.

Salve Palestra, soa a clarinada,
De teus louros audazes e brilhantes,
Reverdesce na flama afortunada.

No seio desta raça de gigantes,
Toma, outra vez, a esplêndida jornada,
Digna dos altos feitos bandeirantes!

Quem conhecer alguém que saiba a música, algum avô ou bisavô, que possa ajudar a resgatar mais esse pilar da história palestrina, por favor, entre em contato pelo e-mail.