
Má estréia do Palmeiras, boa estréia do Coritiba. As duas coisas juntas, somadas a uma empolgação da torcida coxa branca pelo título paranaense na casa do rival, e a volta à elite nacional, só podia dar nisso: 2x0, com tranqüilidade.
Jogando completo, o Palmeiras começou bem a partida, ocupando bem todos os espaços e não deixando o Coxa respirar, embora o domínio não se convertesse em finalizações agudas. Talvez tenha sido esse o fator que determinou a apatia durante todo o restante do jogo: achando que resolveria a qualquer momento, o Palmeiras perdeu a pegada do início, e o adversário cresceu junto com sua torcida.
Pierre parece ser o termômetro do time. Nos primeiros 25 minutos ele foi soberbo. Depois que levou o cartão amarelo, parece que ele se intimidou com a caseirice do juiz, e com ele todo o time, que já tinha distribuído cartões pra meio time do Palmeiras. Daí só deu Coxa. Valdívia aceitou a marcação, Diego Souza não aproveitou o espaço que lhe foi apresentado por conta dessa marcação, os laterais pareciam com preguiça de apoiar. Mesmo assim, o primeiro tempo ficou no 0x0 e ainda havia a esperança de uma bela esfregada de Luxa no vestiário.
Mas não foi o que se viu, e Dorival Junior foi quem aproveitou melhor o intervalo, avançando o meia Michael, grande destaque do Guaratinguetá que já tinha feito uma grande partida contra nós no turno do Paulistão - mas que amarelou na semi contra a Ponte. Hoje mais uma vez ele jogou muita bola, e seu jogo encaixou muito melhor com o reserva Hugo do que com o titular Keirrison
Keirrison, aliás, que deixou pra vir para o Palestra no ano que vem, embora há quem ainda acredite que ele seja reforço para o Brasileiro. Como saiu machucado, é hora de esperar as informações sobre a evolução de seu quadro.
Com 1x0 contra, era de se esperar que o time finalmente acordasse e partisse pra virada, como foi tão comum no Paulista, contra times grandes e pequenos. Mas a macarronada parece que estava boa, o Coxa resolveu esperar o Palmeiras em seu campo e mesmo assim não correu risco nenhum, e naturalmente chegou ao segundo gol, numa linda jogada de Michael para Hugo, que só rolou pra dentro.
OK. O campeonato é longo, há tempo para recuperação e blábláblá... Só que o jogo de hoje valeu tanto quanto valerá o da última rodada. O jogo de hoje em tese não era para derrota. Esses pontos terão que ser recuperados numa partida onde teoricamente pode-se perder pontos. Já estamos correndo atrás.
Próximo jogo: Inter, em casa. Um dos poucos times no planeta que conseguem nos impor uma certa freguesia. Ainda não se sabe se virão com time misto ou titular. O certo é que trata-se de um potencial adversário direto pelo título, por isso conquistar os três pontos é importante demais, não se esqueçam que no segundo turno o jogo será em Porto Alegre, e eles devem jogar completos.
Para quem gosta de coincidências, lembro-os que em 1972 o Palmeiras tinha acabado de conquistar o Campeonato Paulista, e foi a Curitiba jogar contra o Coxa na estréia do Brasileirão daquele ano. Perdeu o jogo, e no fim do ano saiu campeão. Scoppia!
Atuações:
Marcos: saiu meio doidão no primeiro gol, mas não se pode dizer que teve culpa. Pegou ainda duas ou três bolas muito boas. Mas matou o quero-quero. 6,5
Elder Granja: a macarronada estava boa. 4
Gustavo: não foi ágil o suficiente para conter as tabelinhas do adversário. Mérito deles, mas também é um pouco de demérito nosso. 4
Henrique: parecia emocionado por jogar no campo onde começou a carreira. Ou talvez estivesse pensando nas duas faixas de campeão que recebeu. Devia ter ficado no hotel. 3,5
Leandro: que delícia de macarronada, dio santo!
Pierre: começou destruindo, depois sumiu. 5
Martinez: passa o parmesão, por favor? 4,5
Diego Souza: além de ter se omitido diante da forte marcação sobre Valdivia, foi expulso bestamente. Não se se foi merecido, mas ele não podia ter dado a chance pro juiz. 1,5
Valdivia: foi muito bem marcado, e não teve forças para vencer o esquema sobre ele. 5
Alex Mineiro: uma boa tentativa no início do jogo, alguma movimentação e só. 5
Kleber: bastante luta, pouca efetividade. 5
Sandro Silva: entrou perdido. 4
Denilson: com todo respeito ao professor, colcoar Denilson pra mantê-lo na meia não faz sentido. Se for pra entrar, que seja aberto. 3
Lenny: obedeceu a Luxa e abriu pela direita, mas mal pegou na bola. s/n
Luxemburgo: uma de suas piores atuações do ano. Não conseguiu ligar o time, e ainda perdeu feio o duelo para Dorival Junior. 3